Café com Chai

Observações de uma brasileira sobre a cultura indiana.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Porquinho-da-Índia não é indiano

Se não é porquinho e não veio da Índia, porque recebeu esse nome?

O popular roedor porquinho-da-índia pertence à espécie Cavia porcellus, parente das mais de 10 espécies de preás silvestres, espalhados por toda a América do Sul.

Vendidos como pets, saíram da América do Sul e conquistaram os norte-americanos, europeus, australianos e etc.

Hoje em dia existem associações de criadores de porquinhos-da-índia espalhadas pelo mundo, com muitas e incríveis raças oficializadas.

A origem do porquinho-da-índia domestica é incerta.

Seu parente selvagem encontra-se largamente distribuído pela América do Sul, sendo encontrados nos Andes, Argentina, Uruguai e Brasil.

Acredita-de que a espécie doméstica do mamífero roedor (Cavia porcellus) deriva do selvagem Cavia aperea há muito tempo domesticado no Peru pelos antigos Incas, que usavam como alimento e para sacrifícios religiosos.

De fato foram encontrados em antigas tumbas, no Peru, corpos dissecados e esqueletos de porquinhos-da-índia e, inclusive, pinturas sugerindo que era a principal fonte de alimento naquela época.

Um erro de navegação é o responsável pelo nome do Porquinho-da-Índia.

No século XVI, quando os navegadores espanhóis buscavam um novo caminho para as Índias, em busca de especiarias, aportaram por engano em terras Sul-Americanas, mais exatamente no atual Peru.

Após provarem “churrascos” de um certo animalzinho que os nativos conheciam por Cuí (e assim o chamam até hoje por causa dos gritos curtos, semelhantes ao som emitido pelos porcos), resolveram conhecer este animalzinho, simpatizaram com ele e o adotaram como mascote.

Voltaram para o velho continente com vários deles nas malas e por isso os animais receberam o nome: Porquinho-da-Índia.

Logo após a chegada na Espanha, os “Porquinhos-da-Índia” peruanos se transformaram em moeda e se espalharam por toda a Europa e o “Novo Mundo”, não mais como alimentação, como eram e ainda são utilizados no Peru, mas sim como animais de estimação.

Michael Schleissner, um apaixonado criador alemão de porquinhos há 32 anos, esclarece: “Existe uma teoria de que tal nome lhe foi atribuído porque os navegantes (agora ingleses), ao retornarem da América do Sul trazendo o mascote predileto da Europa, paravam na Guiné, um país da costa africana. Ao saber da parada, as pessoas achavam que o bichinho vinha de Guiné, e não do Peru.”

E ele continua: “Outros atribuem o nome Porco-de-Guiné ao preço que era cobrado pelos marinheiros ingleses pelos bichinhos, Guinea, uma moeda de ouro muito utilizada na época” dando origem ao nome em inglês de Guinea Pig.


Fonte: familiaporquinhodaindia.weebly.com

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