terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ouro, muito ouro!!

Não dá pra falar da Índia sem pensar em ouro! Os indianos são os maiores compradores de ouro no mundo junto com a china. O ouro é o bem material mais importante na vida de um indiano, tanto que eles dizem "no gold, no wedding" algo como "sem ouro, sem casamento".



E por que os indianos gostam tanto de ouro? Porque o ouro é um investimento, nunca perde seu valor além de ser uma forma de passar as riquezas de geração a geração. Aqui no Brasil a mãe repassa as joias à filha. Na Índia, as joias da sogra vão para a nora. Um dia quando eu conversava com meu marido fiz um comentário de alguma coisa que não me lembro o que era, mas me lembro muito bem da resposta dele quando eu disse: "vou guardar isso aqui para quando eu tiver uma filha" e ele respondeu "e para sua nora, você não vai guardar nada??"
www.thisismoney.co.uk

Quando os pais tem uma filha, desde pequena já começam a comprar e guardar para ela peças de ouro, como brincos, pulseiras, colares, para o dia do seu casamento porque além de garantir o respeito da família perante a sociedade, o ouro da noiva é o porto seguro num momento de dificuldade financeira, o ouro é tudo o que a mulher tem como garantia na vida.
www.ibtimes.co.uk

Eu me lembro de uma pesquisa que colocou os indianos em primeiro lugar no ranking mundial como as pessoas que mais guardam o dinheiro pensando no futuro (uma pena que não encontro o link assim que puder colocarei aqui).

Além de ser uma segurança para o futuro, eles acreditam que a joia traz benefícios terapêuticos para quem usa, os astros da pessoa agem em sintonia e a deusa da prosperidade fica feliz, assim a pessoa atrai cada vez mais. Dizem que dinheiro chama dinheiro.  Aqui no Ocidente as pessoas dizem que comprar roupas de marcas internacionais, bolsas, cintos, sapatos da moda é investimento porque são peças que duram anos. Na Índia, você não vê todo mundo com roupas de grife, mas no mínimo um brinco, colar ou anel de ouro. Confesso que antes eu não enxergava dessa maneira, mas do jeito que nosso país está comecei a pensar, num momento de crise o que vale mais: o ouro ou a bolsa?

Na cultura indiana o ouro é prosperidade material e espiritual porque o bolso fica feliz e os deuses também!




Leia mais aqui http://tabibitosoul.com/2015/07/30/os-indianos-e-o-ouro-uma-estoria-de-amor/

Abraços!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Carne Halal e Carne Jhatka

Quando vamos ao Mercado Municipal aqui em São Paulo, é muito comum nos oferecerem carne halal.  Mas quando meu marido diz que não precisa porque ele não come carne halal as pessoas ficam sem entender, e perguntam, como assim? Isso se dá ao fato de que na região que moramos a comunidade muçulmana é muito maior do que a comunidade sikh. Mas ao contrário do que muita gente pensa os indianos sikhs (também hindus) não comem carne halal.   

Então pensei em escrever sobre isso, não quero mostrar o que é melhor ou não. Quero apenas mostrar o que é permitido ou não no sikhismo e por quê.

Da mesma forma que você pode ouvir de um muçulmano "é carne halal?" você poderá ouvir de um sikh (ou hindu) "é carne jhatka?"

 A carne halal é a carne abatida nos moldes islâmicos. Os sikhs são proibidos de comer carne halal, de acordo com o Código Oficial de Conduta Khalsa, porque é considerada uma forma cruel. Os sikhs só podem comer a carne abatida  chamada jhatka, ou seja, é o animal abatido sem rituais, sem sangrias ou sem qualquer outra forma de abate que cause longo sofrimento ao animal. 

Jhatka é a carne consumida pelos hindus e sikhs.

O 'Código de Manu "(em torno de 1500 a.C), um livro de leis Hindus dá as regras de dieta. Ele descreve o sacrifício ritual de animais específicos e a ingestão da sua carne para determinados fins.
O abate de forma lenta como halal (exceto para rituais) foi fortemente condenado, com igual culpa sobre o abatedor, açougueiro, cozinheiro, e quem se alimenta. De acordo com o Código, o  animal deveria ser abatido de forma instantânea.

Séculos se passaram e hindus pararam de comer carne. Castas superiores (especialmente brâmanes) tornaram-se vegetarianas, os indianos de casta inferior (Shudras) passaram a comer qualquer coisa que estivesse disponível.

Quando os muçulmanos passaram a governar a Índia trouxeram o abate Halal baseado no Quran. Os governantes muçulmanos não permitiam outro abate que não fosse Halal.
O Guru Gobind Singh  viu um problema com a prática de Halal e argumentou que o ritual religioso não faz bem a qualquer animal ou matadouro. Deixou um homem satisfazer sua fome por carne se ele assim o desejar. Gobind Singh tornou a carne Jhatka  obrigatória para Sikhs que desejavam comer carne. Comer carne tornou-se uma escolha pessoal para os Sikhs.

Hoje, a carne Jhatka  é aceitável pelos Sikhs e, em seguida, os hindus. 
Não há nenhum ritual religioso envolvido com Jhatka.

Akali Takht emitiu seu último Hukamnama (decisão) em 1980 permitindo aos Sikhs se alimentarem de carne, desde que o animal fosse abatido de acordo com Jhatka.

Abraços!


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Eu não pratico o desapego

Um texto meu sem pé nem cabeça, meio lá meio cá...

Vejo um número muito grande de mulheres que admiram e desejam ter cabelos longos, daqueles quase na cintura. Eu fico triste ao ver no youtube o quanto de mulheres que tiveram seus cabelos totalmente danificados por corte químico, quebra e precisaram de uma mudança radical, resultando num cabelo esfarelado, ralo, com pontas finas. Sempre recomendo umectação indiana, reconstrução, hidratação e só. A pessoa não precisa ter um cabelo liso para ser bonito, não precisa ter um cabelo colorido, descolorido, etc. Eu já sofri por isso e só Deus sabe como mexeu com minha autoestima, como gastei horrores para recuperá-lo. Hoje parei de usar química e tantos produtos que alteram sua  estrutura.

Mas nem todas as pessoas admiram um cabelo comprido, ou pelo menos algumas acham que é coisa de mulher submissa ou porque o marido não deixa cortar, etc. As pessoas falam "corta esse cabelo", " tá parecendo crente", "está pagando promessa?" , "brasileira é muito apegada ao cabelo", " cabelo cresce!". Imaginem quando um homem quer ter cabelos compridos, então! 

Por que esto falando isso? Eu sou muito apegada ao meu cabelo e não me perguntem de onde isso veio porque nem eu sei responder.  Tem pessoas que não contratam um homem ou mandam ele embora porque tem os cabelos longos. Tem profissionais que também criticam nós mulheres que gostamos de cabelos compridos, dizem ser fora de moda. 

Tem gente que diz que é besteira ter apego ao cabelo porque isso significa medo de mudanças. Não concordo, e eu rebato essa crítica que ouvi a vida toda:  acho  importante você ter apego e gostar de algo que existe em você. Eu já acho que aquelas pessoas que dizem não terem apego a nada podem não ter uma personalidade definida ou tem alguma dificuldade de cultivar sentimentos ou até mesmo demonstrar as emoções, por isso estão em constantes mudanças, ou seja, aquilo que a gente é por dentro muitas vezes exterioriza. Sinceramente, eu tenho medo de pessoas que se dizem "desapegadas". O que esperar de quem não pode cultivar um amor, uma amizade. Parece que a pessoa cria uma armadura fria contra uma possível decepção. 

Já parou pra pensar que a primeira coisa que a maioria das mulheres fazem ao passarem por uma grande decepção amorosa é mudar o visual? Quem nunca? Isso mostra a necessidade de mudar aquilo que está dentro dela, é uma forma de exteriorizar sua luta interna para se estabilizar emocionalmente, e se sentir renovada.  Quando estamos mais equilibrados e com uma boa autoestima não temos a necessidade de exteriorizar nossas emoções com tanta frequência. 

É natural do ser humano se apegar àquilo que tem algum valor seja emocional ou material, então porque é politicamente correto dizer que uma pessoa não deve se apegar a nada?   Então não devemos nos apegar à família, ao trabalho, ao parceiro, ao nosso corpo? Por que uma pessoa que está sempre mudando o visual radicalmente é considerada jovem e moderna enquanto uma mulher de cabelo comprido é considerada antiquada e um homem com cabelos longos é inaceitável na sociedade e mercado de trabalho?  Por que isso causa temor ? 

Ter apego não significa  domínio, não é carência, submissão ou dependência. Apego significa afeto, carinho, fidelidade,  cuidado.

Hoje em dia é bonito dizer que não nos apegamos a nada. É bonito exigir isso dos outros dentro das empresas, nas escolas, na rua. Mas talvez o que falta no mundo seja exatamente o contrário:  apego à família, ao próprio corpo, ao trabalho, ao próximo, ao amor, a Deus.

Abraços


Eles só falam inglês!

Uma das maiores dificuldades para quem está aprendendo inglês é compreender o idioma com sotaque. Me lembro da primeira vez que vi um vídeo indiano no youtube e pensei "isso é inglês?" porque eu não entendia nada! Eu tinha aquela visão do hindi como algo mágico, milenar e pensei que seria necessário eu aprender o idioma. Mal sabia que a  coisa mais  difícil seria ouvir alguém conversar  em hindi quando o inglês é considerado o idioma universal. 

Com o passar do tempo a gente passa a compreender os diferentes sotaques e identificar quando é um russo, chinês, brasileiro, etc. Sobre o indiano, eu só consigo diferenciar quando é indiano de Delhi/Mumbai e Punjab. Quando escuto algum indiano aqui no Brasil falando inglês percebo que aqueles que são do Sul da Índia falam mais baixo e uma pronúncia fácil de compreender. Quando vem de cidade grande como Mumbai ou Nova Delhi eles tem um inglês mais voltado para negócios, falam alto e gostam de usar expressões americanas ou gírias. Quando é Punjabi, bom... eles falam punjabi! Na verdade uma parte dos indianos do Punjab não querem que o idioma se torne esquecido devido a grande preferência das pessoas usarem o inglês hoje em dia. Lembro que há uns dois anos atrás fui num restaurante indiano, e uma mesa estava cheia de indianos, acho que tinha uns 10 entre homens e mulheres. Eles falavam alto, riam, se divertiam. O idioma? Inglês.

 Esse ano, estava em outro restaurante indiano, mais uma mesa cheia de indianos e o idioma entre eles? Inglês! 

Nesse dia marido virou pra mim e disse "não entendo porque os indianos quando estão juntos não conversam mais em hindi, hoje em dia até entre eles só falam inglês sendo que o hindi é a língua materna, todas as casas falam hindi".

Também não sei!

Quando algum indiano vê que entendo algumas coisas em hindi ou punjabi eles ficam chocados como se o código tivesse sido decifrado! Dá uma sensação muito boa! Mas só não podem saber que não sei ler nem escrever um pingo !

Aproveitando o gancho, conheça os diferentes sotaques dos indianos, achei muito interessante esse vídeo:


Abraços!


Comédia - Indians (Gabriel Iglesias)

Para descontrair!!

Abraços!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Os Heróis de Dubai,Qatar, Bahrain, Arábia Saudita..

Tudo bem com vocês? Depois de um tempo sem colocar nada novo aqui, peço desculpas pela ausência. 
Não quero bancar a boa samaritana, quem acompanha o blog sabe que sou imparcial, mas não aguento ver tanta generalização por aí a respeito dos indianos. Algumas pessoas que passam por desilusão amorosa saem fazendo todo tipo de crítica. Não estou aqui para contestar nada nem desmentir ninguém porque cada pessoa passa por uma experiência. Mas não acho certo fazer campanha contra um povo e menosprezar determinada nacionalidade.

Tudo o que envolve relacionamento amoroso é um risco. Pessoas que tentam tirar vantagem das outras na internet estão em todo o lugar inclusive no Brasil mas não podemos generalizar a ponto de instigar o ódio como vejo acontecer num blog ou outro.

A maior qualidade que tenho para falar do povo indiano é: um povo trabalhador. Tirando aquela porcentagem que não tem oportunidades na Índia por isso passa o tempo livre na internet, o povo indiano que sai do país está sempre na luta por um trabalho e é sobre isso que eu quero falar hoje. Vocês já viram aqueles prédios monumentais dos países árabes???
Já viram aqueles prédios de Dubai? Arábia Saudita, Qatar, Bahrain, Kwait??? Mais de 75% dos trabalhadores que constroem aquelas beldades são indianos, paquistaneses, nepalenses, idosos, jovens, que trabalham debaixo de sol de 50 graus, sem moradia e salário justo.
Essa é minha simples homenagem àqueles que deixam seu país em busca de dignidade.

Você quer saber quem realmente são esses homens?  Assista o vídeo: 




http://www.theguardian.com/world/2014/dec/23/qatar-nepal-workers-world-cup-2022-death-toll-doha  









Abraços!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Sikhs ajudam refugiados

Sempre menciono no blog que o principal trabalho de um sikh é  a caridade e o esforço em acabar com diferenças de casta, cor, raça e religião. Ek Om Kar significa Deus é um só. Por isso o slogan "ONE". Se você quer conhecer mais sobre a filosofia de um ensinamento sikh sugiro que assista. Eu chorei quando assisti o vídeo. Que situação nosso mundo está.




Fundada em 1999, Khalsa Aid é uma organização internacional sem fins lucrativos, ajuda baseada nos princípios sikhs de serviço e amor universal. Khalsa Aid é uma Instituição britânica registrada (# 1080374) com a UK Charities Commission ( Comissão de Caridades do Reino Unido) e também tem voluntários na América do Norte e Ásia. Khalsa Aid tem prestado ajuda de emergência às vítimas de catástrofes, guerras, e outros trágicos acontecimentos ao redor do mundo.


  No início de julho, Khalsa Aid ajudou na saída de Punjabis do Iraque. É de se esperar que os esforços de Khalsa Aid no Iraque ter parado naquele ponto, mas não, eles enviaram Ravinder Singh, CEO da KhalsaAid para ajudar os refugiados.

Ravinder Singh,  é um sikh, mas considera que seu dever é ajudar a todos os que estão em necessidade, independentemente de onde eles são ou qual religião pertencem. Se um outro ser humano está em necessidade, Sikhs estão lá para ajudar.

Sikhs e voluntários atendem pedidos de viúvas e fornecem uniformes escolares às crianças na Índia.

"Não importa em que língua oramos ou como oramos. Deus é UM! Somos todos um! "Ravinder Singh, CEO da Khalsa Aid"

Primeiro Ministro britânico elogia o trabalho do Khalsa Aid durante o Vaisakhi (uma data festiva no Punjab)












Waeguru ji ka khalsa
Waheguru ji ki fateh!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sucesso na Índia

Vocês já devem ter visto eu comentar aqui no blog sobre um ídolo no Punjabi, Gurdaas Man. Em homenagem ao dia da Independência, no estúdio da Coca Cola MTV, o cantor e compositor que se destaca pelos seus lindos sufis nos presenteou com a nova versão da música "Ki Banu Duniya Da" com a participação da estrela de Bollywood, Diljit Dosanjh e arranjo de Jatinder Shah.
(legenda em inglês)




Abraços!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Relacionamento, opiniões, comunidades..

Sem dúvidas o tema que mais atrai as pessoas aqui no blog é o relacionamento entre brasileiras e indianos. Posso dizer que 80% dos e-mails que recebo são dúvidas sobre relacionamento (virtuais ou não) se a família vai aceitar o casamento, se o rapaz está sendo sincero ou não, se vale a pena ir para a Índia ou ele vir ao Brasil.. é normal esse tipo de dúvida.

Eu tento conversar e esclarecer sempre que posso, alerto quando acho que devo alertar e por aí vai, mas o que tenho percebido ao longo desses anos de blog é que as pessoas procuram conselhos em todos os lugares possíveis e imagináveis. A pessoa me escreve um e-mail e lê meu conselho, mas essa mesma pessoa já escreveu para dezenas de outros blogs e comunidades e já ouviu outros conselhos, ai o que acontece? Confusão!! É claro que aqueles que se abrem com várias pessoas diferentes vão ouvir conselhos diferentes, ai a pessoa fica muito mais confusa do que já estava! As vezes a pessoa escreve toda a história em alguma comunidade, é claro que chovem comentários de todos os tipos e eles serão de acordo com a experiência de cada um, isso quer dizer que num mesmo caso podemos ter pessoas contra e pessoas a favor. Não adianta perguntar uma coisa aqui e confirmar a resposta em outro lugar ou vice-versa, você que faz isso vai ficar mais perdida do que já está.

Não quero dizer que aquilo que eu digo é verdade absoluta, acho importante ter uma segunda opinião, mas tem gente que joga no google e pede opinião para todo mundo e depois fica doida com tantas opiniões diferentes, por exemplo, eu acho que o rapaz está levando a sério e outra pessoa diz que é um mentiroso e assim por diante. Já vi de tudo, pessoas que trocam de namorados virtuais a todo instante, de indiano para paquistanes, depois marroquino, depois turco...dando lição de moral naquelas que também namoram virtualmente. Já vi mulheres casadas dando conselhos como se fossem uma Enciclopédia Larousse, entendem sobre todas as castas, costumes e tradições da Índia e só os maridos delas são perfeitos e os outros não prestam. Tem de tudo.

Outro detalhe importantíssimo: a forma como a história é contada faz toda a diferença. Já aconteceu da pessoa me escrever uma história  e para outra pessoa ela escreve a mesma história mas traz detalhes que eu não estava sabendo e tão importantes que me fariam mudar de opinião. Por exemplo, pra mim a pessoa diz que o rapaz nunca pediu dinheiro mas em outro lugar a pessoa diz que ele pede presentes caros. Isso faz toda a diferença porque só o fato de pedir presentes caros é motivo pra desconfiar. Ou então a pessoa não me diz que é casada, depois em outro lugar ela conta que é casada e a diferença de idade entre o rapaz é enorme..isso também é importante, concorda que são situações diferentes e as opiniões também serão diferentes por conta das diferentes versões das histórias narradas?

Tem gente que chega destruída até mim porque já ouviu de tudo, já foi humilhada em comunidades, não tem apoio da família e não sabe o que fazer. Mas não dá pra prever o futuro, não dá pra ter certeza de nada, ninguém está 100% certo e ninguém está 100% errado, eu comento de acordo com aquilo que me contam, mas tente parar pra pensar, tente não agir por impulso, preste atenção nas dicas, porém quanto mais opiniões você busca, mais divergência tem e mais confusa fica. Nunca vai existir verdade absoluta então quem fica correndo de um lado para o outro acaba se perdendo. 

Eu escrevi várias dicas no blog sobre cultura e relacionamento. Procure na coluna "marcadores" do lado direito as palavras "relacionamento " e " cultura". Tem bastante coisa que talvez ajude. 
Beijos!a







sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Comer ou não comer carne de vaca, eis a questão

eu não sou vegetariana. Estou tentando, de forma árdua. Já foi mais difícil, hoje em dia nem sinto mais falta de carne vermelha como eu sentia antes. Mas eu ainda como frango e peixe. Isso foi só uma introdução ao assunto. Sempre fui carnívora daquelas que dava prejuízo para a churrascaria, mas depois que conheci a culinária indiana, nem sinto tanta falta de carne vermelha ou branca. Uma coisa que me ajudou muito a diminuir o consumo da carne de vaca foi uma frase de meu marido quando vi uma vaca e a achei tão fofa! Ele me disse naquele tom de brincadeira mas eu sabia que falava sério: "como você  consegue, um animal que te dá o leite que você bebe todas as manhãs, e ainda tem o queijo, manteiga, iogurte...depois de tudo isso você ainda mata o bicho e come ele?!"

Aquilo ficou na minha cabeça e confesso que faz sentido. A gente fica chocado ao ver que chinês come cachorro mas não liga pra vaca, porco, frango.. 

Hoje de manhã vi aquele caminhão descarregando quilos de carne e estremeci. Lembrei que tenho duas bandejinhas de carne na geladeira. Você acredita que até agora estou enrolando pra fazer os bifes que eu comprei ?  

Será que estou no caminho de me tornar vegetariana? Será que eu consigo? É como eu disse, nem sinto falta de carne mas quando vou ao mercado quase tudo tem algum tipo de carne, tem que se matar de ler rótulos e mais rótulos e mesmo assim levamos algo pensando ser vegetariano e não é ( exemplo disso foi a lasanha funghi da sadia que eu pensava ser livre de carne mas anos depois fiquei sabendo que não era).

Estou aqui pensando queimando os miolos. 

Abraços 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Índia - ninguém sabe tudo

 Vejo muita coisa por aí rotulando os indianos e sua cultura, como se todo mundo tivesse o mesmo tipo de comportamento, como se todas as casas tivessem o mesmo tipo de regras, como se aquilo que a pessoa acha é verdade absoluta.

Não é assim.

Primeiro, indiano não odeia estrangeiro. Já vi gente dizer isso, o que discordo porque para os indianos a visita é Deus..não é porque eles preferem casar entre si que significa que não aceitam estrangeiro. Todo mundo que conheço e foi à Índia elogiou muito o tratamento que receberam dos indianos. Os indianos adoram receber visitas e nunca vi  povo tratar tão bem as visitas como o indiano(os orientais de modo geral são ótimos anfitriões).

A viúva na Índia virou uma lenda de que todas raspam os cabelos, andam de sári sujo encardido e abandonadas. Não é regra. Claro que existe mas não é regra! Posso falar de famílias que conheço, passado o período de luto a viúva leva uma vida normal com a família e filhos. Usa brinco, pulseira..só não usa a cor vermelha que representa o casamento, mas o resto como rosa, laranja, azul, etc a mulher usa sim. Conheço mulheres que tiveram direito a pensão também e vivem disso, outras trabalham.  Muitas não se casam novamente por questões culturais ou religiosas mas esqueça aquela cena de mulher abandonada na Índia toda. Isso é regional e não é uma regra.

Já vi por aí que indiano só come com as mãos, e sempre a direita. Mais uma vez o erro, pois depende da região. Em muitos lugares as pessoas também usam colher. E tanto faz a mão direita ou esquerda. Mais uma vez não é uma regra.

Indianos usam lenço para limpar o rosto ou o nariz. Eles são ensinados a carregar um lenço no bolso, desde a escola isso já é exigido. O lenço mostra o status social. Não é todo mundo que assoa o nariz de qualquer jeito na rua sem lenço. Mais uma vez é regional, eu nunca vi nenhum indiano fazer isso na rua de qualquer jeito, então depende do lugar, depende do Estado etc

Já vi também dizerem que as mulheres indianas só se alimentam depois dos homens da casa e só comem aquilo que sobra. Quanto absurdo! Isso existe em algumas casas, algumas castas mas não é na Índia toda! É um número pequeno que adota esse sistema. Eu nunca vi alguma casa indiana desse jeito! Até nos templos sikhs todos comem juntos, mulheres, crianças, homens, idosos.

Por enquanto é isso! Qualquer outra dúvida só perguntar.

Abraços!