Eu sempre falo sobre meu amor pelas joias indianas. Gosto muito do Maang Tikka que é uma joia muito usada em festas de casamento. Até que semana passada me deparei com um acessório muito parecido num shopping e na hora lembrei da joia indiana e aquelas usadas por mulheres nobres do Antigo Egito então fiquei sabendo que os headpieces são de fato inspirados nas vestes das mulheres do Oriente. Vejam:
Joia Indiana Maang Tikka
Headpieces inspirados:
Existem muitos tutoriais no youtube que ensinam como fazer, coloquei alguns exemplos:
Duas coisas podem acontecer: ele assumir a todos ou esconder de todos.
De um tempo para cá percebi algumas mudanças no perfil das pessoas que se relacionam com homens de cultura oriental. Muitas dessas pessoas são mulheres que tem filhos pequenos dependentes. Recebo inúmeros e-mails de mulheres que fazem planos de casamento mas o homem deixa claro que a família dele não vai aceitar o filho que ela tem de um relacionamento anterior. Isso acontece muito porque na Índia o divórcio é tabu e um filho fora do casamento ainda passa longe da realidade de muitas famílias. Qual o preço disso? Muitas mulheres vão para o país do marido e deixam a criança no Brasil ou convivem com a ideia de ver o marido esconder a criança da família dele, ou seja, muitos homens vivem anos escondendo da família que a esposa já tinha filho de outro relacionamento.
Recebo e-mail de mulheres que dizem que o homem aceita a criança como filho dele, mas ele esconde da mãe e do pai, tios, vizinhos e até do camelo que essa criança existe.
É algo delicado e complicado para eu dar minha opinião mas já vi casos de mulheres que se mudaram, casaram e deixaram a criança aqui para a avó cuidar porque o homem não aceita que ela leve a criança junto porque ele sabe que esse tipo de união é delicada no país dele.
Claro que existem os homens que aceitam e formam uma família linda sem diferenças, mas quando o homem esconde essa situação da sociedade dele significa que a criança não participará das festas em família na Índia, viagens para a Índia, conversas com a família pelo facetime, fotos nas redes sociais e toda a bajulação que uma criança tem quando é querida.
Também já vi acontecer o contrário, a pessoa se relaciona com o homem aqui sem estar casada com ele e desse relacionamento nasce um filho, mesmo assim esse homem esconde da família lá na Índia que teve um filho no Brasil porque essa criança não veio dentro de um relacionamento oficializado pelo casamento.
Não estou aqui para dizer se é certo ou errado esse tipo de pensamento deles, afinal, é obrigação de quem se envolve saber que é uma cultura diferente da nossa e da mesma forma que nós dizemos que estamos certos, eles também acham que o jeito deles é certo. Da mesma forma que a cultura indiana leva muito a sério o casamento, aqueles que não estão dentro dos padrões da sociedade enfrentam consequências. Esteja ciente da realidade.
Os nossos valores morais mudam com o tempo e se adaptam às nossas necessidades sociais, os deles continuam os mesmos e para eles o que é correto está, e não precisa mudar.
Para muita gente é difícil de entender, por isso relacionamento intercultural envolve muito mais diferenças do que roupas, comidas e músicas.
Olá! Depois de muitos dias estou de volta. Está tudo bem por aqui, eu só precisei dar um tempo na internet para me dedicar a algumas coisas do dia a dia, estudos e afazeres domésticos.
Eu estou aqui olhando as estatísticas do blog e percebo que existe um público que está sempre presente. Algumas pessoas chegam ao blog buscando sanar alguma dúvida, outras nem sabem como chegaram até aqui mas decidem ficar porque descobrem um novo universo. Para algumas pessoas o blog é um diário onde elas podem abrir o coração, enquanto para outras o blog é um daqueles livros que lemos quietinhos mas nos sentimos parte da história. Para algumas pessoas o blog é uma novela como aquela que não queremos perder nenhum capítulo enquanto para outras o blog parece um filme louco com uma história louca e uma protagonista mais louca ainda. Cada pessoa tem uma história e um motivo para chegar até aqui. Cada pessoa tem uma razão para ficar. E é tudo isso que move esse blog.
Obrigada pelo carinho tem os leitores que se preocupam quando me ausento com um "oi Star, estava preocupada" .. ou "estou sentindo falta de novos posts". Tem os leitores que me mandam foto no instagram ou link de algum texto pelo e-mail e dizem "Star, vi isso aqui e lembrei de você"...ou então "ouvi essa música e lembrei de você, porque sei que gosta de coisas da Índia.." Vocês não tem noção do quanto agradecida eu sou a todos vocês!
Quero deixar o meu muito obrigada e avisar que em breve escreverei novos posts.
obs: muita gente está me perguntando sobre o conflito no Punjab, em breve farei um post explicando.
Na Índia, chamado de Maharaja é uma palavra originária do sânscrito que significa "grande rei" ou "alteza", em português ficou Marajá. O feminino de Marajá é Maharani, significa tanto a esposa de um Marajá quanto uma mulher no poder.
Na véspera da independência, em 1947, a Índia (incluindo o atual Paquistão e Bangladesh) tinha mais de 600 estados principescos, cada um com seu próprio governante, muitas vezes chamados de Raja, Rana ou Thakur (governante Hindu) ou Nawab (governante Muçulmano) além de outros títulos.
Os britânicos governaram diretamente dois terços da Índia, o resto estava sob o domínio indireto dos Marajás sob a influência considerável de representantes britânicos.
A palavra Maharaja significa "rei", apesar da sua tradução literal significar "grande rei". Isso aconteceu porque apenas uma parte dos estados foram verdadeiramente poderosos e ricos o suficiente para seus governantes serem considerados grandes monarcas; A outra parte era formada por Estados Principescos com algumas cidades ou grupos de aldeias. A palavra, no entanto, também pode significar imperador na Índia contemporânea.
O título do Maharaja não era tão comum antes da colonização britânica da Índia, o qual muitos Rajas e governantes hindus foram elevados ao título de marajás, independentemente do fato de que dezenas destes novos marajás governaram pequenos Estados.
Dois Rajas que se destacaram e se tornaram marajás no século XX foram o Maharaja de Cochin e o lendário Maharaja Jagatjit Singh de Kapurthala.
Atualmente eles não influenciam a política, mas continuam respeitados pela população e ainda tratados como reis. Muitos deles disponibilizaram parte dos luxuosos palácios para hospedagem de turistas afortunados.
Muitos imperadores mughals da Índia tiveram tiveram muitas esposas e muitas concubinas. Por exemplo Jahangir tinha no mínimo vinte esposas e centenas de concubinas. Durante o governo de Akbar o harém continha nada menos que cinco mil mulheres.
A palavra Harem veio do árabe e significa um "lugar proibido; sacrossanto, santuário", e etimologicamente relacionado com o árabe Harim, "um lugar sagrado inviolável; membros femininos da família" e Haram ", proibido; sagrado". Ele passou a significar um grupo das mulheres no que é geralmente uma família polígama e locais segregados que são proibidos aos homens. Haréns eram compostos por mulheres, parentes do sexo feminino, concubinas e crianças.
O harém não era somente um lugar onde as mulheres viviam enclausuradas. Os bebês eram nascidos e crianças cresciam lá. Dentro do recinto do harém haviam mercados, bazares, lavanderias, cozinhas, parques infantis, escolas. O harém tinha uma hierarquia, as suas autoridades principais eram as esposas e parentes do imperador e abaixo desses eram as concubinas. As mães, madrastas, tias, avós, irmãs, filhas e outros parentes do sexo feminino viviam no harém. Haviam também damas de companhia, servas, empregadas domésticas, cozinheiras, mulheres oficiais e guardas.
O harém do Império Mughal era protegido por três tipos de vigilância. O primeiro tipo eram de tártaros e uzbeques, mulheres treinadas com lanças e arcos. Em seguida vieram os eunucos, cujo trabalho era manter a disciplina no harém; eunucos foram meninos recrutados e castrados quando crianças ou recebidos como presentes de otomanos e reis norte-africanos.
A maioria das mulheres no harém Mughal eram meninas nativas da Índia. Muitos governantes locais de estados vassalos enviaram suas filhas para o Harem Mughal para reforçar relações políticas com o império. Os Mongóis preferiam da Ásia Central, as meninas afegãs e persas, estas foram as principais esposas e concubinas. As meninas persas, georgianas e armênias faziam parte da dinastia persa de Safavid.
Embora lembrado principalmente por sua abordagem liberal à religião, um imperador da Índia, Akbar, era tipicamente Mughal em suas atitudes para com as mulheres, a quem ele colecionou mulheres quase da mesma maneira que um filatelista acumula selos. Em esplendor, o harém real em Fatehpur Sikri teve cerca de cinco mil mulheres, guardadas por uma legião de eunucos. Suas portas foram fechadas para pessoas de fora.
O tamanho do harém de Akbar cresceu em proporção direta ao seu império. A cada nova conquista, a ele era oferecido pelos governantes derrotados e seus nobres as mais belas filhas, que, juntamente com as suas servas, seriam instaladas no real luxuoso zenana. Ao todo, o imperador deve ter tido trezentas mulheres; depois, um número grande de concubinas (Kaniz), dançarinas (kanchni) e escravas (Bandis), ou "donzelas com o corpo cinza (de pratas) e tranças almiscaradas" como um cronista descreveu aquelas adquiridas nos mercados em toda a Ásia. Essas mulheres viam o público através das janelas furadas e vinham dos quatro cantos do império Mughal, assim como afegãs, turcas, iranianas, árabes, tibetanas, russas e Abyssinians, e até mesmo um Portuguesas, enviadas como presentes ou tributo.
Os eunucos que viviam lá vieram de forma semelhante, ou seja, também tinham diversas origens. Enquanto alguns eram hermafroditas, outros tinham sido violentamente castrados, seja como punição por derrota no campo de batalha, ou após ter sido doado por seus pais como pagamento retroativo da receita - um costume muito comum na época.
Akbar consumia grandes quantidades de vinho persa ( destilado de cana-de-açúcar), bhang e ópio. As festas realizadas no harém, bem como ligações sexuais realizados no topo pavilhão da Panch Mahal e na própria zenana, teriam ocorrido sob os efeitos dessas substâncias. Ao longo do tempo, formas hedonistas de Akbar provocaram a desaprovação de seus mais altos clérigos - o Ulema. O Alcorão limita de forma expressa o número de esposas que um homem pode tomar para si, ou seja, no máximo quatro, mas um versículo também admite uma forma inferior de casamento, mais como um pacto informal, que poderia ser celebrado com os não-muçulmanos. O abuso de Akbar desta lei foi duramente criticado por seu sacerdote-líder sunita durante suas dissertações religiosas.
Como a vida deve ter sido para as mulheres que viviam no harém de Akbar só posso imaginar, mas sabe-se que o alcoolismo e dependência de drogas foram generalizadas, e que alguns homens também arriscaram suas vidas para conduzir negócios ilícitos com os amantes do sexo disfarçados como médicos ou sob véus muçulmanos pesados.
Na verdade o harém era uma prisão dourada porém mulheres no zenana eram imensamente ricas em seu próprio direito, e exerciam enorme influência. A esposa de Jahangir, Nur Jahan, praticamente deu seguimento ao império por trás da tela de purdahtambém conhecida como burca ( é a prática de impedir as mulheres de serem vistas pelos homens que não sejam seus parentes diretos)durante os últimos cinco anos do reinado de seu marido doente.
Em parte como resultado do dinheiro e do poder à disposição das mulheres, ciúmes no harém também eram comuns, e o trabalho de manutenção da ordem e tranquilidade entre as milhares de mães, tias, parentes adotivas do imperador e todas as esposas, esposas menores, amantes, músicas, dançarinas, amazonas e escravas, era uma grande preocupação. Um cronista da corte de Akbar ironicamente observou: "O governo do reino é uma diversão, mas em comparação com tal tarefa, é dentro do harem que a intriga acontece".
Muita gente imagina glamour, muita gente imagina sofrimento. Eu acredito que havia um pouco de tudo, mas nada se compara a liberdade.
Não dá pra falar da Índia sem pensar em ouro! Os indianos são os maiores compradores de ouro no mundo junto com a china. O ouro é o bem material mais importante na vida de um indiano, tanto que eles dizem "no gold, no wedding" algo como "sem ouro, sem casamento".
E por que os indianos gostam tanto de ouro? Porque o ouro é um investimento, nunca perde seu valor além de ser uma forma de passar as riquezas de geração a geração. Aqui no Brasil a mãe repassa as joias à filha. Na Índia, as joias da sogra vão para a nora. Um dia quando eu conversava com meu marido fiz um comentário de alguma coisa que não me lembro o que era, mas me lembro muito bem da resposta dele quando eu disse: "vou guardar isso aqui para quando eu tiver uma filha" e ele respondeu "e para sua nora, você não vai guardar nada??"
Quando os pais tem uma filha, desde pequena já começam a comprar e guardar para ela peças de ouro, como brincos, pulseiras, colares, para o dia do seu casamento porque além de garantir o respeito da família perante a sociedade, o ouro da noiva é o porto seguro num momento de dificuldade financeira, o ouro é tudo o que a mulher tem como garantia na vida.
Eu me lembro de uma pesquisa que colocou os indianos em primeiro lugar no ranking mundial como as pessoas que mais guardam o dinheiro pensando no futuro (uma pena que não encontro o link assim que puder colocarei aqui).
Além de ser uma segurança para o futuro, eles acreditam que a joia traz benefícios terapêuticos para quem usa, os astros da pessoa agem em sintonia e a deusa da prosperidade fica feliz, assim a pessoa atrai cada vez mais. Dizem que dinheiro chama dinheiro. Aqui no Ocidente as pessoas dizem que comprar roupas de marcas internacionais, bolsas, cintos, sapatos da moda é investimento porque são peças que duram anos. Na Índia, você não vê todo mundo com roupas de grife, mas no mínimo um brinco, colar ou anel de ouro. Confesso que antes eu não enxergava dessa maneira, mas do jeito que nosso país está comecei a pensar, num momento de crise o que vale mais: o ouro ou a bolsa?
Na cultura indiana o ouro é prosperidade material e espiritual porque o bolso fica feliz e os deuses também!
Quando vamos ao Mercado Municipal aqui em São Paulo, é muito comum nos oferecerem carne halal. Mas quando meu marido diz que não precisa porque ele não come carne halal as pessoas ficam sem entender, e perguntam, como assim? Isso se dá ao fato de que na região que moramos a comunidade muçulmana é muito maior do que a comunidade sikh. Mas ao contrário do que muita gente pensa os indianos sikhs (também hindus) não comem carne halal.
Então pensei em escrever sobre isso, não quero mostrar o que é melhor ou não. Quero apenas mostrar o que é permitido ou não no sikhismo e por quê.
Da mesma forma que você pode ouvir de um muçulmano "é carne halal?" você poderá ouvir de um sikh (ou hindu) "é carne jhatka?"
A carne halal é a carne abatida nos moldes islâmicos. Os sikhs são proibidos de comer carne halal, de acordo com o Código Oficial de Conduta Khalsa, porque é considerada uma forma cruel. Os sikhs só podem comer a carne abatida chamada jhatka, ou seja, é o animal abatido sem rituais, sem sangrias ou sem qualquer outra forma de abate que cause longo sofrimento ao animal.
Jhatka é a carne consumida pelos hindus e sikhs.
O 'Código de Manu "(em torno de 1500 a.C), um livro de leis Hindus dá as regras de dieta. Ele descreve o sacrifício ritual de animais específicos e a ingestão da sua carne para determinados fins.
O abate de forma lenta como halal (exceto para rituais) foi fortemente condenado, com igual culpa sobre o abatedor, açougueiro, cozinheiro, e quem se alimenta. De acordo com o Código, o animal deveria ser abatido de forma instantânea.
Séculos se passaram e hindus pararam de comer carne. Castas superiores (especialmente brâmanes) tornaram-se vegetarianas, os indianos de casta inferior (Shudras) passaram a comer qualquer coisa que estivesse disponível.
Quando os muçulmanos passaram a governar a Índia trouxeram o abate Halal baseado no Quran. Os governantes muçulmanos não permitiam outro abate que não fosse Halal.
O Guru Gobind Singh viu um problema com a prática de Halal e argumentou que o ritual religioso não faz bem a qualquer animal ou matadouro. Deixou um homem satisfazer sua fome por carne se ele assim o desejar. Gobind Singh tornou a carne Jhatka obrigatória para Sikhs que desejavam comer carne. Comer carne tornou-se uma escolha pessoal para os Sikhs.
Hoje, a carne Jhatka é aceitável pelos Sikhs e, em seguida, os hindus.
Não há nenhum ritual religioso envolvido com Jhatka.
Akali Takht emitiu seu último Hukamnama (decisão) em 1980 permitindo aos Sikhs se alimentarem de carne, desde que o animal fosse abatido de acordo com Jhatka.
Um texto meu sem pé nem cabeça, meio lá meio cá...
Vejo um número muito grande de mulheres que admiram e desejam ter cabelos longos, daqueles quase na cintura. Eu fico triste ao ver no youtube o quanto de mulheres que tiveram seus cabelos totalmente danificados por corte químico, quebra e precisaram de uma mudança radical, resultando num cabelo esfarelado, ralo, com pontas finas. Sempre recomendo umectação indiana, reconstrução, hidratação e só. A pessoa não precisa ter um cabelo liso para ser bonito, não precisa ter um cabelo colorido, descolorido, etc. Eu já sofri por isso e só Deus sabe como mexeu com minha autoestima, como gastei horrores para recuperá-lo. Hoje parei de usar química e tantos produtos que alteram sua estrutura.
Mas nem todas as pessoas admiram um cabelo comprido, ou pelo menos algumas acham que é coisa de mulher submissa ou porque o marido não deixa cortar, etc. As pessoas falam "corta esse cabelo", " tá parecendo crente", "está pagando promessa?" , "brasileira é muito apegada ao cabelo", " cabelo cresce!". Imaginem quando um homem quer ter cabelos compridos, então!
Por que esto falando isso? Eu sou muito apegada ao meu cabelo e não me perguntem de onde isso veio porque nem eu sei responder. Tem pessoas que não contratam um homem ou mandam ele embora porque tem os cabelos longos. Tem profissionais que também criticam nós mulheres que gostamos de cabelos compridos, dizem ser fora de moda.
Tem gente que diz que é besteira ter apego ao cabelo porque isso significa medo de mudanças. Não concordo, e eu rebato essa crítica que ouvi a vida toda: acho importante você ter apego e gostar de algo que existe em você. Eu já acho que aquelas pessoas que dizem não terem apego a nada podem não ter uma personalidade definida ou tem alguma dificuldade de cultivar sentimentos ou até mesmo demonstrar as emoções, por isso estão em constantes mudanças, ou seja, aquilo que a gente é por dentro muitas vezes exterioriza. Sinceramente, eu tenho medo de pessoas que se dizem "desapegadas". O que esperar de quem não pode cultivar um amor, uma amizade. Parece que a pessoa cria uma armadura fria contra uma possível decepção.
Já parou pra pensar que a primeira coisa que a maioria das mulheres fazem ao passarem por uma grande decepção amorosa é mudar o visual? Quem nunca? Isso mostra a necessidade de mudar aquilo que está dentro dela, é uma forma de exteriorizar sua luta interna para se estabilizar emocionalmente, e se sentir renovada. Quando estamos mais equilibrados e com uma boa autoestima não temos a necessidade de exteriorizar nossas emoções com tanta frequência.
É natural do ser humano se apegar àquilo que tem algum valor seja emocional ou material, então porque é politicamente correto dizer que uma pessoa não deve se apegar a nada? Então não devemos nos apegar à família, ao trabalho, ao parceiro, ao nosso corpo? Por que uma pessoa que está sempre mudando o visual radicalmente é considerada jovem e moderna enquanto uma mulher de cabelo comprido é considerada antiquada e um homem com cabelos longos é inaceitável na sociedade e mercado de trabalho? Por que isso causa temor ?
Ter apego não significa domínio, não é carência, submissão ou dependência. Apego significa afeto, carinho, fidelidade, cuidado.
Hoje em dia é bonito dizer que não nos apegamos a nada. É bonito exigir isso dos outros dentro das empresas, nas escolas, na rua. Mas talvez o que falta no mundo seja exatamente o contrário: apego à família, ao próprio corpo, ao trabalho, ao próximo, ao amor, a Deus.
Uma das maiores dificuldades para quem está aprendendo inglês é compreender o idioma com sotaque. Me lembro da primeira vez que vi um vídeo indiano no youtube e pensei "isso é inglês?" porque eu não entendia nada! Eu tinha aquela visão do hindi como algo mágico, milenar e pensei que seria necessário eu aprender o idioma. Mal sabia que a coisa mais difícil seria ouvir alguém conversar em hindi quando o inglês é considerado o idioma universal.
Com o passar do tempo a gente passa a compreender os diferentes sotaques e identificar quando é um russo, chinês, brasileiro, etc. Sobre o indiano, eu só consigo diferenciar quando é indiano de Delhi/Mumbai e Punjab. Quando escuto algum indiano aqui no Brasil falando inglês percebo que aqueles que são do Sul da Índia falam mais baixo e uma pronúncia fácil de compreender. Quando vem de cidade grande como Mumbai ou Nova Delhi eles tem um inglês mais voltado para negócios, falam alto e gostam de usar expressões americanas ou gírias. Quando é Punjabi, bom... eles falam punjabi! Na verdade uma parte dos indianos do Punjab não querem que o idioma se torne esquecido devido a grande preferência das pessoas usarem o inglês hoje em dia. Lembro que há uns dois anos atrás fui num restaurante indiano, e uma mesa estava cheia de indianos, acho que tinha uns 10 entre homens e mulheres. Eles falavam alto, riam, se divertiam. O idioma? Inglês.
Esse ano, estava em outro restaurante indiano, mais uma mesa cheia de indianos e o idioma entre eles? Inglês!
Nesse dia marido virou pra mim e disse "não entendo porque os indianos quando estão juntos não conversam mais em hindi, hoje em dia até entre eles só falam inglês sendo que o hindi é a língua materna, todas as casas falam hindi".
Também não sei!
Quando algum indiano vê que entendo algumas coisas em hindi ou punjabi eles ficam chocados como se o código tivesse sido decifrado! Dá uma sensação muito boa! Mas só não podem saber que não sei ler nem escrever um pingo !
Aproveitando o gancho, conheça os diferentes sotaques dos indianos, achei muito interessante esse vídeo:
Tudo bem com vocês? Depois de um tempo sem colocar nada novo aqui, peço desculpas pela ausência.
Não quero bancar a boa samaritana, quem acompanha o blog sabe que sou imparcial, mas não aguento ver tanta generalização por aí a respeito dos indianos. Algumas pessoas que passam por desilusão amorosa saem fazendo todo tipo de crítica. Não estou aqui para contestar nada nem desmentir ninguém porque cada pessoa passa por uma experiência. Mas não acho certo fazer campanha contra um povo e menosprezar determinada nacionalidade.
Tudo o que envolve relacionamento amoroso é um risco. Pessoas que tentam tirar vantagem das outras na internet estão em todo o lugar inclusive no Brasil mas não podemos generalizar a ponto de instigar o ódio como vejo acontecer num blog ou outro.
A maior qualidade que tenho para falar do povo indiano é: um povo trabalhador. Tirando aquela porcentagem que não tem oportunidades na Índia por isso passa o tempo livre na internet, o povo indiano que sai do país está sempre na luta por um trabalho e é sobre isso que eu quero falar hoje. Vocês já viram aqueles prédios monumentais dos países árabes???
Já viram aqueles prédios de Dubai? Arábia Saudita, Qatar, Bahrain, Kwait??? Mais de 75% dos trabalhadores que constroem aquelas beldades são indianos, paquistaneses, nepalenses, idosos, jovens, que trabalham debaixo de sol de 50 graus, sem moradia e salário justo.
Essa é minha simples homenagem àqueles que deixam seu país em busca de dignidade.
Você quer saber quem realmente são esses homens? Assista o vídeo:
Sempre menciono no blog que o principal trabalho de um sikh é a caridade e o esforço em acabar com diferenças de casta, cor, raça e religião. Ek Om Kar significa Deus é um só. Por isso o slogan "ONE". Se você quer conhecer mais sobre a filosofia de um ensinamento sikh sugiro que assista. Eu chorei quando assisti o vídeo. Que situação nosso mundo está.
Fundada em 1999, Khalsa Aid é uma organização internacional sem fins lucrativos, ajuda baseada nos princípios sikhs de serviço e amor universal. Khalsa Aid é uma Instituição britânica registrada (# 1080374) com a UK Charities Commission ( Comissão de Caridades do Reino Unido) e também tem voluntários na América do Norte e Ásia. Khalsa Aid tem prestado ajuda de emergência às vítimas de catástrofes, guerras, e outros trágicos acontecimentos ao redor do mundo.
No início de julho, Khalsa Aid ajudou na saída de Punjabis do Iraque. É de se esperar que os esforços de Khalsa Aid no Iraque ter parado naquele ponto, mas não, eles enviaram Ravinder Singh, CEO da KhalsaAid para ajudar os refugiados.
Ravinder Singh, é um sikh, mas considera que seu dever é ajudar a todos os que estão em necessidade, independentemente de onde eles são ou qual religião pertencem. Se um outro ser humano está em necessidade, Sikhs estão lá para ajudar.
Sikhs e voluntários atendem pedidos de viúvas e fornecem uniformes escolares às crianças na Índia.
"Não importa em que língua oramos ou como oramos. Deus é UM! Somos todos um! "Ravinder Singh, CEO da Khalsa Aid"
Primeiro Ministro britânico elogia o trabalho do Khalsa Aid durante o Vaisakhi (uma data festiva no Punjab)