domingo, 29 de março de 2015

90 Dias para Casar 2 Temporada - (90 Day Fiancé)

Para quem vai se casar durante o prazo do visto é assim mesmo, loucura total! kkk Eu também me casei em 90 dias e foi uma fase estressante.Tanto para quem recebe o noivo(noiva) quanto para quem deixa tudo para trás para dar início a uma nova vida em outro país.

Acho muito interessante esse programa que passa na televisão mas você pode conferir no youtube.

Todo casal que se conhece pela internet e passar a conviver os primeiros dias juntos passa por um processo de adaptação, muito diferente dos tempos de conversas à distância. A gente pensa que não tem brigas no início, mas tem sim. Coisas que com o tempo vão se ajustando, principalmente quando são duas pessoas de culturas diferentes.

Coloquei 2 vídeos (áudio em inglês) e o último é um bate-papo com os casais depois do casamento...pois é.. o único que levantou suspeitas por ter se casado para ter um visto americano é um rapaz da Tunísia (norte da Africa). Depois de duas semanas de casado ele arrumou uma briguinha qualquer e saiu de casa, voltou depois de alguns dias como se nada tivesse acontecido, é birrento, teimoso e foi o único que procurou serviços de um advogado para tratar da documentação dele e o famoso "greencard". Quando é questionado sobre a falta de afeto pela esposa ele diz que a religião e cultura não permitem demonstração de afeto em público, para tudo ele tem uma resposta. Por outro lado, ele está numa situação delicada, sem trabalho, entediado de ficar em casa o dia todo, essa é a ilusão daqueles que vão para outro país, pensam que no dia seguinte arrumarão trabalho mas a vida não é assim fácil para um expatriado.


Abraços!!

sábado, 28 de março de 2015

Globo Repórter - O Mundo das Especiarias e dos Perfumes

"Programa desta sexta (27) revela o segredo das especiarias da Índia, mostra o perfume mais caro do mundo e as essências mais antigas da Terra."

Eu perdi metade do programa que passou ontem dia 27 sobre o perfume na Índia, mas gostei muito.

Para quem também perdeu, pode assistir tudo aqui no link da Globo http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2015/03/globo-reporter-desvenda-o-mundo-das-especiarias-e-dos-perfumes.html

Quando estiver o vídeo no youtube colocarei aqui.

Abraços!!!

sábado, 21 de março de 2015

Português

A coisa mais importante para um estrangeiro sem dúvidas é aprender o idioma local. No nosso caso não foi diferente pois a maior dificuldade que meu marido ainda tem no Brasil é o idioma. 

Me lembro de quando a gente namorava pela internet eu ensinava algumas frases  em português e coisinhas básicas, depois enviei um livro, dicionário, tudo para que o incentivasse a aprender antes de chegar ao Brasil. Inocente, eu! Ele desistiu nas primeiras páginas. 

No início procurei escolas de idiomas mas levei um susto com o valor cobrado, coisa de R$3.000,00 para cima, um absurdo! Depois procurei cursos em faculdades, me lembro que na época encontrei um curso muito bom da FAAP que incluía até passeios pela cidade, mas exigiam o RNE (Registro Nacional de Estrangeiro) e na época o marido só tinha protocolo, nem assim conseguimos matrícula porque eles queriam o RNE, ou seja, as aulas de português são para estrangeiros permanentes no Brasil e o gringo que acaba de chegar e quer estudar não pode. Procurei na USP, Mackenzie, mas muita burocracia e valores altos. Desistimos da faculdade.

Depois eu mesma comecei a lecionar para o marido, pegava livros que tinha em casa, mas ele não tinha tanta paciência e realmente o resultado estava muito lento, além de muitas vezes conversarmos em inglês por ser o idioma mais fácil para nos entendermos. Muita gente brigava comigo e dizia que eu deveria conversar SÓ em português com ele, mas meu Deus...sem comunicação não teríamos sobrevivido. Não dá para um casal viver sem conversar, as pessoas não entendem isso, principalmente quando existem diferenças culturais gritantes e quem tem um relacionamento intercultural sabe que a maior barreira é o idioma. É horrível quando a gente quer se expressar e não consegue encontrar a palavra certa. Eu tenho minha parcela de culpa, enfim..o português do marido começou a ficar compreensível quando ele começou a trabalhar pois teve que aprender na marra. Só assim caiu a ficha  que realmente precisava aprender português e só então começou a demonstrar mais interesse pelo idioma e em poucos meses já conseguíamos conversar.

Um dia uma mulher perguntou a mim se ele já sabia "palavrão". Eu respondi que não, mas ela falou " e se alguém ofender ele, como ele vai se defender? Ele precisa saber". E ela estava certa, um dia eu ensinei a ele tudo quanto é "palavrão" e gestos obscenos, não que a gente use, mas ele precisava saber o que poderia ouvir de alguém. Foi uma situação bem estranha e ao mesmo tempo eu ria muito quando ele repetia as palavras, era muito engraçado mas valeu a pena, porque já aconteceu de uma pessoa querer xingar ele pensando que por ser estrangeiro não entenderia nada e levou um susto quando o marido respondeu à altura.

Voltando ao aprendizado, uma coisa interessante é a excelente dicção dos indianos quando falam português. Não me refiro ao sotaque, mas à dicção, os fonemas. Eles não falam enrolado como americanos e conseguem reproduzir com propriedade o R, T, CH, X, J, Z...isso ajuda.

Outra coisa que ajudou muito foi o uso de mímicas! Me lembro de um dia que eu fui numa livraria e não sei como uma mulher ao ver que meu marido não falava português conversou com ele gesticulando muito, e apesar de ser uma cena estranha ele entendeu tudo o que ela quis dizer. Então ela se virou para mim e disse que era professora de LIBRAS e me sugeriu o uso de mímicas sempre que conversasse com ele em português. Acredite ou não, a forma mais rápida que o marido aprendeu português foi no trabalho, onde as pessoas não sabiam inglês e usavam mímica para falar com ele. Ele disse que cada cena fazia ele lembrar a palavra e vice-versa. A minha preocupação ainda é com a escrita, pois ele conhece o português coloquial mas não pode ficar só nisso.

É assim, o português precisa melhorar, mas não foi impossível aprender sozinho sem curso.
Realmente quem é estrangeiro precisa conhecer o idioma local, isso dá certa independência e mais respeito.


Abraços!

  






quarta-feira, 18 de março de 2015

O Filho Homem

Há muito tempo recebi uma sugestão de uma leitora para que eu escrevesse sobre o aborto provocado de bebês do sexo feminino (feticídio feminino) na Índia. Infelizmente não é uma prática só na Índia, pois a China e Coréia do Sul também estão entre os países que mais praticam essa atrocidade a qual vem se espalhando atingindo a população do Leste Europeu. O Punjab é o Estado que mais sofre com os resultados disso, onde o número de mulheres é fortemente desproporcional ao número de homens.

Coloquei um vídeo abaixo, peço que assistam. 
www.pinterest.com
Para mim esse vídeo foi chocante, um dos poucos com riqueza de detalhes nas entrevistas, sofrimento contido dessas mulheres, que não tiveram direito a voz numa sociedade onde o homem pode mais.

Inúmeras campanhas são feitas na Índia para "salvar as meninas", incluindo no Estado de Punjab o qual tem em seu folclore uma festa anual chamada "Lohri", que celebra a chegada do filho homem.  São festas que as famílias gastam muito dinheiro (tanto quanto gastam para um casamento) onde as mulheres vestem suas melhores roupas e joias para anunciar o nascimento de um menino que é tratado como um Marajá, bem diferente de quando nasce uma menina.

Veja como é uma festa para o filho homem:


Atualmente algumas famílias ricas e que moram fora da Índia já começam a celebrar o Lohri também para as meninas ("Save The Girl Child" e "Lohri For Her") apesar da preferência pelo filho homem perpetuar..mas...já é um começo como nos vídeos abaixo:




Campanha do Gorverno 



Abraços!






terça-feira, 17 de março de 2015

"Voltar para casa pode salvar sua vida!"

São palavras de Fabi Mesquita. Fabi é jornalista e bailarina, mestre em Educação, Arte e História da Cultura e doutoranda em Antropologia. Voltou para o Brasil depois de dez anos morando na Ásia.

São muitos os casos de brasileiras que vão para o exterior com a promessa de trabalho ou casamento e se deparam com violência doméstica, cárcere privado e até vítimas de tráfico de seres humanos. Leia o texto na íntegra http://www.brasileiraspelomundo.com/brasil-quando-amar-machuca-301412143

"Núcleo de Assistência a Brasileiros no Exterior

Divisão de Assistência Consular

E-mail: dac@itamaraty.gov.br

Fax: (+ 55 61) 2030-8800

Em casos de emergência, acesse o site do Portal Consular.

Já há números gratuitos disponíveis para brasileiras em diversos países do mundo. Não hesite em buscar ajuda!"

Abraços

sexta-feira, 13 de março de 2015

Música indiana e árabe

Olá! Fiquei alguns dias sem escrever aqui porque o blog não estava funcionando corretamente, eu não conseguia abrir a página para escrever novos posts mas acho que agora voltou ao normal.

Eu gosto muito de música árabe e indiana, acho que a combinação fica perfeita, nesse post veremos um mix das duas culturas na dança, melodia, roupas e idiomas.

[...A musicalidade árabe desembarcou no solo indiano no século XIV, durante a vigência do Islamismo, conferindo à musica local uma nova vibração, um novo coloridohttp://www.infoescola.com/musica/indiana/

Selecionei algumas músicas para vocês!


Habibi Dah (Nari Nari)

Mashallah


Tum Hi Ho

Tamally Maak

Dhoom

Sajna Ve

Nour El Ein (Habibi Habibi)

Malang

Chand Sifarish (Subhanallah)
                                     


PS: ficarei uns dias sem novos posts mas não se preocupem. Responderei os e-mails que recebi até hoje e depois só voltarei a responder  quando eu voltar. Desculpem pela demora em responder os e-mails mas não deixarei de responder não!

Abraços!!

domingo, 8 de março de 2015

Beleza do Homem Sikh

Todo mundo sabe que a marca registrada de um homem sikh é o turbante. Esqueça aquela ideia de que turbante somente é usado por homens barbudos vestindo túnicas. O homem sikh que usa turbante é chamado de SARDAR, é muito vaidoso, gosta de acompanhar a moda e seu fiel parceiro (o turbante) não fica de fora da produção. A cor do turbante está sempre alinhada com a roupa .

Hoje encontrei uma notícia sobre um blog de moda sikh.

"Quando estudante de literatura de 22 anos de idade  Pardeep Singh começou a postar fotos de seus próprios looks no Instagram para se divertir no início deste ano, mal sabia ele que ele estaria iniciando um movimento de moda que está fazendo ondas online. Dentro de um mês, Pardeep lançou seu blog 'Singh Street Style: Moda blog para Singhs' -que tem mais de 8.000 seguidores em sua conta no Instagram e adicionados 700 novos seguidores no Facebook em apenas na primeira semana.



Os visitantes do blog não apenas apreciam a moda da comunidade sikh que é apresentada nele. Eles também têm dúvidas sobre como montar alguns looks e como eles podem amarrar seus turbantes. Pardeep, em um e-mail para The Asian Age diz que perguntas sobre "como amarrar o turbante e onde encontrar alguns itens de vestuário" são os mais comuns. Ele pretende começar a gravar vídeos tutoriais em breve para atender as solicitações."

Fonte: http://archives.deccanchronicle.com/130622/lifestyle-fashionbeauty/article/sartorially-sikh














Eu acho lindo e elegante.

Abraços!!!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Próxima Leitura: Cruzando o Caminho do Sol

Há dois dias atrás fui no Carrefour e como não resisti dei uma olhada nos livros expostos logo na entrada, pareciam meio abandonados, as prateleiras bagunçadas e preços acessíveis a partir de R$19,90 até que o título desse livro me chamou a atenção, parecia algo relacionado ao Oriente. Dito e feito!


Sinopse

"Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um...


Enquanto isso, do outro lado do mundo, em Washington, D. C., o advogado Thomas Clarke enfrenta uma crise em sua vida pessoal e profissional e decide mudar radicalmente: viaja à Índia para trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e tenta reatar com sua esposa, que o abandonou. 



Suas vidas se cruzarão em um cenário exótico, envolto por uma terrível rede internacional de criminosos. Abrangendo três continentes e duas culturas, Cruzando o Caminho do Sol nos leva a uma inesquecível jornada pelo submundo da escravidão moderna e para dentro dos cantos mais escuros e fortes do coração humano." 


O que me deixou chateada foi o fato de na hora de passar as compras no caixa, a funcionária batia papo com a colega do lado, para minha "sorte" o caixa travou, enquanto isso fui recarregar meu celular no caixa do lado e no curto momento de distração passei o cartão e não vi que a moça não havia registrado meu livro. Quando cheguei no carro lembrei do livro e uma vaga sensação de que ele não estava no carrinho, perguntei ao marido onde estava meu livro, procuramos e não estava junto das outras compras. Olhei a nota fiscal e constatei que ela nem chegou a registrar o livro, o coitado ficou no caixa. Sério, fiquei com o coração partido.

Hoje vou ao mercado só para buscar ele, espero que ainda esteja lá. Quem é louca por assuntos do Oriente é assim mesmo: parece que a gente atrai tudo aquilo que é relacionado e esse "tudo" nos fascina! 

O autor Corban Addison 

Abraços!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sou Oprimida

Por uma sociedade que pensa que mulher para ser mulher deve ser mãe. Se ela não é mãe parece que algo está faltando nela, ou o casamento ainda não é casamento de verdade. Se engana quem pensa que estou falando da sociedade indiana, estou falando da brasileira mesmo.
Uma das coisas que está me deixando chateada é essa pressão que as pessoas colocam em mim quando ficam sabendo que sou casada e ainda não tenho filhos. Está certo que estou nos meus 31 anos e a cada ano que se aproxima é uma contagem regressiva, mas isso é coisa que deve ser planejada e as pessoas pensam que é só casar, fazer um "sapeca iaiá" e esperar nove meses. Casamento é muito mais do que isso. Ninguém vê que eu e meu marido começamos do zero ...como vou ter filho agora?

Já perdi as contas de quantas mulheres (só mulher pergunta isso, porque homem não está nem aí) que conversam comigo na rua e querem saber se tenho filhos, mas quando respondo que não tenho já falam "Ahhh está na hora de ter um!!" ou pessoas conhecidas que me encontram a dizem "e aí..quando vem o bebê?? Você tem que ter um bebê". Até amigas próximas estão falando assim comigo.

Há dois dias atrás fomos numa galeria da Paulista e parei para comprar um brinco que gostei. A moça começou a conversar, ela trabalhava com produtos indianos e quando ficou sabendo que meu marido é indiano já começou o assunto: " É uma cultura muito diferente, porque eles esperam muita submissão da mulher, né? Há quanto tempo vocês são casados? Vocês tem filhos?"
Quando falei que não tenho filhos, o rosto dela mudou, parece que perdeu o interesse como se nosso casamento não fosse de verdade. Ela fez uma cara de decepção. Deu vontade de falar que submissa é ela que vê a mulher dessa forma.

Eu já ouvi casos de mulheres casadas que constantemente passam por isso e hoje entendo como é chato, pois isso é uma regra, ninguém escapa.

Nós vivemos numa sociedade que ainda pensa que família só é completa quando vem filho, enxerga a gente como uma namoradinha eterna e só nos vê como mulher e esposa de verdade quando mostramos que temos filhos.

É muito chato isso, é constrangedor ficar perguntando se um casal tem filhos ou não. Acho que isso não se pergunta, afinal quando a pessoa tem orgulho da sua prole não precisa mais do que 5 minutos de conversa para ela te mostrar a foto que carrega no celular. 

Vivemos sob constantes julgamentos. Quando a mulher engravida muito cedo os outros a julgam, dizem que ela não será boa mãe, que perdeu a juventude, e que cometeu um erro. Quando a mulher é casada e não tem filhos as pessoas julgam que ela não é esposa de verdade, o casamento é uma farsa e não existe nenhuma base familiar. A maioria dessas pessoas provém das famílias mais desestruturadas que existem e mesmo assim não deixam de dar esse tipo de pitaco na vida dos outros.
Como dizem, é difícil olhar o próprio umbigo.

São situações que passaram a fazer parte da minha vida.

Preciso aprender a lidar com isso.

Abraços!







sábado, 14 de fevereiro de 2015

Não sei comer com as mãos

Descobri que comer com as mãos é uma arte. Aqui no Brasil as pessoas torcem o nariz quando pensam na ideia de comer com as mãos, mas isso requer certa habilidade, pois fomos ensinados desde pequenos a comer com garfo e faca.

No início eu também achava estranho, imaginava algo como uma criança se deliciando com um sorvete. 
www.dinofa.com
Me enganei, me surpreende a habilidade que os indianos tem, e como as mãos deles ficam limpinhas! Quando vou a algum restaurante indiano estão todos na maior calma do mundo, usam o chapati (pão indiano) da mesma forma que algumas pessoas comem sopa acompanhada com pão aqui no Brasil. Enquanto isso eu fico tensa, faço a maior bagunça no prato e sujo minhas mãos toda hora. Já fui pior, mas preciso melhorar.

É incrível mas comida indiana com garfo e faca não tem o mesmo gosto, acho que é psicológico, mas os mais velhos dizem que o garfo e faca tiram a energia da comida com o nosso corpo. Qual seria o motivo de tanta vergonha de tocar a comida com as mãos se nossas mãos foram dadas por Deus? Concordo, então curto ao máximo a comida indiana.

Mas iniciante é assim mesmo, era muito comum eu esquecer que tinha comido com as mãos e tocar os olhos, e posso garantir que pimenta nos olhos não é refresco! Mesmo após lavar as mãos com sabonete, a pimenta estava lá. 
Já aconteceu também de eu passar a maior vergonha quando fui toda "chiquetona" numa loja de cosméticos e quando peguei o produto na frente do vendedor me dei conta de que as minhas unhas estavam todas amarelas por causa do turmeric(açafrão-da-terra em pó) porque naquele dia eu fiz comida indiana com bastante turmeric. Fiquei com tanta vergonha, afinal, quem vai saber que foi o tempero da comida indiana que deixou as unhas amarelas? Devem ter pensado que eu estava com alguma coisa nas unhas, passei a maior vergonha.

Hoje isso não acontece mais pois estou melhorando, claro que não chego nem perto da forma que um indiano come.

Quando vou em restaurante indiano vejo a cena: indianos comendo com as mãos e brasileiros comendo com garfo e faca. 

Só dou uma dica aos brasileiros, não tenham vergonha de comer uma comida indiana com as mãos. Não precisa comer chapati com garfo e faca, gente, o mais gostoso é partir com as mãos e pegar a comida com ele.
O chapati é o seu garfo: você passa o chapati no chutney, nos vegetais, na carne, em tudo o que estiver na sua frente e parte para o abraço! 
Mão direita ou mão esquerda?
Não se preocupe com aquela história de comer somente com a mão direita, eu sou CANHOTA e NUNCA ninguém me olhou feio. Lembro que no início eu falei para meu marido que sou canhota e ele falou que eu não precisava me preocupar, então eu sempre cortei o chapati com as duas mãos, e nunca ninguém me olhou feio.

Não tenha medo de arriscar e viver uma nova experiência. 

Te garanto que essa valerá a pena!

Tem um artigo muito interessante se você quiser saber mais: www.foodrepublic.com

Abraços!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Por que deletei o post anterior

Porque algumas pessoas gostam de mentir para si mesmas ignorando a verdade.
 O post está em rascunho, talvez um dia eu volte atrás e publique novamente.
Eu só quis dar uma satisfação para quem acompanha o blog e percebeu que o último post sumiu.

Abraços!!!

Update: o post foi republicado: "Cuidado  com o sonho das arábias".

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Você sabia?

Que o Punjab faz fronteira com o Paquistão;

Historicamente enfrentou invasões pelos persas, gregos, turcos e afegãos, por isso sua cultura combina  influência  hindu, budista, islâmica, afegã, sikh e britânica;

O Estado é também lar de uma das mais antigas civilizações do mundo, a Civilização do Vale do Indo, a primeira civilização da Índia;

A capital era Lahore, mas durante a partição da Índia Britânica, em 1947 foi atribuída ao Paquistão, de modo que uma nova capital para o Punjab na Índia foi construída em Chandigarh;

Punjab é uma combinação de palavras persas que significam "Terra dos Cinco Rios";

O principal ponto turístico é Templo Dourado em Amritsar;

A principal dança é bhangra;

Entre as principais cidades do Punjab estão também: Amritsar, Jalandhar, Ludhiana e Patiala;

A maior ocupação econômica é a agricultura;

É uma das regiões mais férteis na Índia. A região cultiva trigo, arroz, cana-de-açúcar, frutas e legumes;

Tem uma das melhores infraestruturas da Índia, com estradas, ferrovias, transportes aéreos e fluviais formando extensos elos de ligação por toda a região. O transporte público em Punjab é fornecido por ônibus, riquixás, ferrovias indianas e uma ligação ferroviária internacional para o Paquistão (Samjhauta Express);

O idioma oficial é Punjabi. É a nona língua mais falada no mundo e quarta língua mais falada na Ásia; 

Tem várias instituições de ensino superior, incluindo 32 universidades que oferecem cursos de graduação e de pós-graduação em  artes, ciências, engenharia, direito, medicina, medicina veterinária, e de negócios;

Uma das mais antigas instituições de ensino médico é a Faculdade Cristã de Medicina, que existe desde 1894  (a primeira faculdade para mulheres na Ásia);

É o único Estado da Índia de maioria sikh e também tem os punjabis hindus que tem forte ligação com o sikhismo;

E também sofre as consequencias do menor número de mulheres em relação aos homens devido o aborto de bebês do sexo feminino;

O clima é caracterizado por condições extremamente frias e extremamente quentes,  pode chegar a 49 ° C no verão e 0 ° C no inverno;

Tem 3 estações do ano: Verão, Monção e Inverno;

Muitos pratos são exclusivos  como sarson da saag, frango Tandoori, Shami kebab, makki di roti etc

Então, gostou das curiosidades sobre o Punjab?

Abraços!