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domingo, 21 de agosto de 2016

Relacionamentos: Qual o melhor conselho?

Já faz um tempo que deixei de focar em relacionamentos. Não porque não tenho interesse, mas porque o assunto já está escasso. Já dei todas as dicas possíveis sobre relacionamentos entre brasileiras e indianos. Durante 4 anos me dediquei aos e-mails e comentários de mulheres que procuravam por alguém que pudesse entendê-las e aconselhar com imparcialidade.

Tento fazer a minha parte mas não pensem que não respondo por falta de tempo, a verdade é que tem hora que me sinto incapaz de ajudar casos tão sérios.

 Através do blog ganhei queridas amigas ao qual sou imensamente grata e tenho muita vontade de encontrar pessoalmente.

Não tenho coração de gelo, abri o blog justamente com a intenção de trocar ideias, mostrar a convivência com outra cultura e ajudar aqueles que talvez estivessem passando pelo mesmo que eu mas não tinham com quem conversar.

A esse respeito, continuo respondendo e-mails, não me fechei para o mundo, mas eu não sou a "resposta". Vejo pessoas que realmente estão sofrendo, se destruindo por causa de um relacionamento virtual que chega a se prolongar por meses ou anos. Já recebi casos de pessoas em depressão, que não conseguem trabalhar, cuidar dos filhos e estão com o casamento em risco.

Portanto, darei um conselho que talvez nunca tenha dado a alguém: não hesite em buscar ajuda profissional, ou seja, busque um psicólogo. Não estou brincando não, um psicólogo é a melhor maneira para a pessoa dar a volta por cima. Existem várias universidades que oferecem acompanhamento gratuito. Um psicólogo enxerga coisas que eu não consigo através de um e-mail, conhece tecnicamente coisas que eu não conheço. Nada como uma conversa "olho no olho". 

Eu tento dar conselhos, escrever o que penso, mas algumas vezes isso não é o suficiente. Às vezes resposta não está somente em responder se ele está sendo sincero ou não, se vai dar casamento ou não, se a família dele vai aceitar ou não. Às vezes, a própria pessoa precisa refletir, encontrar as próprias respostas, aprender a lidar com as situações, e isso não consigo fazer por ela.


Então é isso meus amores, esse é o melhor conselho que posso dar.

Abraços

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Comentário no blog

Eu li um comentário no post "Amor Indiano" que não merece ficar escondido e nos ajuda a entender muitas coisas, afinal, nada melhor do que relatos de quem já teve ou tem um amor indiano virtual. Cada pessoa tem uma experiência e assim como divido a minha, gosto quando alguém opina e divide a experiência dela. 
(Me desculpem se eu ainda não respondi algum comentário, como são muitos e muitas histórias, acabei não dando conta, mas responderei um a um com carinho). Beijos 
Foto do google


  1. Abstrakter Sei que meu comentário vai ser um grande balde de água fria pra muita gente mas é que eu não consigo mais ler essas histórias sem deixar de ponderar algumas questões. Meninas, tomem MUITO, mas MUITO CUIDADO com esses caras. Eu tenho lido milhares de comentários em blogs de mulheres que estão se apaixonando perdidamente por eles num estalar de dedos, muitas inclusive até sem tê-los visto, acreditando pura e simplesmente nas palavras deles. E mesmo assim, ver o cara e a família dele não garante nada. A única coisa que eu vos peço encarecidamente é: prestem muita atenção se o que vocês estão sentindo não é só um momento de carência, solidão, coisa que qualquer ser humano tá passível de ter. Saibamos separar as coisas. Isso não tem nada a ver com amor!! Antes de amarmos qualquer pessoa temos que fazer um trabalho de auto-análise pra vermos se estamos em dia com nós mesmas. É um trabalho penoso, dói construir e manter o amor próprio, mas só assim é que vamos estar mais seguras pra gostar de alguém. Vocês já sabem como são os homens, quando não tão pensando merda estão fazendo merda, não interessa o lugar onde nasceram. A diferença de um pro outro tá basicamente na capacidade de manipulação, coisa que a maioria dos indianos, paquistaneses etc. faz com maestria. Sei que muitas vão achar ruim por eu falar isso e vão persistir acreditando na exceção, que nada mais é do que crer no mito do príncipe encantado. Gente, é duro, mas infelizmente exceções nunca fizeram a regra. Eu mesma já tive uma paixão platônica por um paquistanês há uns oitos anos atrás (eu tinha uns 19 anos) e sofri que nem uma condenada. A princípio tentei resistir em não gostar dele, não acreditava em amores de internet, mas o sentimento acabou em debandada. Ele não me pedia dinheiro nem sexo, mas é que era divertido brincar comigo enquanto a “prometida” não vinha, se é que ela já não existia. Quando não querem sexo ou dinheiro tu vai cair na categoria do “brinquedinho”, porque pra homem é divertido brincar com mulheres.
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  2. 13 de maio de 2015 10:04
  3. [continuando...]

    Eles sabem ser encantadores. Sabem falar exatamente tudo aquilo que você gostaria de ouvir e não ouviria de um brasileiro. O feitiço deles é justamente esse. E o perfil das “vítimas” costuma ser bem variado, indo de mulheres novas e inocentes às calejadas, das que não estão felizes no relacionamento ou não estão bem emocionalmente, das que se sentem sozinhas etc. Você acaba se rendendo aos encantos do sujeito sem perceber.
    Uns dois meses atrás conheci um indiano por um chat, uma gracinha, tanto de atitude quanto de aparência, daqueles que adora dar uma de perfeitinho, ser o “impressionável”, super amável. Estávamos conversando com certa frequência pelo skype e quase que diariamente no whatsapp, nem que fosse só um “bom dia”. Agora nosso contato ta mais reduzido, tenho preferido não dar muita confiança, não responder a alguns “bonsdias” dele, portanto o leve encanto que eu senti por ele já ta se dissipando rsrs. A única coisa que temos é amizade e isso foi deixado bem claro um pro outro. Vez ou outra ainda escapa uns flertes, mas é coisa pra ser levada na brincadeira, nada além disso. Se ele é bem intencionado, eu não sei, não meto a minha mão no fogo nem morta. Meu encantamento pelas pessoas e pelas coisas em geral pode até existir, mas sempre disputará espaço com a minha desconfiança, que não é nada baixa. Sempre. É um bocado difícil me convencer. Eu preciso de consistência em tudo o que eu me envolvo, me sinto muito desconfortável quando me pego “sonhando demais”, ainda que a sensação seja boa. Posso até ter perdido algumas boas oportunidades na vida por ser assim, mas ta no sangue, não tem jeito. Não me sinto bem de outra forma. Pra quem acredita em astrologia, o virgem ascendente em escorpião grita alto em mim rsrs, mas isso não vem ao caso.
    Portanto, meninas, prestem muita atenção no buraco sem fundo que vocês podem se meter. O mundo tem seu lado belo, mas também tem seu lado obscuro e lidar com ele nunca foi fácil. É bom tomar conhecimento de casos que deram certo, mas não deixemos de ouvir todos os alertas de quem já viveu experiências profundamente traumáticas com isso e esse é o caso da maioria, infelizmente. Sejamos realistas. Ainda que existam chances de um relacionamento desses dar certo, lembremos que elas são ínfimas. Os caras não têm hábito de namorar antes de casar, a maioria esmagadora vai acabar se casando com alguém de dentro da cultura deles e nós já sabemos qual é a visão deles a respeito da mulher ocidental. Logo, quais são as chances de estarem brincando com a nossa cara? Gigantescas. Conversem e tudo mais, mas com distanciamento emocional sempre que possível. Não confiem cegamente, por favor. Também devemos lembrar que se já é difícil a gente aguentar e lutar contra o machismo dos homens da nossa cultura, imagine a dificuldade de ter que se adaptar do zero ao machismo de uma cultura totalmente diferente da nossa. Quando digo “adaptar” não é no sentido de aceitar, mas de se ver na impotência de lutar contra isso, porque se aqui você já desenvolveu suas artimanhas pra escapar dos machismos diários, lá você terá que desenvolver outras. É muito bonita a ideia de que “o amor não vê fronteiras”, mas na prática a história é outra. A grande maioria está apenas se divertindo conosco, sim. A grande maioria vai querer apenas o teu corpo sim, mesmo que isso demore pra ser demonstrado. A manipulação psicológica existe pra isso, pra dominar sem que nos demos conta disso. Sim, isso é duro, mas temos que acreditar mais em nós mesmas antes de acreditarmos nas pessoas. 
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  4. [última parte]

    Não acreditem meramente em palavras e em atitudes que não provam nada; aquelas atitudes que a princípio parecem concretas, mas acabam dando vazão pro cara ser irresponsável. Enxerguem além das aparências sempre e sempre. Desconfie de pedidos invasivos. Desconfie se o cara for reservado demais e não falar muito sobre a vida e querer saber demais da sua. Não precisa demonstrar que está desconfiada, seja estratégica. Vai dando corda dum jeito que ele sinta confiança e te conte as coisas, sempre mencionando que ele já sabe o bastante de você e que “agora é a vez dele”. Pressão de vez em quando também não faz mal a ninguém. Por vezes temos medo de “pressionar demais” o cara e ele acabar fugindo, mas eu penso que se fugiu é porque tem algo a esconder e aí o tal “amor” não era o bastante... Eles se sentem naturalmente no direito de nos pressionar em tudo, mas escapam a qualquer mínimo de pressão que nós fazemos... Também não deixe que eles tomem lugar prioritário em vossas vidas. É bom lembrar das pessoas próximas que sentimos segurança pra amar, das nossas diversas ocupações diárias. Eles que venham depois rs. Não é egoísmo, é aprender a tomar as rédeas da própria vida. Se não pensamos por nós ninguém mais vai pensar.
    Já me apaixonei algumas vezes pela internet, inclusive tive um relacionamento à distância por quase cinco anos, eu em BH e ele no Rio. Nos víamos com a frequência inferior à que gostaríamos na época, mas era o que tinha para o momento. Foi difícil, muita cobrança e eu não tava feliz com isso, mas teve lá seus momentos bons. Enfim, pude aprender um pouco com o meu passado e tento aplicar ao presente, por mais que eu reconheça que ainda posso vir a repetir alguns erros...
    Bom, por fim, peço desculpas ao texto gigantesco que escrevi. Star, obrigada pela dedicação que tem prestado ao seu blog, que descobri por acaso buscando informações no Google sobre indianos rsrs. As informações são muito valiosas e logo se vê que você que você escreve as coisas com amor e boa vontade. Tenho muito interesse nesses assuntos. Vou continuar te acompanhando e qualquer dia desses entro em contato convosco via e-mail :)

    Pessoas, pode até ser clichê, mas é algo que pude constatar como verdade. O jardim das delícias ta é dentro da gente. Isso significa que, uma vez cultivado, ele se desenvolverá de dentro pra fora. Lá é o único lugar do universo que existe paz de verdade. Cuidem com carinho do interior de vocês, sempre e sempre.

    Muita paz e discernimento pra todas nós <3
    Beijo grande! "

Abraços!!

domingo, 3 de agosto de 2014

Família tradicional??

Quando nos casamos com um homem de família tradicional aos olhos dos outros soa como família "atrasada". Mas não é bem assim. Casar-se com um homem de família tradicional também tem seus prós. Vejo muita mulher que namora indiano, árabe, turco e afins pela internet e se orgulha toda ao dizer que o rapaz pertence a uma família moderna.  E aquela que se casou ou está prestes a se casar com rapaz de uma família tradicional, o que esperar??

Particularmente eu gosto de viver dentro dos costumes, não gosto de ser tratada de forma diferenciada o tempo todo e não me arrependo de ter entrado para uma família tradicional. Dentro de uma família indiana eu quero ser tratada como uma indiana e não como uma estrangeira. (Um erro muito comum quando te enxergam como estrangeira é o tratamento diferenciado e isso não acho agradável). 

Uma indiana tem um casamento merecido, com uma super festa, muitos convidados, presentes, jóias, henna, ouro..

Um rapaz de família tradicional passa a vida toda juntando dinheiro para o casamento, dote ou presente, dar entrada em uma casa, abrir um negócio, etc tudo como manda o figurino porque ele sabe que o casamento sai caro. 

Vou dizer uma coisa muito importante que vejo acontecer direto com as brasileiras: quando a família do moço pergunta a ela o que ela quer de presente ou de dote, ela diz "não quero nada" e ainda acha que está abafando. A primeira vez que meu marido perguntou o que eu queria, eu disse "você é meu presente.." ahh que românticoooo so que não! Você pode pedir sim alguma coisa, é claro, de acordo com as condições financeiras do moço..como eu não sabia as condições do meu marido, eu pedi um punjab suit que é a roupa indiana com bata e calça, além disso pedi bindi, kajal e pulseira. Não espere alguém chegar até você e explicar tudo ou perguntar formalmente. Seu noivo ou a família dele pode simplesmente do nada perguntar o que você quer da Índia.

Brasileira tem vergonha de escolher um presente. Eu sei, nós não queremos mostrar que estamos nos casando por dinheiro, joias, ou que temos preço, mas para uma família tradicional o simples fato de recusar o presente do futuro marido pode soar como desprezo, porque o homem é o provedor do lar e se ele não pode dar um presente para a futura esposa, como vai sustentar uma família? É assim que eles pensam, e quando você diz "não quero nada" é o mesmo que dizer "Meu bem, você é tão pobre, mas tão pobre que nem tenho coragem de pedir nada porque sei que você não poderá pagar". 


Com uma atitude dessas você mesma se diferencia das demais e dá direito à família do moço de não fazer nada de acordo com as tradições porque isso desanima, parece que você não faz questão de um casamento tradicional, enquanto as outras mulheres do país dele realizam todas as cerimônias e usufruem daquilo que lhes é de direito. 

Vejo por aí muita brasileira que na hora não faz questão dessas coisas, não conversa sobre a festa de casamento em si e nem deixa claro que quer um casamento tradicional. Então ela tem só o casamento no civil, ou não realiza todas as cerimônias e depois de uns tempos acaba triste achando que a família do moço não fez questão de nada porque ela é estrangeira ou o rapaz não tinha dinheiro ou sei lá o que.
Quando a família é tradicional nem precisa falar muito sobre isso porque eles fazem tudo, mas quando a família é moderna vale a pena conversar sobre os detalhes do casamento.

Então se você quiser se casar dentro das tradições, aceite cada etapa como se você fosse um deles.
Não estou falando de arrogância, o que eu quero dizer é: aceite aquilo que lhe perguntarem, sugerirem, se pedirem dote, escolha qualquer coisa mas não se negue a escolher algum presente, porque a recusa de um presente é uma ofensa (até para nós brasileiros, não é verdade?) além disso, a troca de presentes simboliza a oficialização do compromisso.

Existem aquelas mulheres que realmente não fizeram questão disso e são felizes assim. Mas vejo gente que depois do casamento compara a festa da vizinha, da cunhada e se pergunta porque com ela não foi assim, por que também não ganhou isso nem aquilo. 

Em Roma, faça como os romanos, na Índia faça como os indianos, e por aí vai..!

Beijos!


quinta-feira, 29 de maio de 2014

"A família dele não me aceita porque sou cristã"

Quem acompanha o blog sabe que eu mesma nunca encorajei nenhuma mulher viajar para a Índia atrás do seu grande amor. Apesar de eu amar falar sobre o país, a cultura e relacionamento sempre deixei claro sobre as dificuldades e os riscos de um relacionamento quando a família não aprova.
Outro dia uma garota me pediu um conselho sobre um rapaz que a família dele não queria que ele se casasse com ela, por motivos religiosos . Enquanto isso o rapaz dizia de que ela deveria deixar o Brasil e viajar para o país dele e quem sabe assim os pais se convenceriam. A minha resposta foi "Não, não vá para lá". Tem gente que não acredita que a sociedade e a família tem um peso muito grande e é um risco uma mulher estrangeira viajar para um país tão conservador.
Veja o que respondi há uns meses no post "Amor Indiano"

Oi S., obrigada por compartilhar sua história. Eu gostaria de escrever tudo o que você desejaria ouvir, mas na verdade vou falar aquilo que você não quer ouvir.

Primeiro, vocês são jovens, e ele ainda depende dos pais, provavelmente não trabalha e vive com os pais então ele jamais irá contra a vontade deles. Ele falou a verdade e já disse logo que os pais dele jamais aceitariam uma cristã e não ficou escondendo isso de você.

 (....)

 Na India a sociedade tem um peso muito grande e a comunidade pode interferir na decisão de vocês mesmo se os pais aceitarem.

Se ele for contra os pais, dependendo da comunidade que ele vive, pode até ocorrer "crime de honra".

Eu sei que estou te assustando mas não posso te enganar porque tudo na Índia é assunto delicado.

Meu conselho: NÃO VÁ PARA A ÍNDIA. SE ELE QUISER CONVENCER OS PAIS, DEIXE ELE FAZER ISSO SOZINHO E NÃO TE ENVOLVER NOS PROBLEMAS CULTURAIS DELE.

O certo nesse caso é ele tirar o visto e pegar um avião para o Brasil. Se lá você não é bem-vinda, deixe que ele venha para cá, afinal aqui ele é bem-vindo. Não é você quem vai fazer os pais dele mudarem de ideia. Só ele pode fazer isso por você.

Isso só vai dar certo se ele criar coragem de enfrentar os pais, mas parece que ele deixou bem claro de que é muito difícil ir contra os pais.

Você ainda é muito jovem e bonita, não aconselho viajar para a Índia em nome do amor, principalmente num caso desses. Você ainda tem que terminar os estudos e tem sua familia aqui, você tem muita coisa pela frente. Não arrisque sua vida por um homem porque não vale a pena, a cultura indiana ainda é muito fechada. Se mesmo assim você quiser arriscar vá com seus pais. Nunca viaje sozinha.Mas não esqueça, o certo nesse caso é ele vir até você.

Não tenho face, flor, qualquer coisa me mande e-mail para cafecomchai@hotmail.com

Beijos
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Abraços!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A beleza está nos olhos de quem vê

Dia nublado e um frio aconchegante só me lembra a época que eu passava horas e horas conversando com meu marido na internet, a xícara de café quente sempre na mesa do computador me fazia companhia. E ele lá do outro lado do mundo sentindo a brisa da noite de primavera enquanto se aquecia com uma xícara de chá. E foi assim por três anos, que mais pareciam uma eternidade, uma vida até que pudéssemos beber nosso café e nosso chá juntos.

Durante todo esse tempo pouca coisa eu sabia sobre a cultura daquele homem que me inebriava com aquela beleza exótica, traços marcantes, cabelos negros, sobrancelhas grossas e a forma de falar em forma de poesia. Palavras que eu nunca havia escutado ou lido antes, palavras que para mim só existiam nos filmes da década de 50 ou poesias de Olavo Bilac. 

Por um momento a insegurança bateu forte. Algo que pulsava dentro de mim e agonizava minha alma. Eu me sentia diferente de todos, estranha, afinal não fazia parte daquele mundo ao qual ele estava acostumado a ver, eu não tinha aqueles lindos cabelos longos e negros que davam graça àqueles olhos amendoados que muitas vezes se escondiam por trás de um véu. Eu também não tinha aquela pele cor de canela que contrastava com o colorido dos sáris. 

E eu pensava, como pode? Será que vão gostar de mim? Será que vão me aceitar? Nessas horas qualquer palavra errada é um tiro certeiro e sempre existe alguém disposto a acertar o alvo. Comecei a escutar "nunca te aceitarão", "você é muito diferente deles", "eles não gostam de estrangeiros".
Mas não permiti que me atingissem e corri, corri desesperadamente das palavras negativas e incertezas.

Desde então me aceitei do jeito que eu sou, com a cor de cabelo que tenho, com a cor da pele que tenho, do jeito que sou. Percebi que eu não precisava ser igual a todos para uma única pessoa gostar de mim. Não precisava da aprovação de todos se somente a aprovação de uma única pessoa me bastava. Então arrisquei esse amor com todas as minhas forças sem mudar um fio de cabelo do que eu ainda sou e aceitei em ser a "estrangeira", a "estranha", perante aquela sociedade enclausurada em seu conservadorismo.

Quando conheci minha nova família aqueles fantasmas desapareceram. Nunca vi tanto amor! Nunca vi tanta curiosidade e aceitação. Nunca me senti diferente e até hoje não sei o que é ser diferente. Toda aquela insegurança com a aparência só estava na minha cabeça e só atingia a mim mesma. Eu não me tornei "uma estrangeira" como muitos diziam que seria. Me tornei membro da família.

As diferenças somos nós que criamos e podemos viver livre delas se nos libertarmos de qualquer preconceito. Quando a gente se aceita do jeito que é, o outro passa a nos aceitar também. 

Quando a gente ama, a gente aceita e quando a gente aceita, a gente ama. A beleza vem da alma, do amor que carregamos dentro do peito.



Abraços!


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Relato de uma leitora

Upddtate: eu havia excluído esse post mas depois de uns dias voltei atrás e publiquei novamente. Me perdoem pelos comentários anteriores pois com a exclusão do post não consegui recuperá-los.

A pedido de uma leitora, publico a história dela como um alerta para as mulheres.

Desconfie de estrangeiro que se diz solteiro no Brasil, não importa de qual país ele seja, pois ele está aqui é porque tem mulher no meio como casamento ou aqui no Brasil ou no país dele.

Vamos ao relato da Beatriz. Obs: Os nomes foram trocados.

bom dia star, bom eu queria meio que desabafar e também pedir para você fazer uma alerta as meninas, é algo meio complicado mas vou tentar explicar tudinho

Bom me chamo Beatriz e a família do meu pai é de um lugar Chamado Trinidad no caribe e lá sempre quando ia de ferias lá tivemos muito Contato com o hinduísmo, hinduísmo é algo muito forte lá se não me engano 30 % da população de lá é hindu é nessa cidade de onde minha família é Chaguanas deve ser cerca de 90 % da população e lá tem templos lojas de sarees muitas coisas que remete a índia, então por extinto obviamente eu sempre me auto denominei Hindu, desde criança
e pelo fato de ser brasileira e ir para lá raramente nunca soube que o fato de serem Hindus era por conta de anos antes na época do açúcar terem levados escravos da índia ou algo assim. então sempre tive esse contato muito forte com o hinduísmo e etc. e agora com 18 anos aqui em são paulo mesmo fui procurar saber mais sobre a índia e as musicas e roupas de T&T eram praticamente identificas  e vc acaba gostando disse nunca tinha achado nada que referenciasse a Trinidade aqui em são paulo como achei de referencia a índia, então comecei frequentar aulas de Danças e festas até ai tudo bem, quando um dia em uma rede Social eu conheci um cara de Nome Honey singh, HAHAHA ate a Anta mais estupida do planeta sabe que esse é o nome daquele cantor, eu perguntei isso a ele e ele disse não meu nome é igual ao dele então eu Ok, dai ele perguntou se eu queria encontrá-lo ele dizia ter 29 anos e eu aceitei isso foi a três Domingos nos encontramos na Segunda no horário de almoço, ele disse que trabalhava na região do centro e se eu poderia ir ate lá, eu como estaria ali por perto concordei e fui ( louca eu de marca encontro pela internet, mas como era um lugar movimentado não vi perigo) então quando cheguei lá me encantei por ele logo de cara era bem alto com a barba grande estava de boné adorei ele logo que Vi, porque eu sou assim quando o santo não bate ai ai não tem quem faça, então conversa vai conversa vem nos beijamos tomamos suco ele me disse que era de nova deli que estava em são paulo fazia um ano, que morava com uma tia que era brasileira e foi esposa do tio indiano dele, que ele era de uma religião chamada skhismo algo assim, que eles não cortavam os cabelo e  etc eu sinceramente não sabia da existência dessa religião eu achava que o fato dos punjabis usarem turbantes eram totalmente cultural não sabia dessa religião em si, e combinamos de nos encontra no outro dia para ficar mais a vontade e conversar então fomos almoçar e depois fomos ao parque do Ipiranga, e lá percebia que ele me apalpava muito  e eu realmente não gosto disse, então pedi a ele para parar, e ele parou na hora, ai começou com o eu te amo eu te quero para sempre não vivo sem você, me mandava sms dizendo estou com saudades me deixando loucamente apaixonada, e eu não via mal nenhum naquilo e mal percebia os sinais e quando chegou na sexta feira chamei ele para ir na festa junina do ICC mas não disse que era no Icc, porque não ia imaginar que ele não podia ir lá isso era umas 6 da tarde e as 10 eu já estava em casa porque quando chegamos lá ele viu o cônsul e ficou desesperado ele dizia " ele vai dizer a minha Tia que eu estava aqui " ai eu nao entendia e falava mas o que tem ? qual o problema de estar aqui , então foi quando esse tal cônsul veio falar com ele disse que ele tava magrinho e perguntou quem eu era e ele me apresentou como amiga ouvi claramente ele dizer meri Friend (minha amiga), e quando eu o questionava do porque ele não poder sair de noite ele dizia porque minha tia não gosta, eu respeito ela
ela acha a cidade perigosa, então eu não questionei e fomos embora, e nos encontramos nas outras semanas e sempre de tarde  quando fomos no cinema fomos de tarde um dia que saímos para almoçar era de tardezinha sempre assim, então eu chamei ele para ir a praia comigo, ele disse que não podia ir de maneira alguma porque a Tia dele era muito ruim para ele, e eu juro que fiquei com pena dele tipo Poxa a tia dele deve ser uma megera e eu falava diz a ela que vai a praia com amigos no final de semana que esta saindo com uma garota e ele não não posso, então fui comentar isso com uma amiga que como ela diz tem mestrado e doutorado em homens, e eu como sou bobinha nunca tive nada serio com nenhum homem não fazia ideia, então ela disse olha amiga ele tem jeito de homem casado, ele deve ser casado e não quer te contar, e eu não amiga ele não é ela afirmava ele é casado ela ainda disse Pode ter a certeza do que eu estou falando, então fui perguntar a ele e ele disse não não sou pode confiar e eu perguntava e algo de religião, vc foi prometido a alguma garota ou tem esposa na índia ou algo assim ? dai ele disse não mas te conto Tudo na segunda feira, então eu ok ele disse para eu não me preocupar foi ai que conheci o seu blog procurando algo sobre essa religião e ate no blog você diz que eles respeitam mesmo os mais velhos então eu pensei está explicado, então na segunda feira nos encontramos no shopping  pois ele disse que morava na zona leste e eu boba ainda falava para ele nos encontramos lá para você não voltar tarde e sua tia não brigar com você, e sempre toda romântico mas na hora que ele pagou a conta e a mulher deu o cartão de credito dele na minha mão eu vi que o nome dele não era aquele vi rapidamente o sobrenome era diferente, mas nem questionei ele na hora eu pensei deve ser isso que ele quer me contar que mentiu o nome e acha que eu vou ligar, então na segunda ele não quis me contar disse que era muita coisa e que na quarta ele pediria uma folga do trabalho e que poderíamos nos encontrar o dia todo e que ele me contaria isso, no caso ocorreu ontem então nos encontramos de manha e fomos no cinema e como o cinema estava vazio ocorreu vários amassos lá e etc, e ele disse se vc quiser podemos ir na casa de um amigo e eu dizia não porque tipo EU SOU TOTALMENTE INEXPERIENTE COM SEXO E COISAS DO TIPO e era virgem ate ontem, então eu falei ok vamos lá no seu amigo e conversamos um pouco e eu perguntava oque ele ia fazer ele sorria fazia cara de desentendido e falava chegar lá te conto e quando chegou lá ele já veio logo me beijando e acabou rolando ali mesmo mas eu estava loucamente apaixonada então no momento não foi ruim para mim, e depois ele queria ir embora e eu falei não agora você vai me contar aquilo que você ia me dizer, ai ele veio com A MAIOR CARA DE SANTO DO MUNDO  e disse é realmente sua mãe estava certa ( Mãe porque eu disse que minha mãe avia dito que ele tinha atitudes de homem casado, não minha amiga) quando ele disse, sua mãe estava certa eu sou CASADO na hora que ele falou aquilo nossa o meu mundo desabou, ninguém sabe como eu me senti por estar na cama com um homem casado, que eu mal conhecia me senti uma boba e tudo do gênero, então eu calmamente perguntei queria saber, porque se sai-se e ficasse nervosa ele não ia me contar mais nada, então eu segurei a bola a minha amiga mesmo disse ali que não hora eu fui forte, então eu calmante falei mas sua esposa é indiana ou brasileira ele disse ela é brasileira, ela é sobrinha da minha tia mas eu não estou feliz com ela, ela é muito velha para mim casei com ela apenas para conseguir ficar mais tempo aqui no brasil nem dormimos na mesma cama, mas ela é muito ruim para min me seduziu e me levou para cama, ai eu disse mas isso é um casamento ou um acordo ? ficou tudo meio enrolado na hora porque se ele casou com ela apenas para ficar no pais e trata ela como esposa mas não ama, ele esta usando ela certo? ou se eles casaram apenas no papel ele poderia sair normalmente pois seria apenas um acordo, então ficou  tudo meio confuso para min naquela hora mas não aguentei sabe comecei a chorar e fui embora nem dei xau para ele, e ele ainda esta me mandando mensagens dizendo que não a Ama que quer ficar comigo mas eu sinceramente não acredito pois quando pergunto quando você vai largar la ele diz não posso agora, então eu disse então enquanto vocês forem casados não vamos nos ver e ele diz então você não me Ama resumindo ele nunca vai largá-la e quer me fazer de Boba enfim é isso eu estou mal com isso só queria desabafar com alguém que me entendesse e uma opniaozinha do que devo fazer  e acho que você é esse alguém star Obrigada pela atenção :)


Atualização:Depois ela descobriu que o casamento dele vai muito bem obrigada, e era tudo mentira a história da esposa má.


domingo, 16 de junho de 2013

Dica de hoje: As bases para ter um relacionamento feliz

Pra você que é casada(o) ou namora não deixe de assistir o vídeo. É sempre bom ouvir algumas dicas para manter um relacionamento saudável!  Não pense muito, assista logo vai! É menos do que 5 minutinhos!! :)



Beijos!!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Indiano é príncipe encantado?

Vejo muitas buscas nesse assunto, mulheres que querem saber se o homem indiano é um príncipe..então resolvi abordar vários assuntos dentro de um post só:
Nakuul Mehta descendente do rei Prithviraj Chauhan 

Aii gente ainda fico meio assim quando vejo tantas meninas idealizando o homem perfeito, super apaixonadas por palavras lindas na internet. 


O que eu vou dizer é muito importante! Ao decidir se casar com uma pessoa, não deixe de analisar a personalidade dela. Só assim você vai saber se é uma pessoa atenciosa e se corresponderá as suas expectativas na vida real de acordo com a sua personalidade também. Um homem não vive o tempo todo de bom humor, não é o tempo todo um anjo. Ele tem também os defeitos. Não importa quantas palavras bonitas ele diz ou o que a cultura dele representa. Ele é homem, isso quer dizer que tem dias que ele vai ficar chato, ciumento, preguiçoso ou qualquer outra coisa que te irrite.

Tem mulher que é mais independente, mandona, cheia de mimimi e depois inventa de casar com homem de outra cultura. Já dá pra imaginar como isso vai ser. Os indianos vem de uma cultura machista, e a maioria das mulheres que se casam com eles devem estar cientes de que as chances de se tornar uma Amélia empregada do marido e diarista da família dele é muito grande. Pode se preparar para no mínimo fazer o chá da sogra e das visitas toda hora.  

 Muitas mulheres ficam tão apaixonadas que acabam se esquecendo desses detalhes.

Só uma observação: tem muito blog de brasileira casada com indiano, paquistanês, turco, árabe e poucos falam sobre a adaptação no Brasil. Gostam de falar das coisas boas ou da experiência de viver em outro país, mas assuntos pessoais, problemas de adaptação e incompatibilidades não estão em pauta, afinal quem quer expor a vida tanto assim? Mas muita gente sabe que para a maioria não é fácil a fase de adaptação, e é nessa fase que o casamento vai pra frente ou não.

As pessoas gostam de falar das viagens, culturas, curiosidades e experiências, mas quando é o gringo que vem para o Brasil ninguém fala nada, ninguém escreve mais nada e os blogs ficam inativos. Isso porque a fase da adaptação aqui no Brasil muitas vezes não é tão fácil como se imagina, em geral os gringos se decepcionam quando vem viver aqui e tem a fase da busca pelo emprego que é a mais cabulosa. Mas não pense que os problemas não existem simplesmente porque ninguém conta. Vejo muita mulher que enfrenta problemas na vida real e joga tudo para o alto logo, fica decepcionada, frustrada por achar que só o romance dela deu errado na vida real e com as outras brasileiras deu certo. Mas não é isso que acontece, na verdade a gente se espelha nas histórias bonitas que as meninas escrevem nos blogs e quando a vida nos mostra o outro lado da moeda começamos a achar que só com a gente tudo é tão difícil ou deu errado. Mas isso acontece porque só  tomamos como exemplo as coisas boas que as pessoas contam, mas não sabemos o que elas passaram!Muita gente vive  assim no Facebook..no álbum é tudo lindo, maravilhoso, mas na vida real sabemos que nem sempre é assim.

E nessas horas, minha filha, muita paciência para seu príncipe não cair do cavalo ou não virar um sapo. É você que vai ter que segurar as pontas se a adaptação não for aquela maravilha. Não é mais tempo de se espelhar na história de ninguém.

 Então não se baseie somente nas histórias bonitas. Dá pra perceber que na vida real ninguém vive um conto de fadas o tempo todo e o Raj Ananda só existe na novela. Todo mundo passa por fase boa e fase ruim na vida. Mais uma prova de que até agora ninguém viu o tal príncipe encantado. Até agora todos são "normais". Todos tem o momento romântico mas também tem o "dia de fúria".

Na minha opinião o que faz a diferença do homem indiano (asiático em geral e acho que do Oriente Médio também) é a rapidez para casar. Enquanto aqui os homens não querem saber de casamento, não é verdade? (eles até querem mas só depois de uns 10 anos de namoro). 

Mas na personalidade, minha gente, não há milagre. E não vou dizer que são todos santos, porque não são não, homem só muda o endereço.

 Cada um tem sua personalidade. Cada pessoa é única, cada pessoa tem um conceito na vida, teve uma educação... Quando falam lá no exterior que brasileira é tudo p..ta a gente não gosta, né, afinal não somos todas iguais! Então por que os indianos seriam todos iguais, todos príncipes ou sapos? Pois então.. não dá pra generalizar, não mesmo! 

 As pessoas são diferentes, ainda bem né! Então não tenho como explicar se o marido indiano é isso ou aquilo. Mas dá pra imaginar que são homens normais e não vieram de nenhuma viagem interplanetária, não vieram de nenhum conto de fadas.

 Saiba escolher seu parceiro, aquele que você pretende viver a vida toda mas não fantasie muito não, porque vida de casada não é o mesmo que brincar de casinha e vida de Bollywood é só no cinema...ou nos blogs!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Amor estrangeiro


Coloquei uma matéria ótima sobre o assunto. Confira:

Qualquer casamento está sujeito a problemas, mas o choque cultural da união com um estrangeiro pode ser um agravante intransponível


Daniel havia ganho uma bolsa de estudos em Nova York e um mês depois de sua chegada se sentia sozinho. "As diferenças culturais eram maiores do que eu imaginava", avalia. Por conta disso, todas as noites jantava sozinho num lugar diferente, quase sempre um fast-food qualquer, até que um dia entrou numa pizzaria. "A massa era ótima, mas eu fiquei encantado mesmo foi com Diana", relembra. Imigrante etíope, a moça era dona do pequeno e despojado restaurante em sociedade com duas irmãs. "Passei a comer pizza todos os dias", diverte-se Daniel. "Aos poucos ela foi se aproximando, puxando conversa, até que tomei coragem e a convidei para sair."

O namoro começou na primeira noite. "Não posso negar que havia para mim um charme especial em namorar uma africana nos Estados Unidos", revela. Após duas semanas, porém, Daniel diz que passou a se ressentir da falta de atração física que ela parecia demonstrar em relação a ele. Por mais que entendesse que Diana vinha de uma cultura conservadora, ele esperava mais de alguém que vivia na mais cosmopolita das cidades. O que ele não sabia é que a maioria das meninas etíopes - Diana inclusive - tem seu clítoris extraído a sangue-frio até no máximo os 8 anos de idade. O mundo desabou para Daniel e com ele ruiu o relacionamento. "Eu podia tentar me adaptar a tudo, menos a uma mulher que não poderia jamais sentir prazer", admite.

[Minha opinião a respeito desse caso: Para um rapaz pensar assim deve ser muito burro e preconceituoso. No mínimo ele não conhece nada do corpo da mulher, deve ser um zero à esquerda pois existem outras zonas erógenas no corpo da mulher e não apenas o clitóris. Ainda bem que ele largou dela porque deu a oportunidade para ela conhecer alguém que se preocupe em dar prazer de várias formas e todos os aspectos, alguém que conheça o corpo feminino. O prazer está também em várias outras partes do corpo, não apenas num pontinho com nome. Um cara que pensa assim é ignorante e machista.]




CHOQUE CULTURAL
"O casamento, em geral, apresenta uma situação de homogamia, isto é, de similaridade," afirma o professor Aílton Amélio, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, USP. "Os opostos até se atraem, mas dificilmente ficam juntos," acrescenta Aílton, que dirige o núcleo de estudos sobre o relacionamento amoroso na universidade. "A máxima de que os opostos se atraem é um mito." No caso de um relacionamento com pessoas de outros países, valem os mesmos princípios, mas com um agravante: as diferenças culturais. No caso de Daniel e Diana, essas diferenças eram extremas: nenhum dos dois tinha condições de realmente compreender a importância que o outro dava para a questão.
Um romance paulistano: Rosiney e Santiago se conheceram na fila para sair da balada

Um romance paulistano: Rosiney e Santiago se conheceram na fila para sair da balada
FACCÕES DO PT
Isso não quer dizer, evidentemente, que toda relação entre estrangeiros tenha problemas intransponíveis. O atrito religioso, por exemplo, existe, mas não atrapalha a relação da estudante de publicidade e propaganda Rosiney Cristiane Ribeiro e do engenheiro Santiago González Sanchéz. Ela se define como "evangélica fervorosa" e gostaria que ele se dedicasse mais à igreja. Santiago, que nasceu na Espanha, é de família católica. Eles se conheceram em uma casa noturna na noite paulistana, na espera para pagar a comanda. "Foi uma fila que valeu a pena", brinca Rosiney. O casal está junto há quatro anos e meio.

A única vez que Rosiney ficou apreensiva foi quando visitou a família de Santiago, na Espanha. Ele já havia advertido que ela poderia ter problemas com sua avó, uma senhora de um vilarejo no norte do país. "Não sei se ela tinha visto algum negro pessoalmente na vida", conta a brasileira. Mesmo assim, não teve problemas. O mesmo não se pode dizer de Alice. Há alguns anos, em Porto Seguro, na Bahia, ela conheceu Helmut, um professor universitário alemão que passava férias no Brasil. "Foi amor à primeira vista, ou melhor, à primeira palavra", diz ela. "Em vez do xaveco normal, ele me conquistou quando perguntou quantas facções tinha o PT." Depois de um mês, ele teve de voltar à Alemanha, mas o relacionamento continuou por carta. A paixão era tamanha que ela começou a estudar alemão.

Três meses depois, ele a convidou para ir morar com ele na Alemanha. Alice aceitou na hora. Fez as malas e embarcou para um país estranho. "Eu sabia que haveria problemas, mas acreditava que ele agüentaria o tranco", conta ela. "Mas ele, mesmo com 33 anos, desmontou diante das pressões da família." Ela conta que não era aceita de forma nenhuma pela sogra. "Eu não sabia bem o alemão, mas conseguia entender direitinho os palavrões que ela usava contra mim", conta. Os problemas maiores, no entanto, eram com a ex-mulher e mãe dos filhos de Helmut. Segundo Alice, ela dizia que as brasileiras eram prostitutas e, portanto, um péssimo exemplo para as crianças. Além disso, havia o racismo de todos os lados.

"Mesmo assim, eu estava disposta a enfrentar tudo", assegura Alice. "O problema é que ele era muito dependente da mãe e não resistiu", lamenta. "Helmut terminou o relacionamento, mas queria que eu ficasse lá como amiga", conta. "Não dava para aceitar isso e voltei para o Brasil."



Alguns têm mais sorte, como o angolano Filomeno Matias da Silva. Ele teve de aprender a lidar com a desconfiança da família da hoje sua mulher, Débora Marques Pereira. Se todo genro passa por testes na sala de estar dos sogros, Filomeno tinha um a mais. Por ser africano, chegaram a suspeitar que ele estaria usando o relacionamento para conseguir um visto de permanência no Brasil.
À primeira vista: Filomeno e Débora se casaram em três meses e são os pais da pequena Débora Makieff

Com o tempo, o problema da desconfiança da família foi superado. Casados há três anos, são os pais de Débora, de 1 ano. O que aproximou o casal foi o interesse dela por aprofundar suas raízes africanas. Filomeno, que veio ao país estudar filosofia, já morava aqui havia quatro anos quando a conheceu, em 2002. A aproximação foi rápida e, após três meses de namoro, decidiram se casar.

A coordenadora do núcleo de relacionamentos interculturais do Instituto de Psicologia da USP, Sylvia Dantas De- Biaggi, afirma que o casamento entre estrangeiros é uma forma de contato entre culturas. "Não envolve apenas diferentes nacionalidades, mas também a expectativa em relação ao papel feminino e ao masculino", diz. "E cada um traz o sistema de valores próprio da sua cultura."

A FÓRMULA DOS CASAMENTOS DURADOUROS
De acordo com pesquisas realizadas pelo professor Aílton Amélio, há cinco fatores nos quais costumam se sustentar os casamentos duradouros - uma teoria esmiuçada no seu livro Para viver um grande amor, lançado pela editora Gente. Isso não quer dizer que a ausência de algum deles possa impossibilitar o relacionamento

ESCOLHA
A boa escolha do parceiro é o primeiro item. Nele, é importante notar que os opostos podem se atrair, mas dificilmente ficam juntos por muito tempo. Como o casamento é um projeto comum, planos em comum têm de ser traçados.

CUSTO-BENEFÍCIO
O item mede os diversos tipos de expectativas cobertas pela união ou não. Tais expectativas podem ser cobrir carências afetivas, financeiras e de status social. A recompensa também pode ser a beleza do outro e afinidade intelectual, entre outros quesitos.

ALTERNATIVAS
Momentos, oportunidades e janelas para a traição - de longe a maior causa de separações - entram neste tópico.

INVESTIMENTO
Como um plano mútuo, é importante levar em conta a medida de quanto o casal quer investir, apostar na relação.

BARREIRAS
Sejam culturais, legais, religiosas, as barreiras indicam o quanto o eventual fim da união vai ser aceita pelo grupo de convívio. Há um lado positivo e um negativo na premissa. O positivo é a liberdade, enquanto o negativo é o caráter descartável que o relacionamento pode vir a ter.


É IMPORTANTE TER EM MENTE QUE NENHUMA CULTURA É SUPERIOR A OUTRA, PARA NÃO CRIAR UMA RELAÇÃO DESIGUAL

AUTO-ESTIMA
Segundo Sylvia, um casamento formado por pessoas de países distintos requer um período de adaptação. "É um processo. O convívio vai desmistificando conceitos", afirma. "O processo segue os passos da mudança de país. A pessoa tem o primeiro momento de euforia e depois pode se decepcionar e chegar a ficar deprimida. É importante que, no casamento, ela veja que nem tudo vai ser como o imaginado, o planejado."

Mesmo depois de superadas as etapas iniciais, a união dessas culturas diferentes pode ser uma potencial geradora de conflitos. "Nas famílias se criam alianças, sistemas de identificação dos filhos com os pais, por exemplo, e isso pode se tornar uma disputa de poder". É importante ter em mente que nenhuma cultura é superior a outra, para não criar um relacionamento desigual, um dos grandes problemas apontados por Sylvia.

O fim inesperado da história pode ser uma diferença de expectativas. "Muitas vezes o estrangeiro vem para o Brasil procurando um mulher submissa", comenta Sylvia. "A mulher, por outro lado, pode estar em busca do príncipe encantado por uma questão de baixa auto-estima." Quanto a isso, é preciso se manter em alerta. Malsucedidas ou não, as histórias de relacionamentos interculturais são possíveis. E, se por um lado existe a insegurança e o medo de não dar certo, de outro está a possibilidade de se envolver em um namoro enriquecedor, cheio de aprendizados e superações. E com chance de final
feliz.


POR CARLOS DIAS E DAYANNE MIKEVIS
FOTOS: DÁRCIO TUTAK



http://racabrasil.uol.com.br/edicoes/94/artigo13872-1.asp

quarta-feira, 6 de março de 2013

Marido gringo não dá status

Tem mulher que é doida pra arrumar um marido gringo e não importa de onde ele seja. Se a pessoa quiser encontrar, vá fundo! Procure em sites de casamentos confiáveis e decentes. Mas não saia ciscando nas ruas e na internet que você só vai se dar mal. Essas coisas acontecem, o amor acontece e a gente não escolhe a quem amar. Tudo acontece de forma natural seja pela internet, seja real.

Não me levem a mal quem pensa diferente, mas já vi mulher dizendo que vai aproveitar a copa pra arrumar marido inclusive em pesquisas aqui no blog. Só quero alertar que casar com estrangeiro não é sinônimo de status e vida boa. Pode parecer mas não é garantia de nada. Príncipe das arábias não existe. Sheik disponível por aí não existe. Indiano marajá não existe. E se existirem, já estão muito bem casados ou com uma prometida desde que nasceram.

Você pode encontrar um turista doido por diversão e te tratar como um objeto ou um pé de chinelo que veio de forma ilegal. Não adianta forçar amizade, simpatia e casamento. Quando é pra acontecer, acontece, seja com brasileiro ou estrangeiro. Não adianta correr atrás ou "aproveitar a Copa".

Casar com estrangeiro é embarcar numa mudança de 180º na sua vida. Não adianta, dificilmente você vai ser a mesma com seus hábitos e manias de sempre.  Você precisa se ajustar com as diferenças gritantes do seu parceiro e saber até onde conciliar a cultura dele com a sua. Não é fácil.

Você vai aprender a lidar com uma família totalmente diferente e que também te vê de uma forma diferente. Por mais que tenha amor e compreensão eles te enxergarão como uma estrangeira e consequentemente uma pessoa com costumes diferentes dos deles.

Eu digo que muitas mulheres vivem em gaiola de ouro. Tem tudo, roupas, perfumes, jóias mas não são livres, não tem felicidade. Vale a pena?

Muitas vezes a mulher precisa entrar de cabeça se quiser "ser aceita" na sociedade e família do amado. Mudar totalmente a forma de se vestir, mudar a alimentação, coisas da rotina como sair de casa sozinha ou não poder mais ter amigos homens, viver longe de casa, da família. Você praticamente será uma nômade. Vai viver um pouquinho no seu país, um pouquinho no dele. Às vezes você terá que abrir mão de tudo pra viver no país dele sem saber quando você virá para o Brasil visitar a família, terminar os estudos ou qualquer outra coisa.

Gente se envolver com homem de cultura diferente é arriscado. Jamais devemos aceitar situações que nos desfavoreçam. Em determinados países a mulher é abertamente tratada como burra, nunca faz nada direito, fútil. Não estou falando só da Ásia não, estou falando da Europa também. 

Veja algumas situações que para nós brasileiras é extremamente desconfortável e muitas vezes inaceitável. Isso é independente de religião ou qualquer rótulo. 

Assista esse vídeo que ridículo. O vídeo é de mentirinha, viu! Mas para eles essas cenas são engraçadas, é uma comédia na televisão. Não sei como, mas eles acham graça, imagine o que a maioria dos homens então pensam a respeito. 



Nesses 2  vídeos seguintes, a sogra não se conforma que a nora tem tempo para assistir tv e ela pergunta "quem vai limpar o chão? bla bla bla" e a nora a surpreende dizendo que está tudo limpinho porque agora ela usa a esponja Scotch- Brite. Ou seja muitas brasileiras não aceitariam isso de jeito nenhum e para os indianos é tão normal que é tema de anúncios publicitários.



A sogra vê a nora com tempo para brincar com as crianças e pergunta "quem vai limpar a cozinha??" A nora diz que já está tudo pronto com a ajuda de Scotch Brite

 Comercial de cerveja mostrando a delicadeza dos homens!




  Chocolate Nestle para homens.

Vídeos reais para mostrar que não depende de raça ou religião. Mas dá pra ver que ninguém faz nada, ninguém interfere. Em muitos países o marido tem total domínio sobre a mulher e já mostra logo "quem é que manda".




Não quero dizer que ninguém presta, se fosse assim eu não teria me casado! Mas eu me casei por amor e não para fazer campanha de indiano, ou tentar fazer inveja nas outras dizendo que ele é o melhor marido do mundo porque não é brasileiro. Isso vai do caráter do homem, e não da nacionalidade. Se o homem te ama de verdade e for uma pessoa responsável com certeza será o melhor marido do mundo.

Então fica o aviso. Não pense que casamento com estrangeiro vai te dar algum status.  Isso deve ser muito bem pensado e deve-se conhecer o parceiro muito bem, a personalidade dele, a criação que teve com a família, o relacionamento com os amigos, como ele trata as pessoas em geral e se há sentimento, se existe amor.  Se o homem te tratar como rainha vai depender dele. Mas se ele te maltratar em terras estrangeiras ou aqui mesmo seja por costume, seja por caráter, será uma decepção muito grande. Não caia em armadilhas em nome do ego. Não olhe para o passaporte. Olhe para o coração e deixe acontecer naturalmente.

Beijos!!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quando as metades não são iguais

Hoje consegui tempo, inspiração e um pouco de sossego pra escrever sobre algo muito comum entre os casais mas pouca gente gosta de tocar no assunto.

Se eu recomendo casamento entre diferentes culturas? Não recomendo. 

Não estou dizendo que tudo é assim ou assado, do jeito que escrevo aqui, mas quero deixar o meu ponto de vista.

Como eu digo, relacionamento não é manual  e nem tem bola de cristal. Mas uma coisa é importante parar pra pensar em quem se envolve pela internet: na personalidade do seu amor.
Ahh todos eles são carinhosos, românticos, afetuosos, amorosos, respeitam muito, religiosos, etc e tal...isso tudo nós já sabemos! A ladainha é a mesma e eu poderia ficar dias tecendo adjetivos para esses seres do outro lado do mundo. Sim, eles parecem alienígenas, vieram de outro mundo só para corresponder aos nossos corações aflitos e partidos. Parece que eles entendem a gente como nenhum outro poderia entender. Você vira para os outros e diz: "É ele!!" 

Ehhh eu também já disse isso! Mas e na hora que o amorzinho lindo da webcam chega e você vê o que é viver com ele todos os dias de sua vida? Eu pensava que seria fácil!!! Mas não é!! Pode ser pra uma ou outra, assim como também pode não ser. Não importa se a maioria é 100% feliz. O importante nesse caso é a exceção. E o que fazer se seu amor se enquadrar na exceção? Nós achamos que as diferenças culturais são toleráveis, mas com a convivência descobrimos detalhes da nossa personalidade que nem imaginávamos que poderíamos ter.

Tudo parece lindo, maravilhoso. Mas a vida não fica só no idioma e religião. É muito mais que isso. É uma pessoa de carne e osso. Alguém que tem um passado, tem um ponto de vista, teve uma criação totalmente diferente da sua. Alguém que também teve sonhos diferentes, talvez também nunca tenha  imaginado que um dia se casaria com uma estrangeira.

A gente sempre torce pra dar certo. Mas você já pensou no oposto? Se o cara tiver bafo, chulé, não tiver boa higiene. Se o príncipe virar sapo? Eu pensava nisso tudo antes de encontrar meu marido. Me programei para com jeitinho resolver esses probleminhas caso existissem. Graças a Deus não precisei disso, ele se cuida  muito, é cheiroso, vai ao dentista regularmente, etc.. porém tive que me ajustar a uma personalidade diferente da vida virtual que eu não imaginava que seria tão difícil de enfrentar. Não dá pra viver de romantismo 24 horas por dia, ninguém é assim, nem eu! O seu amor de internet não é um bichinho virtual daqueles que a gente dá comida, faz carinho e coloca pra dormir.

E nesse caso não importa o tempo de conversa. Eu por exemplo, conversei com meu marido por 3 anos na internet antes de nos conhecermos pessoalmente. Ele nunca mentiu nada, nadinha pra mim. Hoje vejo que tudo o que ele falou da vida dele sempre foi verdade. Porém até hoje tem coisas que ele me surpreende no quesito convivência, e eu também o surpreendo. Já tive momentos que me senti a mulher mais feliz do mundo, como já houveram momentos que pensei em jogar tudo para o alto.

Mas tem gente que cria uma imagem da pessoa e depois se decepciona com isso. Gente vamos enxergar a realidade. Não existe regra, não dá pra dizer que todos são ótimos maridos ou isso ou aquilo. Não posso dizer "são responsáveis" bla bla bla". Cada um é cada um.

Além do amor tem a personalidade. O romantismo existe, assim como existem os dias de impaciência, manias, superstições. Ele pode ser um homem rude, conservador, sistemático. E se isso acontecer? Você está preparada para lidar com isso? Casamento para eles é algo pra vida toda. Até o casal tomar uma decisão favorável para os dois, tal qual uma separação, o caminho poderá ser longo e espinhoso.

 Eu que nunca fui casada antes e sem filhos já precisei me transformar na Xena (denunciei minha idade agora rs) em determinadas situações, então aconselho você que tem filhos, ou alguém que dependa de você, a pensar 10 vezes mais antes de entrar de cabeça num relacionamento assim. É um tiro no escuro.

Vale a pena? Se você estiver preparada para amadurecer e não se iludir. Se você entender que príncipes não existem e perceber que já é hora de acordar do sonho de Cinderela. O que existe é um homem de carne e osso com muitas qualidades e também muitos defeitos.


 Estou sempre aqui com energias positivas pra vocês, mas também não quero tirar seus pés do chão!

Beijos!!








terça-feira, 23 de outubro de 2012

O que vem primeiro: Amor ou Profissão?


Mulheres lindas que estão apaixonadas! Li um texto muito interessante e pensei em repassá-lo a vocês. Importante pensar com carinho antes de largar tudo e ir ao encontro do amado. 
Forme-se antes, forme família depois
Família - Dinheiro = Desespero
Existem meninas que seguem a vida numa boa no país do amado, deixam estudos e trabalho aqui para se dedicarem apenas ao lar principalmente quando o marido tem condições financeiras. Acho lindo e um sonho a mulher poder se dedicar ao marido e filhos, mas nem sempre é tudo tão cor de rosa assim, principalmente com os homens das bandas de lá! Nós sabemos que a maioria deles são muito pobres e vivem sem o mínimo de conforto que estamos acostumadas aqui.
 Por isso é interessante pensar no outro lado da moeda e só a partir daí tomar uma decisão. Ou pelo menos ter um plano "B" caso você necessite voltar pro batente.



Muito me entristece saber que tantas mulheres da minha geração ainda se entregam ao casamento antes de terminar a faculdade, de ter uma profissão, de ter como principal fonte de renda o próprio trabalho. Tenho certeza de que não é por ingenuidade, toda nossa geração, de mulheres nascidas na década de 80, sabe muito bem que um relacionamento que começa assim em pleno 3° milênio tem tudo para dar errado. Acho que é mesmo uma mistura de ignorância com complexo de Cinderela.

Realização total
Assim como o homem, a mulher também precisa se sentir realizada em várias áreas de sua vida. A diferença em relação ao sexo masculino é que só na segunda metade do século XX nós pudemos colocar isso em prática sem sermos queimadas em fogueiras ou totalmente banidas da sociedade. Assim sendo, muitos homens ainda demonstram resistência para aceitar essa verdade. Em outros posts fiz referência a mais resistente e machista dessas alas: o alto clero da nossa santa e pecadora Igreja Católica Apostólica Romana, mas isso rende assunto para outros textos.
Quando a mulher, em pleno século XXI, abre mão de se realizar na vida social, acadêmica e/ou profissional com a ilusão de que a vida familiar irá realizá-la completamente, ela sabe que está tomando uma decisão radical e, provavelmente, muito mais emocional do que racional. Mas, se ela pudesse prever a frustação que isso lhe causará a médio e longo prazo, ela não apostaria tanto nesse conto de fadas.

Estudar é preciso, sempre
Casal apaixonado não sabe fazer conta e sempre se surpreende quando percebe que só com o que ganha não conseguirá pagar tudo o que planejara, mas o rombo é sempre maior quando só o homem trabalha. Se a mulher não está trabalhando, vai ter que trabalhar. Se ela não tiver curso superior é bem provável que só consiga algo do tipo balconista, recepcionista, estoquista, frentista, vendedora de shopping, atendente de lanchonete, operadora de telemarketing… resumindo: muito trabalho para pouco salário.
Não estou desmerecendo esses cargos, a maioria de nós começa a carreira profissional em um deles e por isso damos graças a Deus por ainda existirem profissões que não exigem curso superior completo. Por causa do mercado de trabalho disputado, é cada vez mais comum também nós, graduados, termos que aceitar empregos que só exigem nível médio para não ficarmos desocupados e sem nenhum tostão até surgir oportunidade em nossa área de formação. Porém, um emprego desses é muito pouco para uma mulher ou um homem que já assumiu o sacramento do matrimônio e, provavelmente, tem ou planeja ter filhos.
Nada impede que a mulher dê continuidade aos estudos depois de casada, mas dificilmente conseguirá fazer tudo aquilo que poderia ter feito quando era solteira, sem filhos e não tinha outra obrigação grave além de estudar. Geralmente, mulheres que param de estudar por causa do matrimônio e/ou da maternidade só voltam à sala de aula quando os filhos já terminaram o Ensino Médio, se voltam.
Se a mulher para de estudar antes de entrar na faculdade ou mesmo antes de terminar o Ensino Médio e volta para a escola depois de casada e/ou mãe de família, ela dificilmente conseguirá fazer o curso que queria na faculdade que queria, já que o tempo e a memória dedicada aos estudos não é a mesma da juventude. É provável que faça um curso pouco concorrido em uma faculdade que ela consiga pagar, mesmo que não se identifique com as disciplinas curriculares.
Isso sem falar na maioria das mulheres que, depois que param para se dedicar à família, jamais recuperam o ânimo de estudar.

Dinheiro + Família = Alegria
Como na maioria dos casamentos o homem é mais velho que a mulher, é de se esperar que ele tenha mais escolaridade, mais experiência profissional e… uma renda maior que a dela. Numa família cristã, ou em qualquer outra família fundamentada pelo amor, isso não deve ser motivo de desentendimento, já que num casal espera-se que um supra, dentre outras, as carências afetivas, sexuais e financeiras do outro.
O que não pode haver em nenhum dos esposos é comodismo. Independente de quem ganha mais e/ou tenha carreira mais estável, ambos devem continuar estudando para que possam crescer profissionalmente. Aqui não falo mais de graduação, porque isso é o mínimo que espero de um casal de noivos cristãos do 3° milênio. Falo agora de cursos de idiomas, cursos livres, pós-graduações e até mesmo outras graduações para casos específicos.

Tempo para os filhos
O argumento de que a mulher que estuda e trabalha fora não tem tempo para o esposo e os filhos, além de machista, é mais furado que peneira. Não é preciso ser psicólogo para perceber o quanto as crianças e os adolescentes que não passam o dia todo com os pais são menos mimados e egoístas; mais independentes, sociáveis e auto-confiantes. Tudo isso porque convivem mais com outros adultos - babá, avós, tios, professores - e com outras pessoas da mesma faixa etária - irmãos, primos e colegas. Pais que passam parte do dia longe dos filhos valorizam mais a presença deles e por isso se esforçam para tornar a convivência familiar muito mais intensa, eficaz e agradável.
Problemas entre pais e filhos por causa da aparente falta de tempo são, na verdade, causados pelo falta de maturidade e autoridade dos pais na administração do tempo. Ainda assim, problemas justificados pela "falta de convivência" costumam ser menos graves dos que os causados pelo "excesso" dela. Eu sei bem o que é isso por experiência própria. Quem lê meu blog com freqüência sabe do que estou falando, mas não vamos mudar de assunto agora.

A Cinderela e seu Príncipe Encantado
Uma mulher com complexo de Cinderela, ao se casar com o "príncipe", vai logo soltando: "Para quê vou continuar estudando e trabalhando se o salário dele(a) é o dobro do meu"? Além de ignorar o risco de frustração futura por ter jogado no lixo a oportunidade de se realizar profissionalmente, essa pessoa pensa que "o príncipe" é perfeito e imbatível: alguém que nunca perde o emprego, que nunca adoece, que jamais será aposentado por invalidez, que não vai morrer, que não vai me largar para ficar com outra…
É claro que quando nos unimos a alguém para constituir uma nova família não queremos pensar no pior. Não queremos, mas devemos. Afinal, estamos nos casando por amor com alguém de carne e osso, como nós. Essa pessoa que eu amo e que pode me sustentar hoje, amanhã pode precisar de ajuda e eu, por amor, vou ajudá-lo, mas vai ser muito mais fácil se quando isso ocorrer eu já estiver trabalhando e atualizada nos estudos.
Se algumas mulheres se acham a Cinderela, também existem homens que se submetem ao papel de Príncipe Encantado. Nos casos mais comuns, o "príncipe" não incentivam a mulher a se realizar profissionalmente. Nos casos mais graves, ele proíbe ela de se dedicar a qualquer coisa que não seja para a família e dentro do lar.

Conseqüências na vida sexual
O que esse homem não sabe é que as mulheres que são exclusivamente donas-de-casa são as que têm maior probabilidade de se tornarem frígidas. Como só vive para o marido e para os filhos, a dona-de-casa perde, com o tempo, o gosto de se arrumar, de comprar roupas novas, de se maquiar, de se perfumar. Se não há capricho com a própria aparência, não há elogios. Sem elogios não há auto-estima. Sem auto-estima não há sexo.
Mas o caminho da dona-de-casa para a frigidez pode ser ainda mais curto, já que ela pode perder a auto-estima só de pensar na disparidade entre o que sonhava ser na juventude e o que realmente se tornou por ter se precipitado ao assumir os papéis de esposa e mãe.
Se há frigidez nas mulheres, os homens não estão isentos. Porém, nos homens a queda de libido e as disfunções eréteis são causadas principalmente por estresse, geralmente conseqüência da sobrecarga de muitos anos como único provedor da família.
Fonte: HTMHelen

Agora, a minha opinião! hehe

É claro que você é quem toma a sua própria decisão e sabe o que é melhor!





Beijosss