Café com Chai

Observações de uma brasileira sobre a cultura indiana.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Está chegando Karva Chauth 2015 (30 de outubro)

Na sexta-feira dia 30 de outubro será celebrado o Karva Chauth que é um dia de jejum que as mulheres fazem para seus maridos.

Hoje as mulheres estão ansiosas se preparando e fazendo henna nas mãos para celebrar amanhã.






Se você quiser saber como foi meu primeiro Karva Chauth 2013

 Como foi o  Karva Chauth 2014



Encontrei uma página que explica bastante coisa aqui: http://www.indiacelebrating.com/festivals/karwa-chauth/ 


O que eu aprendi com os indianos: Como receber as visitas

Se tem uma coisa que eu não sabia fazer direito era receber e tratar uma visita. Aqui em São Paulo as pessoas pouco se visitam, a vida corrida e o pouco tempo para lazer impedem essa interatividade. Mesmo procurando em sites de etiqueta e dicas sobre o assunto não encontrei algo que mostrasse como tratar bem uma visita porque a maioria só ensina decoração, arrumação, acomodação e mais um monte de coisa que no fundo não tem importância, porque visita não quer ver seu novo faqueiro de pratas ou a combinação do jogo americano. Acabei aprendendo no dia-a-dia.
Claro que esse mimo é agradável, mas não é o principal. A casa deve ser limpa diariamente com visitas ou sem visitas, e o que importa é o tratamento que a pessoa recebe na sua casa. 

Isso eu aprendi quando comecei a visitar a casa de indianos. Ao longo do tempo senti uma grande diferença quando vou a casa de brasileiros, vejo o quanto somos diferentes e o quanto podemos aprender com os indianos. Para os brasileiros a visita é comparada a um hóspede. Para os indianos, a visita é Deus. Muitos brasileiros não gostam de receber visitas (sim já ouvi isso na cara) de outro lado, os indianos adoram receber visitas, eles dizem que uma casa que recebe visitas é agraciada por Deus. Mas graças a Deus mesmo com essas diferenças fomos sempre muito bem recebidos pelos conterrâneos e o esposo sempre foi bem tratado pelos brasileiros, ele acaba sendo a cereja do bolo e paparicado. Outro dia uma amiga disse que tinha um  recebido a a visita de um indiano, quase a família toda veio só pra ver ele e perguntavam "onde está o indiano?" Rsrs 

A diferença é simples, Quando a vou a casa de um indiano, a primeira coisa que ele faz é servir um suco, coca-cola, ou qualquer outra bebida numa bandeja. Isso logo que a visita entra na casa. É normal a visita chegar com sede ou fome, principalmente se está um dia quente e a pessoa veio de longe, então não devemos esperar e logo que a pessoa entra na casa, algo deve ser servido. Passei a perceber o quanto isso é bom.

Ao contrário disso, quando visito brasileiros, noto que a maioria faz o contrário. Os anfitriões gostam de conversar por até meia hora no mínimo e só depois oferecem alguma coisa para beber ou comer. Às vezes a pessoa está com fome, pegou trânsito, isso acontece com qualquer um e a última coisa que a visita quer fazer quando tem fome ou sede é bater papo no sofá, mesmo que não demonstre. 

Hoje eu sei porque minha mãe me ensinou desde criança a me alimentar bem antes de visitar a casa de alguém ou antes de ir para alguma festa. Minha mãe sempre diz "você não sabe se o almoço será servido 3 horas depois do combinado ou se a comida será bem servida na festa". 

Percebi que não é costume da maioria dos brasileiros oferecer algo logo que alguém chega e também acho que brasileiro tem vergonha de comer na casa dos outros ou é julgado por isso então me parece que existe aquele receio de ser chamado de "morto de fome".  É uma bobagem que ficou intrínseca na nossa cultura.

 Como os indianos fazem:

Sempre que a visita chegar, ofereça logo em seguida refrigerante, suco ou água porque é normal a pessoa chegar com sede. Evite sentar no sofá para conversar antes de oferecer alguma coisa, porque você pode não ter fome nem sede e não perceber o tempo passar mas para quem tem fome ou sede 1 minuto pode ser uma eternidade e é claro que a visita vai ficar constrangida e não vai pedir. Se você já sabe o que a pessoa gosta, traga a bebida sem perguntar. Mas se for cerveja ou qualquer bebida alcoólica, pergunte antes se a pessoa aceita uma cerveja. 

Tenha sempre algum biscoitinho ou aperitivo para ser servido junto com o líquido. Se as pessoas estão no sofá, deixe uma mesinha de fácil acesso com uma bandeja para apoiar o copo. Não tem coisa mais desconfortável do que conversar segurando um copo vazio porque não tem onde colocar.

Se a visita ficou para o almoço ou jantar, após uns 15 minutos ofereça um chá ou café se tiver um biscoito doce sirva junto.

Tenha sempre uma toalha limpa e um sabonete líquido e uma escova de dentes extra caso precise passar a noite na sua casa (imprevistos sempre acontecem). 

Se a visita dormiu na sua casa, não demore a servir o café assim que ela acordar.  

Resumindo, a coisa mais importante é não deixar ninguém chegar e nem sair da sua casa com fome e sede.

Quando você deixa de ver a visita como "hóspede", você se torna um ótimo anfitrião.

No próximo post vou falar como os indianos conseguem ser tão bons anfitriões.


Abraços!




terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dança Indiana com Dança do Ventre

Eu gosto muito de dança do ventre que exprime sensualidade e graça. Adoro o glamour e delicadeza da dança indiana.
Colleena Shakti

Nunca pratiquei nenhuma das duas, fiz ballet clássico, gênero bem diferente. Aposentei as sapatilhas, fui para ginástica olímpica mas o pó de magnésio não faz mais parte do meu dia a dia. Ficou a vontade de aprender dança do ventre, quem sabe!

Muita gente chega até blog é bailarina de dança do ventre, indiana ou dança tribal à procura de informações sobre roupas, maquiagens e acessórios.
Também já me perguntaram sobre a dança Odissi, então assim que eu conseguir alguma informação ou curiosidades colocarei aqui no blog.





Abraços!

sábado, 24 de outubro de 2015

Moda Inspirada no Oriente: Chain Headpiece

Eu sempre falo sobre meu amor pelas joias indianas. Gosto muito do Maang Tikka que é uma joia muito usada em festas de casamento. Até que semana passada me deparei com um acessório muito parecido num shopping e na hora lembrei da joia indiana e aquelas usadas por mulheres nobres do Antigo Egito então fiquei sabendo que os headpieces são de fato inspirados nas vestes das mulheres do Oriente. Vejam:


Joia Indiana Maang Tikka















Headpieces inspirados:









Existem muitos tutoriais no youtube que ensinam como fazer, coloquei alguns exemplos:




Abraços!

Quando você tem filhos e ele não

Duas coisas podem acontecer: ele assumir a todos ou esconder de todos.  

De um tempo para cá percebi algumas mudanças no perfil das pessoas que se relacionam com homens de cultura oriental. Muitas dessas pessoas são mulheres que tem filhos pequenos dependentes. Recebo inúmeros e-mails de mulheres que fazem planos de casamento mas o homem deixa claro que a família dele não vai aceitar o filho que ela tem de um relacionamento anterior. Isso acontece muito porque na Índia o divórcio é tabu e um filho fora do casamento ainda passa longe da realidade de muitas famílias. Qual o preço disso? Muitas mulheres vão para o país do marido e deixam a criança no Brasil ou convivem com a ideia de ver o marido esconder a criança da família dele, ou seja, muitos homens vivem anos escondendo da família que a esposa já tinha filho de outro relacionamento.  

Recebo e-mail de mulheres que dizem que o homem aceita a criança como filho dele, mas ele esconde da mãe e do pai, tios, vizinhos e até do camelo que essa criança existe. 

É algo delicado e complicado para eu dar minha opinião mas já vi casos de mulheres que se mudaram, casaram e deixaram a criança aqui para a avó cuidar porque o homem não aceita que ela leve a criança junto porque ele sabe que esse tipo de união é delicada no país dele. 

Claro que existem os homens que aceitam e formam uma família linda sem diferenças, mas quando o homem esconde essa situação da sociedade dele significa que a criança não participará das festas em família na Índia, viagens para a Índia, conversas com a família pelo facetime, fotos nas redes sociais e toda a bajulação que uma criança tem quando é querida. 

Também já vi acontecer o contrário, a pessoa se relaciona com o homem aqui sem estar casada com ele e desse relacionamento nasce um filho, mesmo assim esse homem esconde da família lá na Índia que teve um filho no Brasil porque essa criança não veio dentro de um relacionamento oficializado pelo casamento. 

Não estou aqui para dizer se é certo ou errado esse tipo de pensamento deles, afinal, é obrigação de quem  se envolve saber que é uma cultura diferente da nossa e da mesma forma que nós dizemos que estamos certos, eles também acham que o jeito deles é certo.   Da mesma forma que a cultura indiana leva muito a sério o casamento, aqueles que não estão dentro dos padrões da sociedade enfrentam consequências.  Esteja ciente da realidade.
Os nossos valores morais mudam com o tempo e se adaptam às nossas necessidades sociais, os deles continuam os mesmos e para eles o que é correto está, e não precisa mudar.

Para muita gente é difícil de entender, por isso relacionamento intercultural envolve muito mais diferenças do que roupas, comidas e músicas.



Abraços.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Visualizações do Café com Chai

Olá! Depois de muitos dias estou de volta. Está tudo bem por aqui, eu só precisei dar um tempo na internet para me dedicar a algumas coisas do dia a dia, estudos e afazeres domésticos.

Eu estou aqui olhando as estatísticas do blog e percebo que existe um público que está sempre presente. Algumas pessoas chegam ao blog buscando sanar alguma dúvida, outras nem sabem como chegaram até aqui mas decidem ficar porque descobrem um novo universo. Para algumas pessoas o blog é um diário onde elas podem abrir o coração, enquanto para outras o blog é um daqueles livros que lemos quietinhos mas nos sentimos parte da história. Para algumas pessoas o blog é uma novela como aquela que não queremos perder nenhum capítulo enquanto para outras o blog parece um filme louco com uma história louca e uma protagonista mais louca ainda. Cada pessoa tem uma história e um motivo para chegar até aqui. Cada pessoa tem uma razão para ficar. E é tudo isso que move esse blog. 


Obrigada pelo carinho  tem os leitores que se preocupam quando me ausento com um "oi Star, estava preocupada" .. ou "estou sentindo falta de novos posts". Tem os leitores que me mandam foto no instagram ou link de algum texto pelo e-mail e dizem "Star, vi isso aqui e lembrei de você"...ou então "ouvi essa música e lembrei de você, porque sei que gosta de coisas da Índia.." Vocês não tem noção do quanto agradecida eu sou a todos vocês!

Quero deixar o meu muito obrigada e avisar que em breve escreverei novos posts. 

obs: muita gente está me perguntando sobre o conflito no Punjab, em breve farei um post explicando. 

Beijos!


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O que é um Marajá?

Na Índia, chamado de Maharaja é uma palavra originária do sânscrito que significa  "grande rei" ou "alteza", em português ficou Marajá. O feminino de Marajá é Maharani, significa tanto a esposa de um Marajá  quanto uma mulher no poder.

Na véspera da independência, em 1947, a Índia (incluindo o atual Paquistão e Bangladesh) tinha mais de 600 estados principescos, cada um com seu próprio governante, muitas vezes chamados de Raja, Rana ou Thakur (governante Hindu) ou Nawab (governante Muçulmano) além de outros títulos.

Os britânicos governaram diretamente dois terços da Índia, o resto estava sob o domínio indireto dos Marajás sob a influência considerável de representantes britânicos.

A palavra Maharaja significa "rei", apesar da sua tradução literal significar "grande rei". Isso aconteceu porque apenas uma parte dos estados foram verdadeiramente poderosos e ricos o suficiente para seus governantes serem considerados grandes monarcas; A outra parte era formada por Estados Principescos com algumas cidades ou grupos de aldeias. A palavra, no entanto, também pode significar imperador na Índia contemporânea.

O título do Maharaja não era tão comum antes da colonização britânica da Índia,  o qual muitos Rajas e governantes hindus foram elevados ao título de  marajás, independentemente do fato de que dezenas destes novos marajás governaram pequenos Estados.

  Dois Rajas que se destacaram e se tornaram marajás no século XX foram o Maharaja de Cochin e o lendário Maharaja Jagatjit Singh de Kapurthala.

Atualmente eles não influenciam a política, mas continuam respeitados pela população e ainda tratados como reis. Muitos deles disponibilizaram parte dos luxuosos palácios para hospedagem de turistas afortunados.



Maharaja Jagajit Singh  e esposa

Abraços!

sábado, 17 de outubro de 2015

Como era um harem

 Muitos imperadores mughals da Índia tiveram tiveram muitas esposas e muitas concubinas. Por exemplo Jahangir tinha no mínimo vinte esposas ​​e centenas de concubinas. Durante o governo de Akbar o harém continha nada menos que cinco mil mulheres.


A palavra Harem veio do árabe e significa um "lugar proibido; sacrossanto, santuário", e etimologicamente relacionado com o árabe Harim, "um lugar sagrado inviolável; membros femininos da família" e  Haram ", proibido; sagrado". Ele passou a significar um grupo das mulheres no que é geralmente uma família polígama e locais segregados que são proibidos aos homens. Haréns eram compostos por mulheres, parentes do sexo feminino, concubinas e crianças.
en.wikipedia.org

O harém não era somente um lugar onde as mulheres viviam enclausuradas. Os bebês eram nascidos e crianças cresciam lá. Dentro do recinto do harém haviam mercados, bazares, lavanderias, cozinhas, parques infantis, escolas. O harém tinha uma hierarquia, as suas autoridades principais eram as esposas e parentes do imperador e abaixo desses eram as concubinas.  As mães, madrastas, tias, avós, irmãs, filhas e outros parentes do sexo feminino viviam no harém. Haviam também damas de companhia, servas, empregadas domésticas, cozinheiras, mulheres oficiais e guardas.

O harém do Império Mughal era protegido por três tipos de vigilância. O primeiro tipo eram de tártaros e uzbeques, mulheres treinadas com lanças e arcos. Em seguida vieram os eunucos, cujo trabalho era manter a disciplina no harém; eunucos foram meninos recrutados e castrados quando crianças ou recebidos como presentes de otomanos e reis norte-africanos.

A maioria das mulheres no harém Mughal eram meninas nativas da Índia. Muitos governantes locais de estados vassalos enviaram suas filhas para o Harem Mughal para reforçar relações políticas com o império. Os Mongóis preferiam da Ásia Central, as meninas afegãs e persas, estas foram as principais esposas e concubinas. As meninas persas, georgianas e armênias faziam parte da dinastia persa de Safavid.

Embora lembrado principalmente por sua abordagem liberal à religião, um imperador da Índia, Akbar, era tipicamente Mughal em suas atitudes para com as mulheres, a quem ele colecionou mulheres quase da mesma maneira que um filatelista acumula selos. Em esplendor, o harém real em Fatehpur Sikri  teve cerca de cinco mil mulheres, guardadas por uma legião de eunucos. Suas portas foram fechadas para pessoas de fora.

O tamanho do harém de Akbar cresceu em proporção direta ao seu império. A cada nova conquista, a ele era oferecido pelos governantes derrotados e seus nobres as mais belas filhas, que, juntamente com as suas servas, seriam instaladas no real luxuoso zenana. Ao todo, o imperador deve ter tido trezentas mulheres; depois, um número grande de concubinas (Kaniz), dançarinas (kanchni) e escravas (Bandis), ou "donzelas com o corpo cinza (de pratas) e tranças almiscaradas" como um cronista descreveu aquelas adquiridas nos mercados em toda a Ásia. Essas mulheres viam o público através das janelas furadas e vinham dos quatro cantos do império Mughal, assim como afegãs, turcas, iranianas, árabes, tibetanas, russas e Abyssinians, e até mesmo um Portuguesas, enviadas como presentes ou tributo.

Os eunucos que viviam lá  vieram de forma semelhante, ou seja, também tinham diversas origens. Enquanto alguns eram hermafroditas, outros tinham sido violentamente castrados, seja como punição por derrota no campo de batalha, ou após ter sido doado por seus pais como pagamento retroativo da receita - um costume muito comum na época.

Akbar consumia grandes quantidades de vinho persa ( destilado de cana-de-açúcar), bhang e ópio. As festas realizadas no harém, bem como ligações sexuais realizados no topo pavilhão da Panch Mahal e na própria zenana, teriam ocorrido sob os efeitos dessas substâncias. Ao longo do tempo, formas hedonistas de Akbar provocaram a desaprovação de seus mais altos clérigos - o Ulema. O Alcorão  limita de forma expressa o número de esposas que um homem pode tomar para si, ou seja, no máximo quatro, mas um versículo também admite uma forma inferior de casamento, mais como um pacto informal, que poderia ser celebrado com os não-muçulmanos. O abuso de Akbar desta lei  foi duramente criticado por seu sacerdote-líder sunita durante suas dissertações religiosas.

Como a vida deve ter sido para as mulheres que viviam no harém de Akbar só posso imaginar, mas sabe-se que o alcoolismo e dependência de drogas foram generalizadas, e que alguns homens também arriscaram suas vidas para conduzir negócios ilícitos com os amantes do sexo disfarçados como médicos ou sob véus muçulmanos pesados.

Na verdade o harém era uma prisão dourada porém mulheres no zenana eram imensamente ricas em seu próprio direito, e exerciam enorme influência. A esposa de Jahangir, Nur Jahan, praticamente deu seguimento ao império por trás da tela de purdah também conhecida como burca ( é a prática de impedir as mulheres de serem vistas pelos homens que não sejam seus parentes diretos) durante os últimos cinco anos do reinado de seu marido doente.

Exemplo de purdah www.talesoftheveils.info

Exemplo de purdah

Em parte como resultado do dinheiro e do poder à disposição das mulheres, ciúmes no harém também eram comuns, e o trabalho de manutenção da ordem e tranquilidade entre as milhares de mães, tias, parentes adotivas do imperador e todas as esposas, esposas menores, amantes, músicas, dançarinas, amazonas e escravas, era uma grande preocupação. Um cronista da corte de Akbar ironicamente observou: "O governo do reino é uma diversão, mas em comparação com tal tarefa, é dentro do harem que a intriga acontece".

Muita gente imagina glamour, muita gente imagina sofrimento. Eu acredito que havia um pouco de tudo, mas nada se compara a liberdade.







Leia mais:
https://en.wikipedia.org/wiki/Harem

http://www.roughguides.com/destinations/asia/india/uttar-pradesh/fatehpur-sikri/akbars-harem/#ixzz3o4vnUYzz