Se eu te disser que a mulher árabe, indiana, paquistanesa tem seu papel importante na sociedade você acredita?
Se eu te disser que países ricos do Golfo proporcionam uma vida maravilhosa para as mulheres você acredita?
E que a mulher indiana, paquistanesa, árabe em geral são livres e felizes com todo o sistema patriarcal?
Vamos parar de tapar o sol com a peneira, por favor! A gente sabe que até no Brasil é difícil, o que dirá países Asiáticos e Oriente Médio?
Cansei de ver mulheres justificando as limitações dadas às mulheres com a história de que o homem é o provedor, o homem é o protetor, as mulheres devem ser protegidas etc e tal.
Eu já cheguei a pensar isso um dia, já acreditei nessa ladainha de brasileiras que passam esse sermão para as outras. Mas gente, não existe essa coisa de provedor, isso é machismo. Tem países que a mulher não pode trabalhar, e a brasileira acha que todas as mulheres de determinado país são felizes assim.
Você já sentou um dia com uma mulher oriental e a escutou de fato? Ela teve coragem de se abrir com você? Eu já, e sempre ouvi que elas queriam terminar os estudos antes de casar, ou gostariam de estar trabalhando nesse momento. Elas vêem nós ocidentais que trabalhamos, estudamos e cuidamos da casa como mulheres fortes, independentes. Não sabemos mas somos um exemplo para muitas.
Não se acomode com o comodismo dos outros. Não se norteie pelo fato de que todo mundo que vive de um jeito sem reclamar, é o jeito certo.
Já que aqui posso manifestar tudo o que sinto sem invadir o espaço alheio, deixo aqui minha indignação com as brasileiras que protegem sistemas patriarcais e machistas.
Não se iludam com contos de deslumbradas, porque quem é deslumbrada não se importa em expor as outras pessoas em riscos.
A pessoa sincera vai te alertar dos prós e contras sempre. Quem só enfeita a realidade sem mostrar o lado negativo de uma outra cultura o faz porque vive ou viveu uma ilusão. A verdade é sempre mais amarga do que a mentira, isso é fato. Então desconfio de quem só aparece com palavras doces.
Mulher feliz é aquela que tem vontade de colocar um batom colorido e mostrar para as amigas. É aquela que compra o salto mais alto que tem na loja e não se preocupa como o barulho que faz ao andar. É aquela que gosta de ouvir música bem alto e canta mesmo sem saber a letra. É aquela que tem vontade de sair com os cabelos molhados e os deixa secar ao vento. É aquela que sabe ser doce e também sabe ser guerreira. A mulher feliz é aquela que vai para onde quer, estuda o que quer, trabalha no que quer. Discute política, futebol, religião. É aquela mulher que onde chega ilumina com a sua energia. Não se preocupa com os outros, tem amigas e amigos, dirige, vota, escolhe se quer casar ou não, se quer ter filhos ou não. O que você acha besteira, muitas não tem nada disso.
Quando a pessoa é ela mesma ela é feliz. Tudo isso que nós somos ou almejamos ser , as mulheres de culturas patriarcais sonham em ser também. Muitas não são porque não podem ou são peixes dentro do aquário doutrinadas a não gostarem do nosso estilo de viver.
Nós lutamos para chegar até aqui e fico triste quando vejo mulheres regredindo, achando que aquelas que abrem mão de tudo isso estão certas. Vejo brasileiras que confundem luxo com felicidade, conforto com liberdade. Se escondem atrás das peneiras, atrás da tela de computador, ilustram uma vida perfeita e não dizem o que realmente sentem.
Principalmente nos países do Golfo existe um ditado entre os homens: " Mulher gosta de dinheiro". Não sou que que digo isso, são os homens que acham que uma mulher é feliz com bens materiais e não precisa de carinho, amor, respeito. Mais uma vez digo aqui: GAIOLA DE OURO.
Já vi gente dizer que a mulher fica do lado de fora de um restaurante porque é superior. País que faz isso com uma mulher não merece nossa admiração. Não tem nada de superior nisso, pois coloca a mulher no mesmo nível de um cachorro que fica do lado de fora de um açougue esperando por um osso. Vamos ser realistas.
Que brasileiras são essas, que defendem um sistema desse?
Até mesmo meu esposo um dia me disse, que a mulher oriental sofre muito com a pressão da sociedade e aqui no Ocidente ele viu como o nosso estilo de viver é melhor. Ao mesmo tempo que a mulher oriental é feliz porque tem sua família, tempo para cuidar da casa e filhos tem uma cobrança maior da sociedade. Se hoje tenho minha profissão é porque meu marido me apoiou e por isso eu digo que é fundamental a mulher viver numa sociedade que a faça progredir. Infelizmente vejo brasileiras defendendo o contrário como se fosse a coisa mais natural do mundo uma sociedade que não deixa a mulher escolher a profissão.
Não compartilho preceitos contra nossos ideiais, nossa independência, nossa liberdade. Não é porque seguimos uma cultura que devemos abaixar a cabeça para tudo. Não é porque seguimos determinada cultura que precisamos fingir que tudo é lindo e não nos incomodamos com nada.
Tem brasileiras que ao entrar em contato com outra cultura precisam mostrar que são foda, que são superiores, cabeça aberta para o mundo, que nunca tiveram problemas culturais, sempre passaram pelas melhores experiências do mundo e nós ocidentais somos errados e temos uma visão errada e tendenciosa. Não aceitam nenhuma crítica e tudo é perfeito..do jeito delas.
Não espere isso de mim. Não tenho a pretensão de provar que a cultura oriental é perfeita, muito menos que nós ocidentais somos os burros alienados.
Existem coisas horríveis no Oriente? sim existem. Tem a parte ruim? Claro que tem. E o que eu posso fazer para mudar isso? Nada. Adianta eu ficar com historinha e tentar provar o contrário para alguém? Não.
Existem culturas mais fechadas do que a indiana e se a indiana já é difícil imagine as outras. Não se iludam, nós mulheres não precisamos de provedores e nem guardiões. Merecemos amor, carinho, respeito, direitos. Trabalhadores também não precisam de guardiões. Trabalhadores precisam de direitos e que eles sejam respeitados.
Não concordo quando vejo brasileiras enfeitarem uma realidade que muitas mulheres da Ásia e Oriente Médio precisam enfrentar caladas.
Existe uma grande diferença entre adaptação e idolatria de uma cultura. Não é porque sigo uma cultura que preciso puxar-saco dela. Acho que muitas mulheres perdem a razão quando passam a puxar-saco de outra cultura sem defender a própria.Vamos parar de defender essa ideia de que o homem é provedor e a mulher precisa depender dele até para comprar uma bala, ou que ela pode fazer tudo desde que ninguém veja o sorriso ou a lágrima por detrás de um manto.
Sejamos tolerantes mas não ignorantes.
Abraços
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
domingo, 25 de setembro de 2016
Mulheres que escolheram a Índia para viver
São muitas as estrangeiras (além das brasileiras) que decidem viver na Índia com seus maridos indianos. Muitas americanas, australianas, europeias, latinas também fazem essa escolha. Cada pessoa tem uma razão para viver na Índia e parece que elas acertaram na decisão. Coloquei dois vídeos que mostram o estilo de vida das estrangeiras que decidiram viver na Índia.
Lauren, saiu de UK e vive na Índia com o marido.
Sharell Cook, deixou a Austrália para viver na Índia desde 2005. Ela tinha um blog onde contava sua experiência e casamento, mas hoje mudou o foco da vida pessoal para o trabalho e abriu sua agência de viagens na Índia.
Leia a história dela aqui: http://engagingwomen.com.au/good-things/i-re-invented-my-life-after-a-crisis-moved-to-india-and-found-love/
Maya, peruana e vive na Índia com o marido e filhos do casal.
Precisamos acabar com o estereótipo de que aqueles que optaram por viver na Índia estão levando uma vida difícil. Não importa de qual país a esposa seja, se o marido tem uma vida confortável na Índia eles tem todo o direito de viver lá e se a mulher trabalha fora é porque o marido sabe que a esposa ocidental foi educada de uma maneira diferente e isso faz parte da cultura dela. Nós mulheres ocidentais temos outro ritmo de vida, que atire a primeira pedra aquela que sempre trabalhou fora e quando se tornou do lar sentiu uma pontinha de arrependimento por ter deixado o trabalho. Com o tempo se acostuma, mas é difícil ou não é deixar de trabalhar fora? Não julgue aquelas que vivem na Índia e trabalham fora, assim como aquelas se deixaram seus empregos e hoje são do lar. Cada um sabe de si.
Abraços
terça-feira, 6 de setembro de 2016
É verdade que a mulher indiana não pode dizer nome do marido?
Porque as indianas não podem dizer o nome de seus
maridos?
Pergunta: Após a cerimonia de casamento, as mulheres
se reúnem na sala e a noiva grita varias vezes o nome do noivo bem alto.
No
dia seguinte ao casamento,e os outros restantes de sua vida,nunca mais poderá
dizer o nome do marido em público,é considerado uma ofensa.Porque?
A
resposta que vi na internet:
"O
casamento na Índia é sagrado, e marido e mulher se tratam da maneira mais
cerimoniosa possível em público. Portanto, não é permitido que se toquem na
frente dos outros, e a mulher sequer pode falar o nome
do marido na frente dele. Geralmente, chama-o de pai. Nas regras hindus,
a mulher deve ficar mais reservada e andar sempre atrás
do marido. No quarto, o marido dorme no lado
direito da cama e a mulher, no esquerdo".
Minha resposta:
Destaquei em vermelho os pontos que pretendo explanar.
Dizem que a mulher não pode falar o nome do marido mas isso não se confunde com proibição. A mulher não é proibida. O que falta aqui é procurar entender melhor a forma que os indianos vivem e se relacionam entre si. Eu, por exemplo, não digo o nome do meu marido porque na cultura indiana é falta de respeito chamar as pessoas pelo nome e isso não se aplica somente ao marido.
E como isso funciona?
Vamos à explicação:
Primeiro: os indianos não chamam a pessoas mais velhas pelo nome. Até
mesmo entre os amigos da mesma idade
isso ocorre, os homens se chamam de bhai , bhaji quando o amigo ou
cunhado é mais velho, ou por algum apelido de família dependendo do grau de intimidade e idade.
Exemplos:
Um senhor com turbante ou marido = sardar;
Pai = papa
Mãe = mommy ji
Tia materna =
massi
Tio = mama ou cha cha
Irmã, amiga = didi
Esposa do amigo ou do irmão = bhabi que significa cunhada
Amigo = bhai, bhaji
etc etc etc !!!
Então isso não se aplica apenas ao marido, não é uma
proibição, é apenas um costume e forma de dar respeito. Da mesma forma que os
americanos, por exemplo, gostam de ser chamados pelo sobrenome e nós brasileiros usamos senhor, senhora, dona etc .
Segundo: dizer que as esposas chamam o marido de "pai"
não é no sentido pai e filha, não misturem as coisas. A pessoa pode ter lido ou
visto essa informação em algum lugar mas não significa que seja regra. Os filhos
chamam o pai de "papa" que significa pai, mas essa é uma forma
carinhosa da esposa de se referir ao marido que agora é pai dos filhos dela.
Não tem nada a ver com o tratamento entre marido e mulher. É como as mães falam
com os filhos aqui no Brasil por exemplo, "avise o "pai" que o
almoço está pronto".
Alguns indianos chamam os pais dos amigos de papa ou mommy
também.
Terceiro: em público os mais jovens chamam os mais velhos
carinhosamente de uncle e aunt que em português significa Tio e Tia. Então é
comum você ver um rapaz de 30 anos chamar um senhor de 60 anos de uncle (tio).
Se no Brasil nós dizemos Senhor ou Senhora para nos dirigirmos a alguém, na
Índia é comum Tio e Tia.
No meu caso, ninguém me chama pelo nome. Eles me chamam de
bhabi que significa cunhada. Todos os amigos e amigas de meu marido me chamam
assim. Porém os mais velhos podem me chamar pelo nome se assim
preferirem.
Vale lembrar que a Índia tem muitos idiomas, então as formas de tratamento mudam de um idioma para outro.
Vale lembrar que a Índia tem muitos idiomas, então as formas de tratamento mudam de um idioma para outro.
(É só você assistir bastante filme punjabi e de Bollywod que
vai entender como isso funciona).
Conclusão: não se trata de uma proibição, mas em grande parte da cultura indiana principalmente no norte da Índia é falta de educação chamar as pessoas pelo nome, porque os indianos tem muitas formalidades para se dirigirem uns aos outros. Caso seja necessário, eles usam a palavra Ji no final, que significa respeito. Por exemplo, Ravi Ji, uncle ji, sardar ji..
Sobre a questão da mulher andar sempre atrás do marido não é
algo imposto, na cultura indiana não é costume dos casais andarem de mãos dadas
ou abraçados em público.
Outro ponto que gostaria de falar é sobre o lado de dormir
na cama. Nem preciso dizer que isso é lenda, afinal quem está lá para confirmar
se todo mundo dorme assim? Cada casal tem seu próprio jeito de viver.
Um feliz natal a todos!!
Abraços!
Obs: Republiquei o texto porque a primeira versão desse post teve a formatação alterada (não sei como isso aconteceu) dificultando a leitura e a única solução foi essa.
Photo courtesy of imagesbuddy.com
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Ministro da Índia pede que turistas não usem saias
A declaração de Manesh Sharma está dando o que falar. Além disso, turistas receberão um "kit de boas vindas" nos aeroportos sobre o que deve ou não deve fazer ao visitar a Índia.
"Para sua própria segurança, as turistas mulheres não deveriam usar vestidos curtos e saias. A cultura indiana é diferente da ocidental", afirmou.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/ministro-indiano-cria-polemica-ao-pedir-para-turistas-nao-usarem-saias.html
http://www.bbc.com/news/world-asia-india-37212219
http://edition.cnn.com/2016/08/29/asia/india-skirt-safety-advice-women-trnd/
Eu penso "em Roma, faça como os romanos". Mas será que a roupa faz diferença na hora do assédio?
Abraços
"Para sua própria segurança, as turistas mulheres não deveriam usar vestidos curtos e saias. A cultura indiana é diferente da ocidental", afirmou.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/ministro-indiano-cria-polemica-ao-pedir-para-turistas-nao-usarem-saias.html
http://www.bbc.com/news/world-asia-india-37212219
http://edition.cnn.com/2016/08/29/asia/india-skirt-safety-advice-women-trnd/
Eu penso "em Roma, faça como os romanos". Mas será que a roupa faz diferença na hora do assédio?
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| India |
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| India |
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| Marrocos |
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| Marrocos |
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Quando a noiva indiana deixa a casa dos pais
Quando a noiva vai para a casa do marido, ela se despede dos pais, de todo o resto da família e amigos. Todo mundo faz cara de velório, é a parte triste de um casamento indiano.
Eu não entendia esse sentimento até isso acontecer com uma indiana que conheço. Confesso que eu achava um exagero chorar no dia de um casamento, afinal deveria ser um dia feliz para a noiva e seus familiares. Mesmo sabendo que isso acontece porque depois de casada a mulher passa a fazer parte da família do marido ainda achava que se tratava de um choro simbólico. Mas não é.
Na cultura indiana, a noiva deixa a casa dos pais e passa a viver de acordo com os gostos dos sogros e esposo. Hábitos, alimentação e até vestimentas são de acordo com a família do marido. Ela deve deixar tudo para trás, e passa a usar tudo novo, até mesmo roupas.
A vida de casada e as ocupações diárias acabam afastando a noiva dos pais. A partir do casamento, a prioridade é a família do marido. Alguém deve pensar: "e quando os pais precisam de ajuda e cuidados na velhice?" A resposta é: quem cuidará disso será a nora deles, pois quase toda a família indiana tem no mínimo um filho homem então a esposa desse filho que cuidará deles. E fica um círculo. A filha deles vai para outra casa, e a filha de alguém vem para a casa deles.
Antes eu não entendia a choradeira de um casamento indiano mas quando recebi a notícia de que uma jovem da família se casou fiquei sem chão. Incrível como passei a entender esse sentimento de alegria e tristeza que um casamento indiano proporciona. Eu me lembro dela quando pedia para falar comigo e dizia ao telefone "bhabi, namaste" com aquela voz doce de uma adolescente que sonhava em ser aeromoça. Lembro que cheguei a enviar a ela um bichinho de pelúcia pelo correio pois para mim ela era uma querida. O tempo passou e quando atingiu 20 anos de idade o casamento aconteceu. Agora ela está com a família do marido e só Deus sabe quando entraremos em contato. A sensação que tive foi de que a tiraram de mim, a levaram embora porque quando a conheci ela ainda era criança e porque eu sei que a partir de agora nada será como antes, ela não vai mais entrar em contato comigo, não dá mais para ligar e pedir para falar com ela. Não sei quando entraremos em contato novamente. E isso acontece com muitas famílias indianas, são poucas as moças que mantém contato frequente com a família, a maioria corta os laços e tem encontros esporádicos.
Foi uma sensação diferente nada parecida com a notícia de um casamento ocidental. Dessa vez senti um nó no peito pois senti na pele o que é passar por isso. Entendi o que se passa com uma família indiana ao ver a noiva partir, é um sentimento diferente, você deseja o melhor e toda a felicidade do mundo e ao mesmo tempo você precisa lidar com o sentimento de ver a pessoa sair de casa e cortar laços com você.
Estou aqui pensando, antes eu achava um exagero e drama desnecessário chorar no casamento indiano, mas hoje vejo de outra forma.
Mas a vida é assim, não dá para manter ninguém grudado na gente, toda pessoa precisa seguir seu destino e o que podemos fazer é desejar felicidade. E não inventaram nada melhor do que a felicidade.
Abraços!!
Mas a vida é assim, não dá para manter ninguém grudado na gente, toda pessoa precisa seguir seu destino e o que podemos fazer é desejar felicidade. E não inventaram nada melhor do que a felicidade.
Abraços!!
quinta-feira, 21 de abril de 2016
"7 razões para não se casar com uma indiana"
Muitas mulheres ocidentais que se relacionam com indianos reclamam da forma que a indiana é exaltada como a melhor esposa, a melhor filha, a melhor em tudo. Sinto que em nome dos costumes e das tradições muitas pessoas são ensinadas a ver a mulher indiana como a esposa ideal, as pessoas crescem com essa visão na televisão, nos filmes e dentro de casa. Isso fortalece a ideia de que o casamento arranjado entre pessoas da mesma cultura e mesma casta são mais promissores e um homem que se arrisca a escolher uma esposa fora dos padrões da mulher ideal joga sua felicidade ao vento. Pelo menos é assim que vejo.
Pelo fato de eu não ser indiana, a primeira coisa que perguntam é se eu sei fazer chapati. É claro que no início eu não sabia, e eu via o semblante de pena que faziam para meu marido, como se ele fosse passar fome. O chapati é o alimento mais básico das casas indianas, então imagine o que pensam de uma mulher que não sabe fazer chapati, resumindo, o que pensam da firangi.
Senti melhor essa comparação quando recebi indianos em casa e eles (tanto os homens quanto as mulheres) ficaram surpresos ao ver tudo limpo e a forma que cuido da casa, como se não estivessem esperando por limpeza e organização. Dias atrás assisti um vídeo de uma peruana que mora na Índia e ela comentou a mesma coisa, a surpresa que os indianos tem ao ver que ela também sabe cuidar da casa e manter tudo limpo mesmo não sendo indiana.
Senti melhor essa comparação quando recebi indianos em casa e eles (tanto os homens quanto as mulheres) ficaram surpresos ao ver tudo limpo e a forma que cuido da casa, como se não estivessem esperando por limpeza e organização. Dias atrás assisti um vídeo de uma peruana que mora na Índia e ela comentou a mesma coisa, a surpresa que os indianos tem ao ver que ela também sabe cuidar da casa e manter tudo limpo mesmo não sendo indiana.
Eu não os culpo, muitos deles cresceram assim com esse pensamento de que a mulher indiana é a melhor, acho que é cultural. De certa forma, nós também exaltamos qualidades da mulher brasileira como a mulher guerreira, batalhadora.
Hoje não vou falar do meu ponto de vista. Vou mostrar de maneira sucinta como eles pensam em relação a esposa indiana, ou melhor, como os meios de comunicação gostam de fortalecer essa ideia nas pessoas. O texto original está em inglês, então fiz uma tradução para facilitar.
"7 razões para não se casar com uma mulher indiana
Um país de 1,2 bilhão de pessoas entre as quais 48,2% são mulheres, sabemos muito bem generalizar. Mas as mulheres indianas são absolutamente excepcionais, e listamos as top 7 razões para você não se casar com uma mulher indiana. Mesmo se acontecer de você ser um homem indiano.
1. Ela é linda
Sim, nós já dissemos isso. Com kajal, pele parda e cabelo lindo, é difícil não ficar distraído. E ela vai chamar mais atenção do que você. Só pra lembrar.
2. Ela é muito colorida
Não queremos dizer que ela ama Holi, ou que ela só gosta de cor em sua vida. Ela ama a cor em sua vida. Com tudo o que ela faz, sua vida nunca deixará de ser colorida. Nas roupas que ela usa, na forma como ela decora sua casa, e na maneira como ela vive a sua vida.
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3. Ela ama sua família
Se você se casar com uma mulher indiana, você se casará com sua família. Embora a tradição diga que ela deixa sua família quando ela se casa com você, na verdade ela não deixou para trás. Sua família é sua vida.
4. Ela é provavelmente mais forte do que você
Não queremos dizer no sentido físico, embora é claro, podem haver algumas mulheres mais fortes do que você. Mas falamos daquelas que a cada hora de sua vida lutam contra uma sociedade machista; quando a partir do momento em que sai de sua casa está lutando uma batalha; está lutando contra assédios, humilhações em público, os homens que pensam que você é uma motorista horrível só porque você é uma mulher e muito mais; quando você luta todos estes dia, você se torna uma pessoa forte.
Aquela que é definitivamente mais forte e mais corajosa do que você.
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5. Ela é independente
A mulher indiana moderna é mais educada, viajada e atualizada do que 30 anos atrás. Você provavelmente estava esperando uma senhora indiana submissa que não tem outro interesse do que ficar em casa e cozinhar e limpar para você.
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6. Ela está ocupada em construir uma carreira
E as chances são de que ela ganhe tanto quanto você.
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7. Ela é apaixonada
Tendo crescido em uma rotina de dramas indianos, você vai descobrir que ela é apaixonada além da dose diária recomendada. Agora você sabe. Não nos diga que não foi avisado. Se você tem mais razões pelas quais você não deve se casar com uma mulher indiana, nós adoraríamos ouvi-lo nos comentários abaixo!"
![]() |
| onehdwallpaper.com |
Fonte - www.floh.in
http://timesofindia.indiatimes.com/life-style/relationships/man-woman/7-reasons-not-to-marry-an-Indian-woman/articleshow/46231223.cms
Abraços!!
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Itamaraty - Mulheres em Viagens ao Exterior
Informações importantes, leia com atenção antes de se mudar para outros países : http://www.portalconsular.mre.gov.br/antes-de-viajar-1/mulheres-em-viagens-ao-exterior
Texto completo aqui: http://www.portalconsular.mre.gov.br/antes-de-viajar-1/mulheres-em-viagens-ao-exterior
Abraços!
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Comentário no blog
Eu li um comentário no post "Amor Indiano" que não merece ficar escondido e nos ajuda a entender muitas coisas, afinal, nada melhor do que relatos de quem já teve ou tem um amor indiano virtual. Cada pessoa tem uma experiência e assim como divido a minha, gosto quando alguém opina e divide a experiência dela.
(Me desculpem se eu ainda não respondi algum comentário, como são muitos e muitas histórias, acabei não dando conta, mas responderei um a um com carinho). Beijos
![]() |
| Foto do google |
- " Abstrakter Sei que meu comentário vai ser um grande balde de água fria pra muita gente mas é que eu não consigo mais ler essas histórias sem deixar de ponderar algumas questões. Meninas, tomem MUITO, mas MUITO CUIDADO com esses caras. Eu tenho lido milhares de comentários em blogs de mulheres que estão se apaixonando perdidamente por eles num estalar de dedos, muitas inclusive até sem tê-los visto, acreditando pura e simplesmente nas palavras deles. E mesmo assim, ver o cara e a família dele não garante nada. A única coisa que eu vos peço encarecidamente é: prestem muita atenção se o que vocês estão sentindo não é só um momento de carência, solidão, coisa que qualquer ser humano tá passível de ter. Saibamos separar as coisas. Isso não tem nada a ver com amor!! Antes de amarmos qualquer pessoa temos que fazer um trabalho de auto-análise pra vermos se estamos em dia com nós mesmas. É um trabalho penoso, dói construir e manter o amor próprio, mas só assim é que vamos estar mais seguras pra gostar de alguém. Vocês já sabem como são os homens, quando não tão pensando merda estão fazendo merda, não interessa o lugar onde nasceram. A diferença de um pro outro tá basicamente na capacidade de manipulação, coisa que a maioria dos indianos, paquistaneses etc. faz com maestria. Sei que muitas vão achar ruim por eu falar isso e vão persistir acreditando na exceção, que nada mais é do que crer no mito do príncipe encantado. Gente, é duro, mas infelizmente exceções nunca fizeram a regra. Eu mesma já tive uma paixão platônica por um paquistanês há uns oitos anos atrás (eu tinha uns 19 anos) e sofri que nem uma condenada. A princípio tentei resistir em não gostar dele, não acreditava em amores de internet, mas o sentimento acabou em debandada. Ele não me pedia dinheiro nem sexo, mas é que era divertido brincar comigo enquanto a “prometida” não vinha, se é que ela já não existia. Quando não querem sexo ou dinheiro tu vai cair na categoria do “brinquedinho”, porque pra homem é divertido brincar com mulheres.ResponderExcluir
- 13 de maio de 2015 10:04
[continuando...]ResponderExcluir
Eles sabem ser encantadores. Sabem falar exatamente tudo aquilo que você gostaria de ouvir e não ouviria de um brasileiro. O feitiço deles é justamente esse. E o perfil das “vítimas” costuma ser bem variado, indo de mulheres novas e inocentes às calejadas, das que não estão felizes no relacionamento ou não estão bem emocionalmente, das que se sentem sozinhas etc. Você acaba se rendendo aos encantos do sujeito sem perceber.
Uns dois meses atrás conheci um indiano por um chat, uma gracinha, tanto de atitude quanto de aparência, daqueles que adora dar uma de perfeitinho, ser o “impressionável”, super amável. Estávamos conversando com certa frequência pelo skype e quase que diariamente no whatsapp, nem que fosse só um “bom dia”. Agora nosso contato ta mais reduzido, tenho preferido não dar muita confiança, não responder a alguns “bonsdias” dele, portanto o leve encanto que eu senti por ele já ta se dissipando rsrs. A única coisa que temos é amizade e isso foi deixado bem claro um pro outro. Vez ou outra ainda escapa uns flertes, mas é coisa pra ser levada na brincadeira, nada além disso. Se ele é bem intencionado, eu não sei, não meto a minha mão no fogo nem morta. Meu encantamento pelas pessoas e pelas coisas em geral pode até existir, mas sempre disputará espaço com a minha desconfiança, que não é nada baixa. Sempre. É um bocado difícil me convencer. Eu preciso de consistência em tudo o que eu me envolvo, me sinto muito desconfortável quando me pego “sonhando demais”, ainda que a sensação seja boa. Posso até ter perdido algumas boas oportunidades na vida por ser assim, mas ta no sangue, não tem jeito. Não me sinto bem de outra forma. Pra quem acredita em astrologia, o virgem ascendente em escorpião grita alto em mim rsrs, mas isso não vem ao caso.
Portanto, meninas, prestem muita atenção no buraco sem fundo que vocês podem se meter. O mundo tem seu lado belo, mas também tem seu lado obscuro e lidar com ele nunca foi fácil. É bom tomar conhecimento de casos que deram certo, mas não deixemos de ouvir todos os alertas de quem já viveu experiências profundamente traumáticas com isso e esse é o caso da maioria, infelizmente. Sejamos realistas. Ainda que existam chances de um relacionamento desses dar certo, lembremos que elas são ínfimas. Os caras não têm hábito de namorar antes de casar, a maioria esmagadora vai acabar se casando com alguém de dentro da cultura deles e nós já sabemos qual é a visão deles a respeito da mulher ocidental. Logo, quais são as chances de estarem brincando com a nossa cara? Gigantescas. Conversem e tudo mais, mas com distanciamento emocional sempre que possível. Não confiem cegamente, por favor. Também devemos lembrar que se já é difícil a gente aguentar e lutar contra o machismo dos homens da nossa cultura, imagine a dificuldade de ter que se adaptar do zero ao machismo de uma cultura totalmente diferente da nossa. Quando digo “adaptar” não é no sentido de aceitar, mas de se ver na impotência de lutar contra isso, porque se aqui você já desenvolveu suas artimanhas pra escapar dos machismos diários, lá você terá que desenvolver outras. É muito bonita a ideia de que “o amor não vê fronteiras”, mas na prática a história é outra. A grande maioria está apenas se divertindo conosco, sim. A grande maioria vai querer apenas o teu corpo sim, mesmo que isso demore pra ser demonstrado. A manipulação psicológica existe pra isso, pra dominar sem que nos demos conta disso. Sim, isso é duro, mas temos que acreditar mais em nós mesmas antes de acreditarmos nas pessoas.
[última parte]
Não acreditem meramente em palavras e em atitudes que não provam nada; aquelas atitudes que a princípio parecem concretas, mas acabam dando vazão pro cara ser irresponsável. Enxerguem além das aparências sempre e sempre. Desconfie de pedidos invasivos. Desconfie se o cara for reservado demais e não falar muito sobre a vida e querer saber demais da sua. Não precisa demonstrar que está desconfiada, seja estratégica. Vai dando corda dum jeito que ele sinta confiança e te conte as coisas, sempre mencionando que ele já sabe o bastante de você e que “agora é a vez dele”. Pressão de vez em quando também não faz mal a ninguém. Por vezes temos medo de “pressionar demais” o cara e ele acabar fugindo, mas eu penso que se fugiu é porque tem algo a esconder e aí o tal “amor” não era o bastante... Eles se sentem naturalmente no direito de nos pressionar em tudo, mas escapam a qualquer mínimo de pressão que nós fazemos... Também não deixe que eles tomem lugar prioritário em vossas vidas. É bom lembrar das pessoas próximas que sentimos segurança pra amar, das nossas diversas ocupações diárias. Eles que venham depois rs. Não é egoísmo, é aprender a tomar as rédeas da própria vida. Se não pensamos por nós ninguém mais vai pensar.
Já me apaixonei algumas vezes pela internet, inclusive tive um relacionamento à distância por quase cinco anos, eu em BH e ele no Rio. Nos víamos com a frequência inferior à que gostaríamos na época, mas era o que tinha para o momento. Foi difícil, muita cobrança e eu não tava feliz com isso, mas teve lá seus momentos bons. Enfim, pude aprender um pouco com o meu passado e tento aplicar ao presente, por mais que eu reconheça que ainda posso vir a repetir alguns erros...
Bom, por fim, peço desculpas ao texto gigantesco que escrevi. Star, obrigada pela dedicação que tem prestado ao seu blog, que descobri por acaso buscando informações no Google sobre indianos rsrs. As informações são muito valiosas e logo se vê que você que você escreve as coisas com amor e boa vontade. Tenho muito interesse nesses assuntos. Vou continuar te acompanhando e qualquer dia desses entro em contato convosco via e-mail :)
Pessoas, pode até ser clichê, mas é algo que pude constatar como verdade. O jardim das delícias ta é dentro da gente. Isso significa que, uma vez cultivado, ele se desenvolverá de dentro pra fora. Lá é o único lugar do universo que existe paz de verdade. Cuidem com carinho do interior de vocês, sempre e sempre.
Muita paz e discernimento pra todas nós <3
Beijo grande! "
Abraços!!
quarta-feira, 18 de março de 2015
O Filho Homem
Há muito tempo recebi uma sugestão de uma leitora para que eu escrevesse sobre o aborto provocado de bebês do sexo feminino (feticídio feminino) na Índia. Infelizmente não é uma prática só na Índia, pois a China e Coréia do Sul também estão entre os países que mais praticam essa atrocidade a qual vem se espalhando atingindo a população do Leste Europeu. O Punjab é o Estado que mais sofre com os resultados disso, onde o número de mulheres é fortemente desproporcional ao número de homens.
Coloquei um vídeo abaixo, peço que assistam.
Coloquei um vídeo abaixo, peço que assistam.
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| www.pinterest.com |
Para mim esse vídeo foi chocante, um dos poucos com riqueza de detalhes nas entrevistas, sofrimento contido dessas mulheres, que não tiveram direito a voz numa sociedade onde o homem pode mais.
Inúmeras campanhas são feitas na Índia para "salvar as meninas", incluindo no Estado de Punjab o qual tem em seu folclore uma festa anual chamada "Lohri", que celebra a chegada do filho homem. São festas que as famílias gastam muito dinheiro (tanto quanto gastam para um casamento) onde as mulheres vestem suas melhores roupas e joias para anunciar o nascimento de um menino que é tratado como um Marajá, bem diferente de quando nasce uma menina.
Veja como é uma festa para o filho homem:
Atualmente algumas famílias ricas e que moram fora da Índia já começam a celebrar o Lohri também para as meninas ("Save The Girl Child" e "Lohri For Her") apesar da preferência pelo filho homem perpetuar..mas...já é um começo como nos vídeos abaixo:
Campanha do Gorverno
Abraços!
sábado, 11 de outubro de 2014
Dia de Jejum - Happy Karwa Chauth!
Hoje é um dia muito especial para as mulheres casadas que seguem a cultura indiana. Hoje as mulheres celebram o Karwa Chauth, que é o jejum para o marido, para ele ter vida longa e saúde. Já falei sobre isso anteriormente, mas não gostaria de deixar passar em branco aqui no blog.
Ano passado foi muito difícil manter jejum de comida e água até a lua aparecer, eu me senti um pouco sozinha, o marido ficou o dia todo fora no trabalho e eu não tinha com quem conversar, me distrair, pois aqui no Brasil não conheço ninguém que celebra esse festival. Na Índia, as mulheres jejuam juntas, passam o tempo conversando, fazem mehendi um dia antes, ou seja, várias coisas para se distraírem e não sentirem cansaço, fraqueza, tontura.
Mas esse ano estou me sentindo bem mais forte, além de contar com a ajuda do instagram..hehe..posso conversar com minhas amigas ocidentais virtuais que também jejuam, trocamos experiências e assim uma vai incentivando a outra. Para nós que não somos indianas, o Karwa Chauth é algo diferente, e fica complicado celebrar sozinha.
As mulheres celebram vestindo roupas típicas indianas como se fossem para uma grande festa de casamento, muitas delas se vestem como noivas com seus sarees vermelhos e joias.
Ainda estou em jejum, imagino que deva ter alguma brasileira jejuando também..hey, não se sinta só!
Esse ano o jejum está mais fácil, mas que a lua está demorando para aparecer, ahh isso está!!rs
Happy Karwa Chauth!
Abraços!!!
fotos: http://www.hindustantimes.com/photos-news/photos-india/karvachauth/Article4-954042.aspx
Ano passado foi muito difícil manter jejum de comida e água até a lua aparecer, eu me senti um pouco sozinha, o marido ficou o dia todo fora no trabalho e eu não tinha com quem conversar, me distrair, pois aqui no Brasil não conheço ninguém que celebra esse festival. Na Índia, as mulheres jejuam juntas, passam o tempo conversando, fazem mehendi um dia antes, ou seja, várias coisas para se distraírem e não sentirem cansaço, fraqueza, tontura.
Mas esse ano estou me sentindo bem mais forte, além de contar com a ajuda do instagram..hehe..posso conversar com minhas amigas ocidentais virtuais que também jejuam, trocamos experiências e assim uma vai incentivando a outra. Para nós que não somos indianas, o Karwa Chauth é algo diferente, e fica complicado celebrar sozinha.
As mulheres celebram vestindo roupas típicas indianas como se fossem para uma grande festa de casamento, muitas delas se vestem como noivas com seus sarees vermelhos e joias.
Ainda estou em jejum, imagino que deva ter alguma brasileira jejuando também..hey, não se sinta só!
Esse ano o jejum está mais fácil, mas que a lua está demorando para aparecer, ahh isso está!!rs
Happy Karwa Chauth!
Abraços!!!
fotos: http://www.hindustantimes.com/photos-news/photos-india/karvachauth/Article4-954042.aspx
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Aishwarya Rai no Festival de Cannes
Enquanto o mundo esperou ansiosamente para ver uma das mais belas mulheres do mundo andar no tapete vermelho no 67 º Festival de Cannes, Aishwarya Rai Bachchan, infelizmente, se atrasou, por outro lado a rainha da beleza compensou a longa espera enquanto mostrava seu olhar majestoso e elegante em um vestido de Roberto Cavalli.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Universidade Punjabi tranca meninas no campus para evitar "transtornos" no Holi
Eu queria ter colocado isso na semana do Holi mas não foi possível. Mesmo aqui deixo para uma breve informação. Coloquei o link original em inglês mas para quem não é familiarizado com o idioma deixei uma tradução "via Google" pra ajudar. As considerações finais deixo para vocês.
http://timesofindia.indiatimes.com/city/chandigarh/Punjabi-University-locks-girls-in-hostels-to-prevent-nuisance-on-Holi/articleshow/32257722.cms?intenttarget=no
"Patiala : Em mais um ato de lembrança idade medieval e tratamento Taliban -como das mulheres , as autoridades da Universidade de Punjabi , Patis , havia trancado as entradas de albergues no Holi , citando que a abertura dos portões no dia do festival das cores poderia levar a ' incômodo ' no campus.As entradas dos albergues permaneceram fechadas durante todo o dia , exceto por uma hora quando as meninas foram autorizados a se aventurar das 17:30 as 18: 30 da tarde , disseram. Eles também alegaram que, apesar do relaxamento de uma hora na noite, os guardas de segurança reclamaram com algumas delas depois de terem encontrado cores manchadas em seus rostos.
Quando alguns estudantes questionaram as autoridades para não fecharem os portões do Holi, eles foram informados de que era uma " velha tradição ", seguido por anos e não era possível para eles para dar uma reviravolta na questão . Sarvir Kaur , uma estudante de doutorado no departamento de Punjabi , disse que uma delegação de estudantes se encontraram com funcionários do colégio antes do Holi, dizendo que o fechamento dos portões no dia do festival foi um ataque aos direitos democráticos de meninas. "No entanto, altos funcionários da universidade responderam que a tradição de trancamento das meninas dentro dos albergues durante o Holi não era novidade e vinha acontecendo desde os últimos 40 anos. Autoridades recusaram-se a deliberar sobre a nossa demanda e até ameaçou com ação rigorosa se algum aluno violar as ordens " , disse Sarvir , que também é vice-presidente da (DSO) unidade universitária da Organização Democrática Estudantes.
"Se as autoridades prevêem incômodo em tais ocasiões , então por que não pode ser o contrário? Por que não fazem entradas limitadas de albergues de todos os meninos e meninas celebramos o Holi dentro do campus? Isso é mentalidade feudal e intolerável em locais como um campus universitário , onde as alunas são maduras o suficiente para diferenciar entre o certo eo errado " , argumentou.
Presidente DSO Satpal Singh também acrescentou que a delegação apresentou um memorando para o vice-reitor e reitor , bem-estar dos alunos ( DSW ) sobre a questão , mas sem sucesso. Confirmando que todas as seis entradas de albergues femininas foram fechadas em Holi, DSW KS Dhillon disse que a medida foi tomada considerando a segurança de alunas e o colégio vinha seguindo a regra desde os últimos 10-15 anos. " Os alojamentos foram fechados tendo em mente a segurança de alunas e para evitar qualquer tipo de incômodo no campus. Mal comportamento com as meninas poderia ter levá-las a brigas e confrontos ", acrescentou Dhillon ."
http://timesofindia.indiatimes.com/city/chandigarh/Punjabi-University-locks-girls-in-hostels-to-prevent-nuisance-on-Holi/articleshow/32257722.cms?intenttarget=no
"Patiala : Em mais um ato de lembrança idade medieval e tratamento Taliban -como das mulheres , as autoridades da Universidade de Punjabi , Patis , havia trancado as entradas de albergues no Holi , citando que a abertura dos portões no dia do festival das cores poderia levar a ' incômodo ' no campus.As entradas dos albergues permaneceram fechadas durante todo o dia , exceto por uma hora quando as meninas foram autorizados a se aventurar das 17:30 as 18: 30 da tarde , disseram. Eles também alegaram que, apesar do relaxamento de uma hora na noite, os guardas de segurança reclamaram com algumas delas depois de terem encontrado cores manchadas em seus rostos.
Quando alguns estudantes questionaram as autoridades para não fecharem os portões do Holi, eles foram informados de que era uma " velha tradição ", seguido por anos e não era possível para eles para dar uma reviravolta na questão . Sarvir Kaur , uma estudante de doutorado no departamento de Punjabi , disse que uma delegação de estudantes se encontraram com funcionários do colégio antes do Holi, dizendo que o fechamento dos portões no dia do festival foi um ataque aos direitos democráticos de meninas. "No entanto, altos funcionários da universidade responderam que a tradição de trancamento das meninas dentro dos albergues durante o Holi não era novidade e vinha acontecendo desde os últimos 40 anos. Autoridades recusaram-se a deliberar sobre a nossa demanda e até ameaçou com ação rigorosa se algum aluno violar as ordens " , disse Sarvir , que também é vice-presidente da (DSO) unidade universitária da Organização Democrática Estudantes.
"Se as autoridades prevêem incômodo em tais ocasiões , então por que não pode ser o contrário? Por que não fazem entradas limitadas de albergues de todos os meninos e meninas celebramos o Holi dentro do campus? Isso é mentalidade feudal e intolerável em locais como um campus universitário , onde as alunas são maduras o suficiente para diferenciar entre o certo eo errado " , argumentou.
Presidente DSO Satpal Singh também acrescentou que a delegação apresentou um memorando para o vice-reitor e reitor , bem-estar dos alunos ( DSW ) sobre a questão , mas sem sucesso. Confirmando que todas as seis entradas de albergues femininas foram fechadas em Holi, DSW KS Dhillon disse que a medida foi tomada considerando a segurança de alunas e o colégio vinha seguindo a regra desde os últimos 10-15 anos. " Os alojamentos foram fechados tendo em mente a segurança de alunas e para evitar qualquer tipo de incômodo no campus. Mal comportamento com as meninas poderia ter levá-las a brigas e confrontos ", acrescentou Dhillon ."
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Por que elas estão sérias?
Acho que muita gente se sentiu intrigada sobre a seriedade de algumas indianas nas fotos, nas ruas, etc. Lembro que via algumas fotos e me perguntava o porquê delas parecerem tão sérias. Com o tempo vi que isso é só primeira impressão pois no fundo as mulheres indianas são comunicativas e sorridentes.
Dizem que se conquista um homem pelo olhar. Mas uma coisa que nunca reparei é a diferença de cada cultura na hora de conquistar. Dizem que o corpo fala, mas será que a linguagem corporal é universal?
Dizem que se conquista um homem pelo olhar. Mas uma coisa que nunca reparei é a diferença de cada cultura na hora de conquistar. Dizem que o corpo fala, mas será que a linguagem corporal é universal?
Tudo começou quando meu marido chegou no Brasil e ele achava que todas as mulheres estavam paquerando ele. Ele me perguntava porque aqui elas o olhavam "daquele jeito" e sorriam para ele o tempo todo.


Mas na Índia não. Uma mulher que olha nos olhos de um homem desconhecido e sorri é oferecida. Por isso uma mulher indiana não encara um homem desconhecido, não sorri para todo mundo por qualquer coisinha na rua. Elas sempre mostram um olhar tímido, algumas vezes oprimido, outras vezes sérias e concordo que na maioria das vezes é um olhar inocente.
Em algumas situações e regiões mais tradicionais, a mulher indiana não encara nem o sogro, e para falar com os homens ela coloca o véu perto do rosto, com vergonha, como também uma forma de demonstrar respeito.

Eu não entendia, afinal aqui a gente olha e sorri ao mesmo tempo sem perceber e retribui sem perceber também.

Mas na Índia não. Uma mulher que olha nos olhos de um homem desconhecido e sorri é oferecida. Por isso uma mulher indiana não encara um homem desconhecido, não sorri para todo mundo por qualquer coisinha na rua. Elas sempre mostram um olhar tímido, algumas vezes oprimido, outras vezes sérias e concordo que na maioria das vezes é um olhar inocente.
Em algumas situações e regiões mais tradicionais, a mulher indiana não encara nem o sogro, e para falar com os homens ela coloca o véu perto do rosto, com vergonha, como também uma forma de demonstrar respeito.
Muito diferente do que vemos aqui no Ocidente. Acho engraçado porque passei a comparar os olhares! O olhar aqui tem até nome "olhar 43".
Outro dia fomos a um restaurante e logo que chegamos a recepcionista (hostess) veio nos antender. Depois meu marido veio me perguntar se eu percebi a forma que ela o olhou e perguntou para mim se são ordens do restaurante as funcionárias olharem assim para os homens para chamar freguesia.
Depois conversamos sobre a forma que algumas mulheres encaram o homem. Meu marido brincou e disse "vamos morar na Índia que lá você não vai passar por isso". Realmente na Índia isso não acontece como aqui. Não quero dizer que todas indianas são todas santas e que todas aqui são oferecidas mas meu marido sempre viu os mesmos olhares tímidos a vida toda, percebeu a diferença com maior facilidade quando chegou aqui.
Na cultura, a mulher que troca olhares e sorri para um homem desconhecido está paquerando. Interessante como a linguagem corporal muda de uma cultura para outra. As mulheres indianas dificilmente mexem nos cabelos em público, até hoje não vi nenhuma jogar o cabelo de um lado para o outro o tempo todo pois eles acham o cabelo muito sensual enquanto nós brasileiras fazemos isso de um jeito natural e os homens daqui nem prestam atenção.
Na cultura, a mulher que troca olhares e sorri para um homem desconhecido está paquerando. Interessante como a linguagem corporal muda de uma cultura para outra. As mulheres indianas dificilmente mexem nos cabelos em público, até hoje não vi nenhuma jogar o cabelo de um lado para o outro o tempo todo pois eles acham o cabelo muito sensual enquanto nós brasileiras fazemos isso de um jeito natural e os homens daqui nem prestam atenção.
Por isso muitas indianas parecem sérias mas na verdade é só uma primeira impressão porque culturalmente não é costume demonstrar simpatia a desconhecidos.
O jeito da mulher ocidental é descontraído, não nos importamos com essas coisas. Por outro lado, a mulher indiana costuma olhar por baixo e não mantém o olhar fixo no homem, ela mostra timidez. Eles vêem beleza na timidez, é cultural.
Agora vejo o quanto as culturas são diferentes até mesmo na interpretação de um olhar.
Abraços
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