quinta-feira, 28 de abril de 2016

Não sou a mesma

Desde que iniciei o blog senti a necessidade de escrever cada detalhe, cada novidade que passei a enxergar na cultura indiana. Mas depois de um tempo você vê que sai do anonimato e passa a ser um formador de opinião, as pessoas te amam ou te odeiam, concordam com sua linha de pensamento ou discordam até da sua vírgula, te seguem ou te repudiam. Com o passar do tempo percebi que a rede social é como o vento, a gente solta as palavras e elas nunca mais voltam, saem sem direção e podem ser a brisa na vida de uma pessoa como podem ser um furacão também. 

A gente amadurece, pouco a pouco, com o tempo senti a responsabilidade que é escrever para um número indeterminado de pessoas. Com o tempo descobri o quanto eu ainda tenho a aprender e o tanto que mudei até aqui. Os considerados grandes detalhes sobre adaptação, roupas e comida no início, se tornaram tão pequenos diante da magnitude da vida.  

Nunca tive problemas de perseguição no blog (que eu saiba) apesar de às vezes aparecer algum surtado por aqui. Seria muito fácil eu ter uma postura sensacionalista e me fazer de coitadinha, tenho certeza que o número de leitores triplicaria. Mas não sou assim, assim como eu não penso sempre do mesmo jeito, a mesma coisa durante anos. Eu gosto de progredir, não consigo ficar parada falando sempre sobre as mesmas coisas. Não dá para falar apenas de Índia e relacionamentos se tenho um Brasil para desbravar. Não dá para viver somente atrás do computador (admiro aqueles que tem essa proeza).  A vida é assim, não dá para viver apenas de sol ou apenas de chuva. Por isso a falta de inspiração e a necessidade de ficar quietinha com uma xícara de chá nas mãos. Aprendi com os indianos, tudo é energia por isso nem tudo deve ser exposto, do contrário, a energia muda. Tem um provérbio árabe ou indiano que diz "para tudo aquilo que você olha tem outra pessoa olhando também". Seria uma faceta da Lei da Atração? 

Percebi o quanto mudei desde que comecei o blog, o quanto eu estava presa a pequenas coisas e não dava espaço para novos momentos, novos aprendizados, novas descobertas, novos assuntos.

Vejo o quanto as pessoas brigam por besteiras na internet, porque uma pessoa gosta da cultura indiana e a outra não, uma pessoa vê o lado ruim dos indianos e a outra não onde todo mundo quer mostrar que está certo. Quanto tempo desperdiçado, falta de atitude e de amor ao próximo. Se cada uma dessas pessoas que falam mal  fizessem um ato de caridade...   

 Nós vivemos num mundo cheio de preconceitos, e para sermos reconhecidos precisamos nos mostrar preconceituosos também. Mas me nego a ser assim e aprendi que a vida não é feita de momentos. Ela é feita de sentimentos. 

 "Porque a boca fala do que está cheio o coração" (Mateus 12:34).

Abraços!!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

"7 razões para não se casar com uma indiana"

Muitas mulheres ocidentais que se relacionam com indianos reclamam da forma que a indiana é exaltada como a melhor esposa, a melhor filha, a melhor em tudo. Sinto que em nome dos costumes e das tradições muitas pessoas são ensinadas a ver a mulher indiana como a esposa ideal, as pessoas crescem com essa visão na televisão, nos filmes e dentro de casa. Isso fortalece a ideia de que o casamento arranjado entre pessoas da mesma cultura e mesma casta são mais promissores e um homem que se arrisca a escolher uma esposa fora dos padrões da mulher ideal joga sua felicidade ao vento. Pelo menos é assim que vejo. 

Pelo fato de eu não ser indiana, a primeira coisa que perguntam é se eu sei fazer chapati. É claro que no início eu não sabia, e eu via o semblante de pena que faziam para meu marido, como se ele fosse passar fome. O chapati é o alimento mais básico das casas indianas, então imagine o que pensam de uma mulher que não sabe fazer chapati, resumindo, o que pensam da firangi.

Senti melhor essa comparação quando recebi indianos em casa e eles (tanto os homens quanto as mulheres) ficaram surpresos ao ver tudo limpo e a forma que cuido da casa, como se não estivessem esperando por limpeza e organização. Dias atrás assisti um vídeo de uma peruana que mora na Índia e ela comentou a mesma coisa, a surpresa que os indianos tem ao ver que ela também sabe cuidar da casa e manter tudo limpo mesmo não sendo indiana.

Eu não os culpo, muitos deles cresceram assim com esse pensamento de que a mulher indiana é a melhor, acho que é cultural. De certa forma, nós também exaltamos qualidades da mulher brasileira como a mulher guerreira, batalhadora.

Hoje não vou falar do meu ponto de vista. Vou mostrar de maneira sucinta como eles pensam em relação a esposa indiana, ou melhor, como os meios de comunicação gostam de fortalecer essa ideia nas pessoas. O texto original está em inglês, então fiz uma tradução para facilitar. 


"7 razões para não se casar com uma mulher indiana

Um país de 1,2 bilhão de pessoas entre as quais 48,2% são mulheres, sabemos muito bem generalizar. Mas as mulheres indianas são absolutamente excepcionais, e listamos as top 7 razões para você não se casar com uma mulher indiana. Mesmo se acontecer de você ser um homem indiano.

1. Ela é linda
Sim, nós já dissemos isso. Com kajal, pele parda e cabelo lindo, é difícil não ficar distraído. E ela vai chamar mais atenção do que você. Só pra lembrar.

2. Ela é muito colorida
Não queremos dizer que ela ama Holi, ou que ela só gosta de cor em sua vida. Ela ama a cor em sua vida. Com tudo o que ela faz, sua vida nunca deixará de ser colorida. Nas roupas que ela usa, na forma como ela decora sua casa, e na maneira como ela vive a sua vida.
www.jetsetsarah.co

3. Ela ama sua família
Se você se casar com uma mulher indiana, você se casará com sua família. Embora a tradição diga que ela deixa sua família quando ela se casa com você, na verdade ela não deixou para trás. Sua família é sua vida.

4. Ela é provavelmente mais forte do que você
Não queremos dizer  no sentido físico, embora é claro, podem haver algumas mulheres mais fortes do que você. Mas falamos daquelas que  a cada hora de sua vida lutam contra uma sociedade machista; quando a partir do momento em que sai de sua casa está lutando uma batalha; está lutando contra assédios, humilhações em público, os homens que pensam que você é uma motorista horrível só porque você é uma mulher e muito mais; quando você luta todos estes dia, você se torna uma pessoa forte.
Aquela que é definitivamente mais forte e mais corajosa do que você.
google

5. Ela é independente
A mulher indiana moderna é mais educada, viajada e atualizada do que 30 anos atrás. Você provavelmente estava esperando uma senhora indiana submissa que não tem outro interesse do que ficar em casa e cozinhar e limpar para você.
google


6. Ela está ocupada em construir uma carreira
E as chances são de que ela ganhe tanto quanto você.
Google

7. Ela é apaixonada
Tendo crescido em uma rotina de dramas indianos, você vai descobrir que ela é apaixonada além da dose diária recomendada. Agora você sabe. Não nos diga que não foi avisado. Se você tem mais razões pelas quais você não deve se casar com uma mulher indiana, nós adoraríamos ouvi-lo nos comentários abaixo!"
onehdwallpaper.com


Fonte - www.floh.in

http://timesofindia.indiatimes.com/life-style/relationships/man-woman/7-reasons-not-to-marry-an-Indian-woman/articleshow/46231223.cms

Abraços!!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Respondendo e-mail: Gestos Indianos

Recebi um e-mail muito interessante da Isabella a respeito de alguns gestos indianos. Achei tão legal que coloquei aqui no blog pois eu sei que mais pessoas também tem curiosidade a respeito de alguns desses gestos bem comuns nos filmes indianos. Para ficar mais fácil a visualização, respondi logo abaixo de cada pergunta.



"Boa noite Star Kaur,


Sou uma pessoa que se encanta por todos os tipos de dança e gostaria de poder fazer todas, mas, infelizmente, por enquanto só pude conhecer algumas. 
Uma que eu gostaria muito de aprender é a indiana, fico encantada pelos gestos nas coreografias, mas pra mim são bastante complexos, pois não entendo. 
Além disso, em minha cidade é difícil de encontrar uma academia que ensine. 
Então, pesquisando na internet sobre os gestos indianos, hoje encontrei seu blog e o contato para tirar algumas dúvidas.


Se possível, gostaria que me explicasse alguns gestos neste clipe: 





1) essa dúvida não é com relação aos gestos, mas às pinturas nas mãos, qual o significado delas?
As pinturas nas mãos são henna ou mehendi. As mulheres gostam de enfeitar as mãos com a henna nos dias de festa. As noivas fazem essas pinturas nos pés também. Não tem um significado próprio, para os indianos é algo feminino, delicado, e representa felicidade, festa. Henna é muito comum no Sul da Ásia e entre as mulheres árabes.

2) 0:50 - eu imagino que esse seja um cumprimento, mas tem alguma diferença com relação a "Namastê", por exemplo?
Esse cumprimento é o Salam (Salam Aleikum). É uma saudação comum entre os muçulmanos. A diferença é que o Namaste é um cumprimento entre os hindus e o Salam é o cumprimento entre os muçulmanos. 

3) 1:25 - a junção das duas mãos
Nesse momento ela pede que preste atenção nela, é um gesto comum entre os muçulmanos no momento da oração, e  na música esse gesto indica que ela está pedindo com respeito, sem dar ordens.  

4) 1:50 
Aqui ela diz "olhe pra mim", por isso passa o dedo perto do olho.  

5) 1:57 - os dedos na testa
Aqui ela dança como estivesse se enfeitando. Os dedos na testa ilustram o sindoor (uma tinta vermelha que a mulher casada aplica nessa região) ou a Tikka, que é esse enfeite na testa que as mulheres prendem no centro da cabeça.  

6) 3:08 - a mulher da esquerda quando faz um gesto ao lado da cabeça
Esse gesto é feito quando uma pessoa elogia a beleza de alguém. Para os indianos esse gesto elogia e tira mau olhado.

7) 5:01 
Desconheço.

Como só conheci o blog hoje, não pude olhar todas as postagens, até porque são tantas informações interessantes que dá vontade de ler tudo de uma vez só. Pelo que pude ler, já adorei! São respostas para praticamente todas as minhas dúvidas com relação à cultura indiana.


Obrigada por compartilhar seu conhecimento e tempo!


Isabella Braga  


Agora que vocês já viram o significado de alguns gestos, veja como eles fazem mais sentido nesse vídeo com as legendas em português:



Muito obrigada a todos que visitam o Café com Chai!!

Abraços!



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Eu procurava vídeos sobre tratamento capilar, eis que para minha surpresa vi esse vídeo e vocês entenderão a razão de ter me deixado muito feliz.


Escrevi sobre a umectação em 08 de março de 2013 e antes disso não haviam tantos artigos sobre o assunto. Estou feliz por saber que hoje a umectação indiana chegou ao conhecimento de tantas pessoas no Brasil contribuindo para a elevação da autoestima de homens e mulheres.

Muito obrigada.

Beijos!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Caminho das Índias no coração!

Essa novela vai deixar saudades, a reprise acabou, agora só no youtube ou quem sabe no canal Viva.
Gosto sempre de lembrar que essa  novela foi obra de ficção, um romance que inclusive, ganhou destaque dos jornais da Índia como o Hindustan Times , India Tribune  entre outros.

Não nego meu amor pela Caminho das Índias,  mas por favor, meus amores, novela não pode ser confundida com realidade, ok. Novela não é documentário.

Encontrei no youtube esses vídeos lindíssimos da Juliana Paes ensaiando as danças de Caminho das Índias:


Corpo de baile ensaiando Kajra Re Juliana Paes ensaiando com o corpo de baile

Cenas nos bastidores na Índia:
 


Corpo de baile do casamento de Camila e Ravi:

Abraços!!


quarta-feira, 30 de março de 2016

Atrasos nas postagens

Olá , estou com problemas no meu computador, não consigo fazer log In , por isso o blog está sem atualizações . Estou escrevendo pelo celular mas não me sinto confortável ao escrever pelo celular, acho difícil de pesquisar, editar, colocar imagens, salvar, etc . Tentarei pequenas  atualizações  pelo celular , e assim que resolver o problema do meu pc tudo voltará ao normal.

Abraços a todos!!


segunda-feira, 21 de março de 2016

Brasileira no Punjab!

Publicitária, turismóloga e autora do blog Viagens e Beleza, Ana Maria Brogliato, está na Índia, e entre vários lugares a visitar, incluiu o Estado de Punjab em seu roteiro. Com a frase "Good Bye Abu Dhabi, Namastê Índia" a brasileira registra o ponto de partida de Abu Dhabi para a Incredible India. Você pode acompanhar tudo no   http://www.viagensebeleza.com/  e em seu canal no Youtube onde também tem registros de Abu Dhabi. 


https://www.youtube.com/watch?v=DQhRufh9rFE





Abraços!!!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Sou o espelho do meu marido

Rótulos, nossa sociedade é formada por rótulos. 

Quando não conhecemos o íntimo das pessoas, a aparência delas é o cartão de visitas. Quantas vezes ouvimos dizer "as aparências enganam", e é aí que está o perigo seja  numa entrevista de emprego ou num primeiro encontro, vou explicar:

Logo que passei a seguir a cultura indiana, tudo era lindo, eu queria usar todas as roupas do meu enxoval, queria curtir aquele momento com maquiagem, pulseiras, roupas...eu queria ver meu esposo feliz e ele adorava me ver vestida daquele jeito. No início eu não me importava com os olhares, mas no Brasil as pessoas sempre nos viam como estrangeiros. Com o tempo, meu marido aprendeu português, e sentia necessidade de se sentir aceito, e não apenas acolhido.

Eu me lembro de um programa de televisão que mostra a vida dos imigrantes no Brasil quando uma africana disse: " você se sente brasileiro, até alguém te lembrar que você é estrangeiro". Essa frase me marcou, porque isso acontece direto com meu esposo. As pessoas brincam "ahh você já é brasileiro!!" e ele se sente um de nós mas quando o assunto muda, essas mesmas pessoas dizem "ahh mas você é estrangeiro, você não é brasileiro". 

Quando um estrangeiro escuta essa frase "mas você é estrangeiro, você não é brasileiro" automaticamente ele se sente excluído, isolado, e todo o processo de adaptação é abalado. Ele se sente um jogador do time reserva: faz parte de um grupo mas não pode participar. 

Percebi que sempre que me visto como brasileira (com roupas ocidentais) o índice de frases (como a citada acima) é baixo. Quando as pessoas me vêem como brasileira, dificilmente julgam meu esposo por ser estrangeiro. Nos mercados, bancos, repartições públicas, ninguém olha para ele de um jeito diferente mesmo com o sotaque. As pessoas pensam que ele é algum gringo que está aqui há muitos anos e já é um de nós. Ninguém quer saber de nossa vida, de onde ele é. Ele é tratado como brasileiro.

Por outro lado, quando me visto com alguma blusa indiana, ou somente o bindi muita coisa muda. As pessoas olham para mim e olham para ele, olham para mim novamente, e mais uma vez para ele....e já o recebem como uma pessoa diferente, o tratamento muda, é educado, porém formal. O assunto também muda, as pessoas perguntam de onde somos, o que ele está fazendo no Brasil, como veio parar aqui, há quanto tempo vive aqui etc Mesmo eu sendo brasileira, o tratamento muda e sempre alguém reforça que ele é estrangeiro e o cumprimenta com "salamaleikum".

Faça um teste, como você vê os casais abaixo?
www.theapricity.com
www.theapricity.com
Provavelmente, o primeiro casal parece mais conservador e o marido parece mais preso às raízes mas você percebeu que as mulheres são ocidentais e a única diferença nas fotos são as roupas delas?

Por isso resolvi mudar, as roupas que visto e a maneira que me comporto é a forma que meu marido é visto pelos brasileiros. Incluí mais o estilo ocidental no meu guarda-roupas. Isso foi necessário para facilitar o dia-a-dia. As pessoas primeiro olham para mim e depois tiram as conclusões a respeito dele, como um espelho. Esse tipo de comportamento para mim ainda é um mistério, mas fica a dica para quem precisa ajudar o estrangeiro a se adaptar no Brasil. 

Para aqueles que tem um amigo ou marido estrangeiro, evitem mencionar toda hora a frase "mas você é estrangeiro" ou "mas você não é brasileiro" porque todas as vezes que ele se sentir excluído nunca se sentirá um de nós e o processo de adaptação será mais lento.

Abraços


O que a barba diz sobre a personalidade?

Muito interessante essa pesquisa de um estudo australiano feito com homens americanos e indianos, que disse ter encontrado uma ligação entre barba e misoginia, e resolvi colocar para vocês:

"Um novo estudo australiano disse ter encontrado uma ligação entre barba e misoginia.
A correlação não implica necessariamente causação, ou seja, não quer dizer que ter uma barba faz necessariamente uma pessoa ser sexista. De qualquer forma, apesar das conclusões possíveis, os pesquisadores disseram ter encontrado algum tipo de link entre as duas coisas.

O estudo

O estudo foi conduzido por cientistas da Escola de Psicologia da Universidade de Queensland e da Escola de Ciência Psicológica da Universidade de Tecnologia de Swinburne, ambas na Austrália. Um artigo com os resultados foi publicado na revista Archives of Sexual Behaviour.
532 homens americanos e indianos responderam um questionário online sobre o quanto eles concordavam com certas declarações sobre mulheres, juntamente com seu status atual de pelo facial.
Depois de levar em conta fatores como nacionalidade, idade, escolaridade, status de relacionamento e orientação sexual, os pesquisadores afirmaram que os homens com mais pelos faciais eram mais propensos a ter crenças e atitudes sexistas misóginas.
Por exemplo, eles descobriram que 86% dos homens indianos barbudos e 65% dos homens americanos barbudos têm “atitudes sexistas hostis”, um número significativamente maior do que os seus colegas sem barba.

O sexismo

Homens que tiveram atitudes sexistas eram mais propensos a concordar com declarações como “Uma vez que uma mulher faz um homem se comprometer com ela, geralmente tenta colocá-lo em uma coleira apertada” e “Mulheres procuram ganhar poder obtendo controle sobre os homens”.
O estudo também analisou o que chamou de “sexismo benevolente”. Essa atitude foi definida como os homens assumindo um papel “protetor” e paternalista em relação a mulheres.
“Atitudes sexistas benevolentes” incluíam concordar com afirmações como “As mulheres devem ser cuidadas e protegidas por homens”, bem como comportamentos como abrir portas para as mulheres e insistir em pagar para um jantar. Se você está pensando “mas isso pode ser uma gentileza!”, lembre-se que os pesquisadores procuraram medir um comportamento muito diferente, que revela a mentalidade de que mulheres não podem nunca pagar pelo jantar ou se cuidar sozinhas.

E agora? O que a barba tem a ver com todo o resto?

O estudo propôs que a ligação entre barba e misoginia pode ser explicada da seguinte forma: os homens que já possuem crenças sexistas gostam de crescer a barba porque isso afirma sua masculinidade e reforça os ideais de dominação.
No entanto, os pesquisadores também sugeriram que crescer a barba pode levar os homens a adotar comportamentos de acordo com noções culturais percebidas de masculinidade.
Ou pode ser apenas uma coincidência que esses homens barbudos eram sexistas. Afinal, barba está na moda novamente, e o preconceito de gênero ainda é uma coisa forte na sociedade – assim, pode ser que a barba tenha um papel menor do que pensado. Mas essa é só minha opinião. O fato é que é difícil explicar a correlação encontrada nessa pesquisa.
Por isso, vale a pena lembrar que julgar alguém baseado em seu sexo é errado. MUITO ERRADO. Mas também é errado julgar o caráter de alguém pelo comprimento de sua barba, então não saia fazendo isso por aí, ok? "

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Leite de Búfala

Não sei como é em toda a Índia, mas nos vilarejos do Punjab da Índia e do Paquistão é muito comum o consumo de leite de búfala. A primeira vez que ouvi isso achei estranho mas agora me acostumei com a ideia e até experimentaria.





Abraços!!




Indiano junta dinheiro por 10 anos para comprar uma ambulância para salvar cães abandonados

Essa notícia merece ser compartilhada. 

"Sabemos que, neste mundo, temos pessoas cruéis e abusadoras de animais sem coração que os negligenciam e os maltratam da maneira mais dolorosa, mas ainda há bondade no coração das pessoas, ainda existem pessoas boas neste mundo e Balu é uma dessas pessoas . Ele é tão dedicado aos animais que ele passou os últimos 10 anos economizando dinheiro suficiente para comprar uma ambulância, que ele vai usar para salvar animais abandonados que precisam de cuidados médicos urgentes. Balu não é veterinário, mas aprendeu o que precisa para lidar com uma situação de vida ou morte dos cães. Ele e sua esposa já salvaram a vida de inúmeros cães doentes e feridos.
barkpost.com

Ele pode ser simples, mas a sua generosidade é extraordinária. Balu guardou o seu dinheiro, não para si, mas para ajudar cães abandonados e usou suas economias para comprar uma ambulância para transportar os cães ao veterinário e cuidar do desabrigados e feridos.


"No início, eu tive um pouco de medo dos cães. Mas quando comecei a trabalhar com eles, eu passei a entender ", Balu explicou . "Eu decidi que não vou fazer qualquer outra coisa - tudo o que faço tem de ser com os animais. Agora estou casado, e minha esposa é também ama os animais. "

www.thedodo.com
Além do seu serviço de ambulância, Balu também cuida de cães em sua casa. Ele é casado com uma mulher que também é um amante dos animais e mantêm 5 a 6 cães em casa, alguns que tiveram suas patas quebradas.

Balu cobra 16 rúpias indianas, por quilômetro, para realizar o serviço de levar animais ao veterinário e usa esse dinheiro para cuidar dos cães e gatos desabrigados que mantém em sua casa.



Balu vive em Pune, Índia.

Fonte: http://www.urdogs.com/amazing-man-saves-his-money-for-10-years-to-buy-an-ambulance-for-stray-dogs/

https://www.thedodo.com/stray-dog-ambulance-1590880808.html

Abraços!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Minha infância no Brasil e a dele na Índia

Todos temos uma bagagem que carregamos ao longo da vida e as primeiras coisas que colocamos nela são as lembranças da infância. Nós que nascemos nos anos 80 por exemplo, dizemos que fazemos parte da última geração de infância feliz, onde computadores, internet, iphones não faziam parte do nosso cotidiano. A maioria das crianças dessa época acordavam cedo para assistir Xuxa, Angélica, Mara Maravilha, Sérgio Malandro etc. A pressa era chegar da escola, fazer o dever e ter o resto do dia para brincar na rua, jogar bola, esconde-esconde. Sou da época que as meninas brincavam com Bárbie, e os brinquedos da Estrela eram o sonho de toda criança, os filmes de sucesso eram E.T., De volta Para o Futuro, A Bela a Fera, O Rei Leão, Branca de Neve, Fievel entre outros clássicos foram passados nos cinema. São tantas lembranças dos anos 80 e início dos anos 90.  Balão Mágico, Trem da Alegria, Menudo, Dominó...além dos sucessos internacionais da Madonna, The Police, Whitney Houstoun, Michael Jackson, USA for Africa, Desireless(Voyage Voyage) entre tantos outros. 

Provavelmente você que é dessa época sentiu a nostalgia e vai entender a razão da introdução:

Quando você se relaciona com alguém de uma cultura tão diferente da sua provavelmente essas lembranças não farão parte da bagagem dele(a). Definitivamente a maioria viveu uma outra infância, sem a influência americana como tivemos aqui. Muitos não sabem o que é O Rei Leão, nunca ouviram falar no filme Esqueceram de Mim, não sabem quem é o gato Garfield nem os sucessos de Michael Jackson! Muitos não tiveram na infância desenhos da Disney. Não sabem quem é Steven Spielberg. Os brinquedos também não foram os mesmos como patins, skate, e os famosos da época como Pogobol, brinquedo Vai e Vem, Barbie etc.

Atualmente, as crianças indianas de classe média tem acesso a essas coisas, mas quem nasceu na década de 80 não. É outro mundo, tanto para nós quanto para eles.

Mas é claro que descobrimos algumas coisas em comum tanto na Índia quanto no Brasil: doce de leite, bolinha de gude, trenzinho elétrico, Lego a brincadeira  de amarelinha que lá eles chamam de kith kith.

O que também temos em comum são os perfumes. Às vezes uso algum creme ou perfume retrô e meu esposo diz "isso me faz lembrar de minha mãe, quando eu era criança.." Outro dia passei uma colônia bem leve da Phebo , Tuberosa do Egito, e  ele disse..."esse perfume é o mesmo que usa na Índia, eu lembro dessa fragrância, é antiga, tradicional indiana" e a lembrança que ele tem é exatamente a mesma lembrança que tenho, dos anos 80 quando minha mãe se perfumava e não tínhamos essa facilidade para encontrar perfumes importados como temos hoje. É realmente uma fragrância retrô.  Ele pensou que fosse algum perfume da Índia e ficou surpreso quando eu mostrei o frasco brasileiro. Outra fragrância que o faz lembrar da Índia é o Frangipani da Mahogany, e também o Silicon Mix tradicional, aquele cheiro de talco.
 Interessante que as fragrâncias antigas que temos aqui no Brasil são praticamente as mesmas da Índia porque quando alguém passa por nós com um perfume bem antigo somos levados para a mesma época.  

O que posso dizer, é que apesar de bagagens diferentes, a memória olfativa é a mesma, seja aqui no Brasil ou na Índia. Interessante, não?! E assim como os perfumes, as brincadeiras tradicionais atravessavam o mundo já naquela época sem a ajuda da televisão e internet! 
Nunca imaginei que enquanto eu pulava amarelinha aqui, outra criança fazia o mesmo lá na Índia..

Conheça algumas brincadeiras iguais aqui no Brasil e na Índia:















Abraços!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Curiosidades - Filme Punjabi

Ontem assisti o filme Carry on Jatta onde mostra o estilo de vida do Punjab, e o que achei interessante é que as cenas foram filmadas em Jalandhar, a cidade de meu esposo. Não encontrei legendado,  mas coloquei o filme mesmo assim porque mostra como é a vida  em Jalandhar no Punjab. Jatt é a casta dos indianos fazendeiros que cuidam das plantações da família principalmente de trigo e arroz, a razão para o nome do filme.
Lembram quando eu disse que os indianos do Punjab tem um jeito característico ao conversar, gesticulam muito, e nos dão a impressão de que estão brigando quando na verdade estão apenas conversando? Eis nesse filme um ótimo exemplo! 



Selecionei algumas curiosidades: 

5:44  Reparem que quem faz e serve o café da manhã para toda a família é a esposa do filho mais velho. 

6:52 o filho toca os pés do pai dizendo "peri penaa" fazendo o sinal de namaste.

6:56 foto na sala com flores significa que a pessoa é falecida. 

8:46 os indianos gostam de dormir no terraço, a céu aberto por causa do calor. Nessa cena o pai está bravo com o filho que dorme até tarde.

11:23  festa de casamento onde Jass se apaixona por Mahi. Como o casamento indiano tem 3 dias de celebrações, essa é uma das festas.

18:28 noite de henna, as mulheres fazem henna nas mãos e pés, aproveitam a ocasião para conversar sobre casamento, sogros, cunhados..

27:19 Todo mundo chora porque a noiva está deixando a casa e a família para morar com a família do noivo.

31:10 as plantações que são símbolo do Punjab e a dança típica.

37:55 O irmão de Mahi chama Jass para uma conversa para saber quais as intenções dele e força os dois a se casarem no cartório para evitar que a garota fique com má fama já que todos no bairro sabem que eles estão se encontrando.

1:01:26 Veja como são as camisolas indianas. Como as noras vivem na casa dos sogros junto com cunhados e outros parentes, elas usam camisolas assim compridas e sem decotes e transparências.

1:19:20 O filho tenta convencer o pai a deixá-lo casar com a namorada. Mas o pai não concorda.


1:24:40 A família de Preet vai até a casa de Jass propor casamento.

1:44:14 Bhangra, a Dança típica do Punjab


Sinopse

 Jass (Gippy Grewal) se apaixona por Mahie (Mahie Gill) em um casamento de amigos, mas ela só quer se casar com alguém que não tem família e é órfão como ela porque ela não quer ter sogra e nem cunhados. Então, para conquistá-la Jass finge que é órfão e ela se apaixona por ele, mas quando ela conta para o irmão que conheceu Jass ele os obriga a se casarem de imediato no cartório. Então Jass casa com Mahie sem contar ao pai, o advogado Dhillon (Jaswinder Bhalla), irmão Goldy Dhillon (Binnu Dhillon) e cunhada Diljit Dhillon (Anshu Sawhney). Depois do casamento, Jass diz para Mahie procurar uma casa para morarem e ela, por coincidência, consegue alugar um quarto na própria casa de Jass e é aí que a comédia de erros começa: Jass e seu melhor amigo Mel (Gurpreet Ghuggi) preparam vários planos para confundir a família dele porque ninguém sabe que ele se casou. Jass pede para o amigo Mel fingir que é esposo de Mahi, mas Mahi não sabe de nada.  Jass assim pode viver com sua esposa Mahie em sua própria casa sem a sua família nunca descobrir. Mas no decorrer da história, o amigo de Jess se casa com a namorada Preet (Khushboo Grewal) em segredo porque o pai,  Inspetor Sikhander Tiwana (B.N Sharma) não aprovava o relacionamento do filho com a namorada Preet, então ele faz o pai acreditar que quem se casou com Preet foi o amigo Jass.  



Abraços